4 Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) 2013 - Resíduos Sólidos.
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Estudo liga perda de árvores a mais mortes por doenças cardiovasculares.

Um novo estudo do Serviço Florestal dos Estados Unidos associa a presença de árvores à saúde humana. A pesquisa, publicada na última edição do “American Journal of Preventive Medicine”, mostra que localidades onde árvores morreram após uma infestação de brocas (fase larval de um besouro) registraram mais mortes por doenças cardiovasculares e respiratórias do que outras não afetadas pelo problema.

De acordo com Geoffrey Donovan, da Estação de Pesquisa Noroeste do Serviço Florestal do Pacífico, a perda de 100 milhões de árvores no leste do país e em estados do meio-oeste foi uma oportunidade sem precedentes para estudar o impacto que uma grande mudança no meio ambiente provoca na saúde humana.

Imagem compara vegetação antes e depois de infestação de broca.
(Foto: Dan Herms/Ohio State University)

Os pesquisadores analisaram 18 anos de dados de 1.296  condados em 15 estados americanos e descobriram que as populações de áreas infestadas pela broca-cinza-esmeralda que mata os freixos (árvores nativas da zona temperada boreal) registraram um adicional de 15 mil mortes por doenças cardiovasculares e 6 mil óbitos provocados por doenças respiratórias, em comparação com as áreas onde não houve infestação.

O estudo avaliou a densidade demográfica, a mortalidade e a “saúde” das florestas entre 1990 e 2007. Os dados são de cidades em estados que registraram ao menos um caso confirmado da broca-cinza-esmeralda em 2010.

"Há uma tendência natural de ver nossos resultados e concluir que, certamente, as maiores taxas de mortalidade são por causa de alguma variável, como renda e educação, e não a perda de árvores", disse Donovan. "Mas, nós vimos o mesmo padrão repetido várias vezes em municípios com diferentes aspectos demográficos."

Embora o estudo associe a perda de árvores à mortalidade cardiovascular e a doenças respiratórias, ele não prova um nexo de causalidade, alertam os pesquisadores. A razão para a associação que estão propondo ainda precisa ser determinada.

A broca-cinza-esmeralda foi descoberta perto da cidade de Detroit, no estado de Michigan, em 2002. A espécie ataca todas as 22 espécies de árvores do gênero Fraxino (Fraxinus), encontradas nos Estados Unidos, e mata quase todas as árvores infestadas.

Greenpeace - Território desmatado por invasores! Assine a petição!


“Antiga mata bonita”. O significado da Terra Indígena Marãiwatsédé, no Mato Grosso, já não faz tanto sentido: quase 90% do território foi desmatado por invasores que se instalaram ali ao longo das últimas décadas.

A boa notícia é que depois de anos de resistência, os índios Xavante finalmente estão prestes a repovoar suas terras: por decisão da Justiça, os fazendeiros que transformaram floresta em pasto e lavouras estão sendo retirados do local.

A luta dos Xavante, porém, não é só deles. Os povos da floresta continuam enfrentando ameaças e pressões de gente que quer transformar nossas “matas bonitas” em destruição. É por isso que o Greenpeace apoia o projeto de lei popular do desmatamento zero.


Mais de 707 mil pessoas já assinaram pedindo um Brasil sem devastação. E você, já faz parte dessa corrente? Assine, compartilhe, informe-se. E junte-se a nós.

Texto recebido por e-mail por: Marcio Astrini
Coordenador da Campanha da Amazônia
Greenpeace

Sucom permite escândalos na administração de João Henrique.


A falta de comando na Salvador de 2012 ainda trará graves consequências na cidade para o novo prefeito, ACM Neto (DEM).  Isso porque, no período de festas do fim do ano, quando os já falhos órgãos fiscalizadores e a população estão dispersos, uma empreiteira aproveitou para aterrar uma lagoa situada em uma Área de Proteção Ambiental, na Av. Paralela, sem sequer se dar o trabalho de expor a autorização da Superintendência de Uso e Ordenamento de Solo (Sucom) - o que é obrigatório.

A autarquia, que coleciona decisões questionáveis legalmente, concedeu mais duas autorizações polêmicas para construção de empreendimentos na Av. Luís Eduardo Magalhães e na Alameda Capimirim, na Graça. "Eles fazem o que querem com a cidade e em geral em troca de alguma coisa. Ele [Cláudio Silva, ex-superintendente da Sucom] fez muitas coisas sem passar pela procuradoria. Muitas reclamações de alvarás que foram concedidos sem uma avaliação do impacto de vizinhança", avalia a vereadora Aladilce Souza (PCdoB).

Se as duas últimas obras forem levadas adiante devem prejudicar ainda mais os soteropolitanos: a concessionária que está sendo construída na Av. Luís Eduardo Magalhães, em uma área duas vezes maior que o permitido, ocupa o espaço onde deveria ser feita uma alça de ligação entre a via e a BR-324; já a autorização para erguer um prédio de 18 andares na esquina da  Alameda Capimirim com a Avenida Princesa Leopoldina deve provocar longos congestionamentos, já que a rua, além de pequena, não tem saída.


Restaram poças d'água

O aterramento da área ao lado do Wet'n Wild, na Av. Paralela, começou nas festas do fim de 2012, mas não há no Diário Oficial do Município qualquer menção ao fato. Em 2/1, apenas algumas poças de água restavam no lugar onde antes existia uma lagoa pertencente à Bacia do Rio Jaguaribe e parte de uma Área de Proteção Ambiental (APA). Máquinas trabalham no local para o aterramento e a derrubada de árvores, mas não há placas de licenciamento ambiental ou identificação de quem é responsável pela obra.

Segundo a Sucom, existe alvará de licença para o Loteamento Colinas do Jaguaribe, cuja contrapartida é a execução da obra viária entre a marginal da Avenida Paralela e o trecho em frente ao Wet'n Wild. O órgão não se manifestou quanto ao impacto ambiental provocado pelo aterramento.

Para o ex-superintendente de Meio Ambiente de Salvador, Luiz Antunes Nery, o lugar não é uma lagoa, e sim "água represada".  Questionado sobre o impacto ambiental, ele disse que "a cidade ambientalmente adequada requer obras de engenharia".


Caminho interrompido

Um projeto da Prefeitura de Salvador seria realizado com a construção de uma alça de acesso que ligaria a BR-324, sentido Salvador e  em direção à Avenida Paralela, à Avenida Luís Eduardo Magalhães, sem que o motorista passasse pelo Largo do Retiro. Seria.

O prefeito João Henrique desencarnou de seu cargo - já foi tarde -, e o projeto tornou-se apenas mais um entre as centenas de promessas do ex-alcaide. Para piorar a situação, a Sucom concedeu uma autorização para a construção de um prédio no terreno da prefeitura em que a via projetada passaria.

Segundo informações a que teve acesso o Jornal da Metrópole, a área prevista para o prédio que abrigará uma concessionária de veículos era de 10 mil m², mas o mesmo empreendimento está ocupando um espaço de mais de 26 mil m². Além disso, o habite-se condicionado seria a implantação de um campo de futebol infraestruturado, já que a construção está sendo realizada exatamente no local onde havia campo de futebol usado pela comunidade da Baixinha de Santo Antônio. A Sucom reconheceu que liberou alvará em 2010 e não explicou o que será feito do projeto da alça de acesso. O órgão disse que o alvará será prescrito se a obra não começar em dois anos.


Transcon permite que obra cresça 66%

A construtora da Mansão Capimirim conseguiu ampliar o tamanho original do empreendimento em 66% pelo Transcon (espécie de moeda de troca entre as construtoras para ampliar a área construída).

O problema é que o caso Transcon está sub-júdice, por conta do choque com a lei do PDDU. A Sucom, no entanto, desconhece que os títulos estejam sub-júdice e afirma que o empreendimento "não é considerado como pólo gerador de tráfego".

A empresa que conseguiu usar os tais Transcons contou com a ajuda do ex-prefeito Edvaldo Brito, que esteve na Secretaria de Habitação e Meio Ambiente (Sedham) fazendo lobby para a obtenção da licença de construção em setembro de 2012. À época, ele prontamente negou a informação.

Fonte: Metro1

Floresta, desafios e oportunidades - Evento promovido pelo SFB abre espaço para o fortalecimento do setor.

Arquivo/MMA
Florestas: R$ 14,7 bi e 600 mil empregos diretos
Do SFB 

O debate sobre os desafios e as oportunidades do setor florestal no país ganha contribuição nesta quinta-feira (22/11), com a realização do TiiFlor – Tecnologia, Inovação e Inclusão em Florestas, evento gratuito e aberto ao público que será promovido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em Brasília (DF), com o apoio da Fundação Roberto Marinho e da Fundação Avina.

O encontro traz 14 representantes dos principais segmentos ligados à floresta para debater o tema, nas áreas extrativista, indígena, agropecuária, científica, de madeira nativa e de florestas plantadas, de negócios com uso de recursos da biodiversidade, de investimentos, microcrédito, turismo, manejo florestal comunitário, educação e comunicação.

Segundo o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel, a experiência e os pontos de vista desses diversos atores fortalecem a discussão sobre o setor florestal. “Eles trazem elementos para a construção de uma Política Nacional de Florestas para o país”, afirma. "A ausência dessa política e de instrumentos econômicos de apoio ao setor são lacunas que precisam ser preenchidas para valorização do papel do uso e da conservação das florestas brasileiras.”.

VIDAS

O TiiFlor está estruturado no formato de palestras de 20 minutos cada, reunidas em três blocos. O primeiro, “Vidas na e da Floresta”, humaniza o debate a partir das histórias de pessoas que têm uma ligação direta com as florestas. O segundo bloco, “Ideias Sustentáveis”, tem foco na riqueza gerada pelas florestas, e o terceiro, “Informação em Movimento”, trata das iniciativas de difusão de conhecimento.

Com esta ação, o SFB busca gerar o compartilhamento de ideias, inovação e estimular cooperações futuras, oxigenar o debate, além de fomentar o interesse ou aprofundamento nas questões envolvendo florestas.

Presentes em cerca de 60% do território brasileiro, as florestas impactam na economia, com R$ 14,7 bilhões gerados em 2010 pela produção primária florestal, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); geram mais de 600 mil empregos formais e influenciam a vida de 20 milhões de pessoas se for considerada apenas a população da Amazônia, e toda a população brasileira, se considerados os serviços ambientais proporcionados por elas.

SERVIÇO
TiiFlor - Tecnologia, Inovação e Inclusão em Florestas
Inscrições: online e gratuitas, pelo site eventos.florestal.gov.br/tiiflor.
Data: 22 de novembro
Horário: 9h às 19h.
Local: auditório da Escola de Administração Fazendária (Esaf) – Rodovia DF 001, KM 27,4 – Setor de Habitações Individuais Sul, Lago Sul – Brasília (DF). Haverá transporte gratuito saindo da Universidade de Brasília (estacionamento do ICC Norte) e da Biblioteca Nacional (estacionamento próximo ao antigo Touring)

Programação

9h – 9h40 Credenciamento

9h50 – 10h Abertura

10h – 12h Sessão I: Vidas na e da Floresta

Sônia Guajajara (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - Coiab)
Johan Zweede (Instituto Floresta Tropical - IFT)
Marize Costa (Fazenda Santa Brígida/GO)
Manoel Cunha (Conselho Nacional Seringueiros e Extrativistas - CNS)
Antonio Nobre (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - Inpa)

12h – 14h Almoço

Exposição Produtos Florestais
Painel Interativo
Caminhos do Cerrado: Trilha guiada pelo Cerrado do Jardim Botânico de Brasília (30 min)

14h – 16h Sessão II: Ideias Sustentáveis

Jonas Perutti (Empresa Florestal Madeflona - concessionária florestal)
Renata Puchala (Natura)
Francisco Bueno (Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa)
Carlos Guerreiro (The Timber Group - TTG Brasil)
Jean-Claude Razel (Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura - Abeta)

16h – 16h30 Intervalo ( Café com arte)

16h30 – 18h30 Sessão III: Informação em Movimento

Frans Pareyn (Associação Plantas do Nordeste - manejo florestal comunitário na Caatinga)
Andrea Margit (Fundação Roberto Marinho)
Joaquim de Melo (Banco Palma)
Matthew Shirts (National Geographic/Planeta Sustentável)

Encerramento

Mais legal que isso, impossível.

Terra Legal, programa do governo federal feito para regularizar terras na Amazônia, abriga fazendeiro que usa trabalho escravo para desmatar.


© Greenpeace / Rodrigo Baleia

Há dois meses, chegava à Justiça Federal de Santarém, no Pará, um pedido de prisão de Eleandro Perin. A carta vinha do Ministério Público Federal. Dias antes, durante a operação Labareda na região, o Ibama havia responsabilizado o fazendeiro por dois crimes: desmatamento ilegal e uso de trabalho análogo ao escravo. As acusações, porém, não eram as únicas em seu histórico: antes disso, ela já havia sido autuado duas vezes pelo Ibama – também por exploração ilegal de floresta – e teve sua propriedade embargada. 

Apesar disso, em 2009, Eleandro teve sua fazenda Vitória, que ocupa 1.122 hectares em Altamira (PA) e que, portanto, não faz dele um pequeno agricultor, regularizada pelo programa Terra Legal. O programa estabelece que o limite das áreas para titulação seja de até 15 módulos fiscais. Eleandro possui uma de 14,95 módulos.

Veja o infográfico:


Capitaneado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Terra Legal veio ao mundo após a aprovação, em 2009, da Medida Provisória 458, que ficou conhecida como MP da Grilagem. O objetivo anunciado era o de regularizar antigas ocupações legítimas na Amazônia, dando prioridade a pequenos produtores e a comunidades locais. Mas, como já havia sido previsto por movimentos sociais e ONGs, o programa está também beneficiando criminosos ambientais. 

“Estão usando a justa causa dos pequenos agricultores e da agricultura familiar para beneficiar aqueles que desmatam a floresta apostando na impunidade.”, diz Marcio Astrini, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace.

“Não vieram para legalizar as terras dos agricultores familiares, mas dos latifundiários”, afirmou Raimundo de Lima Mesquita, coordenador Regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará. (Fetagri) sem se surpreender com o fato de o programa beneficiar quem desrespeita a lei: “Aqui, ninguém perde nada por ter desmatado”.

Denúncia

O caso de Eleandro não  deve ser o único. Por isso, o Greenpeace encaminhou na quinta-feira uma denúncia ao Ministério Público Federal pedindo uma auditoria imediata sobre todos os beneficiados do Terra Legal com mais de 10 módulos rurais – cerca de 1000 hectares – na região. A falta de governança é  tanta que os órgaos públicos não trocam informações sobre o caso, e o Ibama sequer sabia que Eleandro Perin era um beneficiário do programa. 

“Na Amazônia, a falta de governanca e ações descoordenadas dos órgãos oficiais causam situações como a denunciada. Neste ambiente, programas como o Terra Legal e o novo Código Florestal – que concede anistia a quem desmatou – seguirão a mesma receita, de premiar quem vem, há anos, destruindo as florestas brasileiras”, diz Astrini.

Nos últimos dois meses, o desmatamento na Amazônia voltou a crescer, se comparado com o mesmo período do ano passado. Só em agosto, houve um aumento de mais de 200% nas derrubadas.

Não é à toa que, em poucos meses, mais de 600 mil brasileiros assinaram pelo projeto de lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A sociedade está cansada de ver o governo passando a mão na cabeça de quem destrói nosso maior patrimônio ambiental.

No último mês de março, o Greenpeace e outras organizações lançaram uma aliança nacional pela lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A exemplo da Lei da Ficha Limpa, a ideia é coletar o maior número de assinaturas possível para enviar a proposta ao Congresso.

Fonte: Greenpeace
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