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Sedes da Copa do Mundo trocam experiências em gestão de resíduos.

Maranhão (E) e Gaetani: ação integrada na Copa

Encontro possibilita planejamento com base no que foi realizado na Copa das Confederações!

RAFAELA RIBEIRO E TINNA OLIVEIRA.

As cidades-sedes da Copa do Mundo 2014 trocam, nesta quinta-feira (27/03), em Brasília, experiências no gerenciamento de resíduos da Copa das Confederações, realizada no ano passado, e apresentam projetos para o próximo evento, em junho. Os dois dias do encontro, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), proporcionarão aos municípios a oportunidade de conhecerem os acertos e os desafios vivenciados em 2013, além de facilitar o alinhamento entre os governos municipais, estaduais e federal. 

Nos municípios onde não houve jogos da Copa das Confederações, mas que participarão do Mundial, o seminário representa uma chance de, pela experiência dos demais, preverem suas ações de sustentabilidade. “É uma oportunidade de reunião multilateral para o aprendizado de todas as partes envolvidas”, afirmou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Ney Maranhão, durante a abertura do encontro. Segundo Maranhão, o MMA investiu na elaboração desse modelo, que envolve os catadores de material reciclável, construindo uma solução robusta para a gestão dos resíduos durante o evento.

SEGREDO DO SUCESSO

Para o secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, a dimensão da inclusão é fundamental. “A articulação do governo federal com as cidades-sedes, os estados e as cooperativas de catadores é essencial para o sucesso da Copa 2014”, disse. A coordenadora do Comitê Interministerial para a Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis da Presidência da República (CIISC), Daniela Metello, completou que o governo está empenhado na participação dos catadores, com trabalho social justo, que servirá de exemplo a ser perpetuado.

As prefeituras das cidades-sedes apresentaram seus Planos Operacionais de Limpeza e Coleta executados na Copa das Confederações e a adaptação para a Copa do Mundo. Belo Horizonte, por exemplo, tem um projeto de gestão integrada de resíduos para a Copa, com três premissas: cidade limpa, tolerância zero para o lixo e coleta seletiva. Uma das ações consiste na patrulha de fiscalização e monitoramento dos serviços de limpeza a serem executados. As equipes percorrem a cidade, identificando pontos que necessitam de intervenção. Fotografam o local por smartphone ou tablet e acionam a central de serviços, que encaminha funcionários para solucionar o problema, de acordo com as prioridades.

O superintendente de Limpeza Urbana de Belo Horizonte, Sidnei Bispo, convida os cidadãos a participarem da mobilização pela cidade mais limpa. “O melhor fiscal é o cidadão, que pode atuar em parceria com o governo”, afirmou. A prefeitura também realiza uma pesquisa de satisfação da população sobre os serviços prestados pela cidade.

Outro exemplo é a parceria do governo do Distrito Federal com a Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (CENTCOOP-DF). Os catadores, juntamente com estudantes, foram capacitados para realizar ações de educação ambiental durante a Copa das Confederações e outros jogos, orientando os torcedores sobre o descarte adequado. 

Em Recife, durante as partidas, acontece o reforço na coleta seletiva. Na Copa das Confederações, por exemplo, foram instaladas 750 papeleiras para separação dos resíduos. Em Salvador, também há o reforço da coleta seletiva, com a instalação de estações de coleta solidária. A cidade tem a estimativa de receber 500 mil visitantes no período do Mundial.

O encontro continua nesta sexta-feira (28/03), quando as cidades apresentarão seus Projetos de Coleta Seletiva Solidária para se alinharem às políticas do MMA.

Governo da Bahia assina Termo de Compromisso para Implementação da Logística Reversa de Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes.


O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) e da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), assinou nesta terça-feira, 11, o Termo de Compromisso para a implementação da Logística Reversa de Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes no estado. Os secretários Manuel Ribeiro (SEDUR) e Eugênio Spengler (SEMA) assinaram o documento ao lado de Jorge Luiz Oliveira, diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e outros representantes da cadeia produtiva.

O Estado da Bahia é o primeiro no Nordeste a oficializar um programa de Logística Reversa. A assinatura do termo permite a implementação do Sistema de Logística Reversa, que integra o Programa Jogue Limpo, e o Sindicom já contratou empresa para a coleta e transporte das embalagens plásticas de óleos lubrificantes nos 417 municípios baianos.

“Esse programa é um passo importante na busca pelo desenvolvimento sustentável no nosso Estado. Os economistas estão cansados de nos lembrar que os recursos naturais são escassos. Nesse intuito, a assinatura desse termo é um aspecto importante na reflexão acerca de um melhor tratamento dos resíduos sólidos e no retorno dos recursos já utilizados sob nova forma, sem exigir mais do ambiente”, observou o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro.

Criado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes após um acordo setorial assinado com o Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2012, o Programa Jogue Limpo assegura um maior índice de retorno e a destinação segura das embalagens de óleos lubrificantes, considerados nocivos ao meio ambiente.

“Esse programa contribui para vencer as dificuldades relacionadas com a questão do manejo dos resíduos sólidos. Isso porque não basta separar o lixo, mas pensar numa lógica de descentralizar o processo produtivo. Do ponto de vista ambiental, existe um passivo muito grande no que se refere a tempo e riscos relacionados a práticas equivocadas, como os lixões. Nesse sentido, cabe parabenizar a todos os setores envolvidos nesse grande desafio”, disse Eugênio Spengler, secretário estadual de Meio Ambiente.

Como a maior parte dos consumidores não leva o produto embalado para casa, a percentagem de retorno do programa tende a ser alta, pois dependerá fundamentalmente da cadeia produtiva. Sempre que o consumidor leva a embalagem fechada, ele é orientado a descartá-la em uma das centrais de abastecimento. A destinação final adequada das embalagens plásticas de óleos lubrificantes está prevista na Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos no país.

Fonte: Ascom/Sedur

Inema divulga nota de esclarecimento sobre denúcias de crime ambiental em Feira de Santana.


O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) vêm a público esclarecer os procedimentos adotados pelo órgão diante às denúncias de supostos crimes ambientais cometidos pela empresa Sustentare Serviços Ambientais S.A.

Em 19/02/14, o INEMA e a Secretaria do Meio Ambiente de Feira de Santana realizaram inspeção no aterro citado, no seu entorno e em empresas situadas nas proximidades do Riacho das Panelas para avaliar a denúncia de mortandade de peixes. Na oportunidade o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – CEPED realizou coleta de água no manancial para análise. Durante a vistoria foi constatado que houve grande carga de efluentes lançados no riacho, decorrente do rompimento de uma lagoa de acumulação de um matadouro, situado a montante do ponto onde os peixes foram encontrados mortos. Vale ressaltar que a empresa Sustentare está posicionada à jusante deste local. Além disso, durante a inspeção não foi verificado nenhum vazamento de suas bacias de tratamento de efluentes.

O Inema informa que o CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – CEPRAM concedeu em 29/09/2006, através da Resolução nº 3665, Licença de Implantação à empresa Sustentare Serviços Ambientais S.A, para implantar o aterro sanitário do município de Feira de Santana. Em 24/11/2006, o CEPRAM emitiu a Licença de Operação para esse empreendimento, através da Resolução nº 3701. Em 06/02/2009, o INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE – IMA, atualmente INEMA, emitiu nova Licença de Operação renovando a licença anterior, conforme a Portaria Nº 10.568.

Desde a implantação do empreendimento, o órgão ambiental estadual vem realizando fiscalizações sistemáticas no aterro, no sentido de monitorar os impactos advindos dessa atividade. Em períodos distintos foram aplicadas penalidades de multa à empresa por descumprir condicionantes da licença vigente, despejar efluentes em corpo hídrico sem o devido tratamento, construir duas lagoas de acumulação desprovidas de impermeabilização, contaminar o solo por chorume proveniente do aterro sanitário, dentre outros.

Contudo, concomitante a aplicação das multas, foram emitidas também diversas notificações exigindo a devida correção das irregularidades citadas, as quais foram atendidas pela empresa, inclusive a construção de uma nova Estação de Tratamento de Efluentes.

A Renovação da Licença de Operação foi concedida após a realização de inspeções técnicas, avaliação e constatação do atendimento das determinações e das condicionantes da licença anterior. Por esta razão não havia justificativa técnica ou jurídica para a negativa da concessão da licença.

A Licença atual estabelece novos condicionantes para o acompanhamento da operação do aterro, visando melhorias contínuas na disposição final dos resíduos e no sistema de tratamento de efluentes. Quanto ao lançamento de efluentes tratado em corpo hídrico, a outorga foi concedida considerando os parâmetros específicos determinados pela legislação ambiental vigente.

A população pode consultar todos os processos de licenciamentos concedidos pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), através do portal do Sistema Estadual de Informações Ambientais (Seia), no endereço www.seia.ba.gov.br. A medida visa estabelecer um maior grau de transparência no que se refere aos processos de regulação que tramitam no órgão ambiental.

Fonte:  Inema

Brasil começa a emitir passaporte para cães e gatos.


Desde segunda-feira, 24, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento começou a emitir passaporte para cães e gatos. O novo documento vai substituir o atual Certificado Veterinário Internacional (CVI) e não é obrigatório.

No documento vão constar o nome e endereço do dono; a descrição do animal; nome, espécie, raça, sexo, pelagem e data estimada de nascimento; número de identificação eletrônica do animal (microchip); dados de vacinação e exame clínico fornecidos por médico veterinário.

Para tirar o passaporte, que será expedido em inglês, português e espanhol, o dono do animal deve ir à um veterinário para implantar um microchip no animal e facilitar a identificação dele em qualquer País. Depois, ir a uma das unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), situadas em aeroportos, portos e postos de fronteira dos Estados brasileiros.

Os únicos Países que aceitam o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos são Uruguai, Paraguai, Venezuela e Argentina. Segundo o Ministério, em março, mais países devem aderir. O passaporte vale por toda a vida do animal, apenas as informações sanitárias devem ser validadas a cada viagem.


Cooperativa de recicláveis abre vagas para trabalhadores em Bauru.

Interessado não precisa ter experiência na área. 
Material de ecopontos é levado para triagem.
Materiais recicláveis são separados pelos trabalhadores da cooperativa 
(Foto: Rivângela Gomes/G1)

A Cooperativa de Catadores de Coleta Seletiva e Reciclagem de Materiais abriu vagas de emprego em Bauru(SP). Segundo a fundadora da cooperativa, Gisele Moreti, eles trabalham com 20 cooperados, mas seriam necessários pelo menos mais dez pessoas. O material que chega aos ecopontos da cidade, como resíduos de construção civil, é levado para as cooperativas para ser feita a triagem.

Gisele informou que o material é vendido e o valor é dividido entre os cooperados. Quem se interessar em trabalhar na coleta seletiva só precisa levar os documentos pessoais (RG, carteira de trabalho e PIS).

O horário de trabalho é das 7h30 às 17h, com 1h30 de almoço e 15 minutos de descanso em cada período. Não é necessário ter experiência, já que os trabalhadores recebem um curso para explicar quais materiais são escolhidos e separados. O salário varia de acordo com a venda do material e cada cooperado recebe cerca de R$ 700.

A cooperativa fica na Avenida Santa Beatriz da Silva, 6-16, no bairro Ferradura Mirim. Mais informações sobre as vagas podem ser obtidas pelo telefone (14) 3231-1230.

Fonte: G1 Globo

Moradores protestam contra danos ambientais na Ilha de Maré.

Thaís Seixas
Após o incêndio ser controlado, uma mancha de óleo apareceu na baía.

Cerca de 400 moradores de Ilha de Maré, entre pescadores e remanescentes de quilombolas, realizam uma manifestação desde as 5h desta quinta-feira, 20, e bloqueiam a entrada do Porto de Aratu.

Eles protestam contra o descaso do poder público na região desde o acidente com o navio Golden Miller, das Bahamas, no dia 17 de dezembro, que espalhou uma mancha de óleo pela Baía de Todos-os-Santos e chegou até a Ilha de Maré.

A presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra, Vilma Reis, explica que a mancha de óleo afetou a pesca e, principalmente os berçários nos manguezais, prejudicando o trabalho das marisqueiras.

De acordo com a presidente da Associação de Pescadores da Ilha, Marisélia Lopes, na época do acidente técnicos do Instituto do meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) afirmaram que não houve impactos ambientais na região.

"Eles só coletaram duas amostras de mariscos no canal, que possui fluxo de água, nos dias 18 e 20 de dezembro. Nós conversamos com os secretários do Meio Ambiente e da Saúde, mas foi como a gente tivesse jogado conversa fora", denuncia Marisélia.

De acordo com a pescadora, que mora na comunidade quilombola Bananeiras, os moradores apresentaram uma pauta de reivindicações para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) no dia 19 de janeiro, que se negaram a conversar com os manifestantes.

"Nem a Codeba nem a secretaria de Meio Ambiente nos dão resposta. Mas estamos no prejuízo, porque não vendemos nada em dezembro, e ficamos em uma situação difícil. Por isso vamos permanecer aqui [no Porto de Aratu] até o presidente da Codeba e o secretário se manifestarem", revela a presidente da associação.

A Ilha de Maré possui quatro comunidades remanescentes de quilombolas que já foram certificadas, e outras que estão em processo. Além delas, também há os moradores que dependem da pesca para sobreviver.

A equipe do Portal A TARDE entrou em contato com o posto da Codeba no porto de Aratu, mas um inspetor e um técnico de plantão afirmaram que não possuíam informações sobre a manifestação.

Também indicaram que a administração da Companhia fosse contatada, entretanto os funcionários do local não haviam chegado por conta do bloqueio feito pelos manifestantes. Além disto,a reportagem tentou contato com a sede da Codeba, em Salvador, mas não obteve êxito. 

Relembre o caso 

O navio gaseiro Golden Miller, de bandeira das Bahamas, sofreu um incêndio no dia 17 de dezembro, após uma explosão na parte interna da embarcação.

Apesar do fogo ter sido controlado por uma equipe de brigadistas do Porto de Aratu, a mancha de óleo se espalhou por uma área de cerca de 2,6 km².


Projeto Eco Folia Solidária apresenta ações sustentáveis para o carnaval.

O Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB) promove um encontro nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, a partir das 09h, na Associação Baiana de Imprensa (ABI) para apresentar as ações do Projeto Eco Folia Solidária  – O Trabalho Decente, Preserva o Meio Ambiente, durante o carnaval de 2014.

O Projeto Eco Folia Solidária se tornou um "bloco" tradicional, sempre marcando presença na folia. 
Foto: André Frutuôso/BnL

A iniciativa, que surgiu com o objetivo de melhorar, organizar e valorizar o trabalho dos catadores de material reciclável, completa 11 anos de atividade, além de combater o trabalho infantil durante o período de festa e ajudar a minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos gerados durante a folia.

“Os catadores avulsos que não integram cooperativas ou associações podem se cadastrar em alguma das cinco Centrais de apoio ao catador, espalhadas no circuito do Carnaval. Para que o trabalho seja realizado com segurança é disponibilizado um kit de proteção individual contendo fardamento, botas, luvas e protetor auricular. Estes beneficiados terão direito a três refeições diárias, produzidas pela Rede de Alimentação de Economia Solidária”, informa Joilson Santana, representante do CCRB.

Unidades

Os catadores são remunerados pelo serviço ambiental urbano prestado durante o carnaval. O material recolhido é direcionado para Centrais que ficam Barra, Ondina, Politeama, 02 de Julho e Ladeira da Montanha, lá os materiais recicláveis são triados, prensados e armazenados.

Segundo os estudiosos da área ambiental, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes sem perder sua propriedade. Foto: André Frutuôso/BnL

Ano passado foram recolhidos mais de 70 toneladas de resíduos sólidos e líquidos,  foram beneficiados 2.404 catadores e para este ano, a meta é atender 1100 catadores avulsos e coletar 70 toneladas de resíduos, para evitar que os mesmos acabem indo para mares, rios e córregos, preservando assim o meio ambiente.

“EcoFolia Solidária 2014”, conta com o patrocínio do Governo do Estado, através do programa Vida Melhor, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Secretaria de Desenvolvimento Social  e Combate a Pobreza (Sedes) e Casa Civil, além da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Semop) e da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) e apoio da Coopcentral.

Programe-se e apareça:

Data: 20/02
Horário: das 9h às 12h
Local: Associação Baiana de Imprensa (ABI)
Endereço: Rua Guedes de Brito, nº 01, 2º andar, Edf. Ranulfo Oliveira – Centro Histórico.

Cadela é agredida a pauladas pela dona em Cajazeiras.


Uma cadela ficou gravemente ferida após ser espancada a pauladas pela própria dona no bairro de Cajazeiras, em Salvador, no último final de semana. Vizinhos informaram que a agressora foi uma mulher identificada como Jeane Brito Silva. O animal foi resgatado, após denúncias, por voluntários da ONG Célula Mãe, no sábado, 15, e levado para uma clínica veterinária em Vila de Abrantes, no município de Camaçari, onde está internada.

Segundo a presidente da organização não-governamental, Janaína Rios, vizinhos informaram que a cadela estava no cio e foi agredida porque a dona estava irritada com o barulho que o animal fazia.

"Além disso, a mulher estava incomodada com a quantidade de cachorros que se aglomerava na porta da casa dela por causa da cadela", disse Janaína.

Ainda conforme relataram os vizinhos, as agressões teriam acontecido na noite de sexta, 14, para sábado. "Recebemos a denúncia e, quando chegamos ao local, encontramos a cadela com escoriações no pescoço e hematomas na cabeça".

"O animal apresentava sangramento pela boca e pelos olhos e estava escondida no fundo do quintal", disse Janaína, ressaltando que a dona da casa não quis receber os voluntários.

Ainda segundo a presidente da ONG, moradores da localidade também informaram que a mulher já havia matado um cachorro a golpes de facão. "Isso foi os vizinhos que disseram, mas a gente não conseguiu comprovar. Se isso é verdade, a gente não sabe", disse.

A cadela agredida, conforme Janaína, tem entre dois e três anos de idade e é de raça indefinida. O animal, segundo a voluntária, está reagindo bem ao tratamento.

"A clínica em Abrantes foi o único lugar onde conseguimos internar a cadela. Foi difícil encontrar um lugar, porque internar custa muito caro. Agora, esperamos que ela sobreviva".

A ONG Célula Mãe prestou queixa na 13ª Delegacia Territorial (DT) de Cajazeiras, que está investigando o caso. A dona da cadela poderá responder criminalmente por abuso e maus tratos ao animal doméstico, cuja pena varia de três meses a um ano de prisão e multa, conforme o artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98. Em caso de morte do animal, a pena é aumentada em um terço.

Doações

A ONG Célula Mãe disponibiliza uma conta, no Banco do Brasil, para arrecadar doações para ajudar com os custos do internamento da cadela. Quem quiser ajudar pode depositar qualquer valor na agência bancária 2798-7, conta corrente 29494-2.

Nota sobre a reportagem: "Lavar lixo reciclável é desnecessário e desperdiça água, dizem especialistas."

Prezados (as), boa tarde.

No último dia 9 compartilhei uma reportagem sobre o seguinte tema: "Lavar lixo reciclável é desnecessário e desperdiça água, dizem especialistas." Caso não tenha lido segue o link: http://goo.gl/sjDRLi

Como eu imaginei, gerou um bom debate entre nós profissionais e estudantes da área ambiental. Foram muitas opiniões sobre as informações contidas nessa reportagem. Sendo assim, decidir solicitar uma opinião do Mncr - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que na minha visão de profissional é uma fonte mais segura. Com a autorização, compartilho com vocês a opinião e orientações do Mncr quanto a este assunto.



Desde já agradeço ao Mncr- Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis por toda a atenção dada a mim e informações compartilhadas. Recomendo que todos aqui na página acompanhe-os diariamente.

Opinião de Franklin Oliveira:

É importante manter o hábito de lavar os materiais recicláveis (resíduos) para armazenar temporariamente dentro de casa até o envio para as cooperativas. Não é preciso realizar uma grande lavagem, apenas algo breve conforme orientações do Mncr. Para isto, pode-se utilizar a água de reuso (reutilizar a água das louças, da chuva, etc), deste modo diminuiremos o desperdício da água. Sobre os coletores de reciclagem, discordo completamente sobre o que a reportagem diz. As "Lixeiras Coloridas" como muitos conhecem, são instrumentos essenciais para o processo de Educação Ambiental em nosso País e recomendo que todos continuem segregando (separando) os resíduos de acordo com as cores da reciclagem. Me encontro a disposição para tirar dúvidas ou repassar mais informações sobre o assunto.


Att,

Franklin Oliveira

F.C.O - Técnico & Gestor Ambiental

Águas do Rio Joanes chegam poluídas na praia de Buraquinho.

O Joanes é o principal rio de uma bacia que é responsável por 40% do abastecimento de água de Salvador.

Amanda Palma (amanda.palma@redebahia.com.br)
09/02/2014 09:22:00
Atualizado em 09/02/2014 09:44:28

Carlos Antônio lembra de quando pescava na região 
há 50 anos (Foto: Mauro Akin Nassor)

Aos 12 anos, quando começou a pescar, Carlos Antônio da Cunha viu na foz do Rio Joanes o seu sustento para a vida inteira. Ele se lembra da água límpida e de como o rio podia ser aproveitado. “As marisqueiras trabalhavam em paz, todo mundo pescava aqui. A gente bebia a água desse rio”, recorda o pescador que hoje tem 63 anos e sofre com a atual situação do rio, na praia de Buraquinho, em Lauro de Freitas, onde ele se encontra com o mar.

Com o olhar triste e revoltado, ele olha para as águas do Joanes, o principal rio de uma bacia que é responsável por 40% do abastecimento de água de Salvador. “Hoje você olha essa água preta, ninguém suporta esse fedor quando a maré baixa”, conta o pescador. “Até desembocar aqui, ele pega esgoto de um monte de lugar”.

O Joanes nasce em São Francisco do Conde e passa por São Sebastião do Passé, Candeias e Camaçari. Ele integra a Área de Proteção Ambiental Joanes-Ipitanga, que abrange ainda os municípios de Simões Filho, Salvador e Dias D’Ávila.

Em Buraquinho, ele encontra com o mar, formando uma paisagem bonita, mas poluída. É justamente em Lauro de Freitas que o rio sofre com a maior poluição, segundo o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Inema).

Das 16 coletas realizadas pelo instituto entre 2008 e 2013 nesse trecho, 11 apontam a qualidade da água como ruim, quatro mostram a água com índice regular e em apenas uma amostra a qualidade é boa.

O Índice de Qualidade das Águas (IQA), que serve de base para a classificação do rio, é baseado em 18 parâmetros, entre eles: temperatura, pH, oxigênio dissolvido, coliformes termotolerantes, sólidos suspensos e sólidos dissolvidos totais. A partir da soma desses fatores, a qualidade do rio pode ser classificada em ótima, boa, regular, ruim e péssima. A escala vai de 0 a 100. 


Ocupação 

O coordenador de monitoramento do Inema, Eduardo Topázio, atribui essa situação à ocupação urbana próximo ao Joanes. “O rio não é uma unidade única. Ele tem a qualidade associada de onde ele está passando e a gente percebe que ele piora à medida que entra nos centros urbanos”, observa. 

Segundo Topázio, outro fator que contribui para a poluição é a falta de saneamento básico, um problema que atinge boa parte de Lauro de Freitas. “O Brasil tem uma cobertura baixa de esgotamento sanitário. E em Lauro de Freitas isso prejudica a qualidade do rio, porque existem muitas ligações clandestinas com a rede pluvial”, diz.

Ipitanga 

Já o secretário do Meio Ambiente de Lauro de Freitas, Marcos Crusoé, atribui a poluição do Joanes a outro rio: o Ipitanga. Os dois se encontram cerca de 800 metros depois que o Joanes chega a Lauro de Freitas, dentro de uma propriedade privada. 

Encontro do Rio Joanes com o mar forma cenário encantador em Buraquinho, mas água é poluída e compromete a vida marinha e a pesca (Foto: Mauro Akin Nassor)

“Você consegue perceber que existe uma linha de divisão. Parece o encontro do Rio Negro e o Solimões. O Joanes chega com a água mais límpida e o Ipitanga, que já entra poluído em Lauro de Freitas, contamina a água”, afirma o secretário.

O Ipitanga marca o limite  entre Salvador e Lauro de Freitas. Ele nasce em Simões Filho e passa por Salvador. “Ele recebe o esgotamento não tratado de São Cristóvão, Mussurunga. Depois passa pelo Centro da cidade (Lauro de Freitas) e recebe um nível de contribuição de ligações irregulares que as casas fazem na rede pluvial e fica completamente degradado”, explica o secretário de Meio Ambiente.

Melhoria 

Além da poluição, os pescadores tiveram que lidar com a ocupação às margens do rio. “Esses condomínios destruíram tudo, agora os peixes não têm onde fazer a desova”, reclama o pescador João Bonfim, 64 anos. “Eu vivia a noite toda pescando nesse rio. Ganhei muito dinheiro aí, hoje ele não vale nada. A esperança da gente agora é recuperar o mangue também”, completa.

A última medição realizada em Buraquinho pelo Inema, em outubro do ano passado, foi a única que deu nível bom de IQA.  Segundo o coordenador do Inema, o período da medição foi de muita chuva e, quando o volume do rio cresce, a medição tende a dar um resultado melhor. 

O secretário Marcos Crusoé, por sua vez,  afirma que a prefeitura está tentando recuperar o rio. “Só de manguezal foram 10 mil mudas no ano passado. O manguezal em si representa o berçário da vida marinha, onde os peixes procriam e também evita que tenha erosão próximo dos rios”, explica.

Segundo ele, outras ações também estão sendo implantadas em prol do rio, como a implantação de lixeiras próximo ao rio e a liberação de alvarás de construção mediante a apresentação de um projeto de um sistema próprio de afluentes sanitários.

Embasa 

Os últimos dados divulgados pela Embasa sobre a extensão do esgotamento sanitário em Lauro de Freitas indicam que apenas 9% do município fez parte da rede.

O CORREIO solicitou à Embasa um representante que pudesse explicar o que está sendo realizado na cidade, mas a empresa enviou apenas uma nota. 

A empresa informa que a obra de extensão , que começou em 2010, tinha previsão de ser concluída no ano passado, mas questões burocráticas interromperam o processo. Para essa primeira etapa, a Embasa realocou R$ 170 milhões.

Sobre a paralisação das obras, a Embasa afirmou que o consórcio não cumpriu prazo e por isso o contrato foi rescindido em setembro de 2011. Segundo a nota, uma liminar da empresa contratada impedia a realização de uma nova licitação para retomar as obras. Agora, com a liminar derrubada na Justiça, a Embasa afirma que uma nova licitação será realizada no dia 14 de março.

Água que abastece capital é coletada em barragem em Lauro de Freitas (Foto: Mauro Akin Nassor)

De acordo com a Embasa, quando pronto, o sistema de esgotamento terá 222 quilômetros de rede coletora, 33 estações de bombeamento e 40 mil ligações domiciliares. Com a conclusão da rede, o sistema será integrado ao de Salvador e o esgoto de Lauro de Freitas será enviado para o emissário submarino da Boca do Rio.

A empresa não respondeu aos questionamentos sobre a existência de ligações clandestinas de esgoto e rede pluvial ao longo dos rios Joanes Ipitanga. A nota informa apenas que a água que abastece Salvador, coletada na Barragem Ponte do Rio Joanes, não é contaminada. 

Antes de passar por cidades, rio tem trechos limpos

Degradado em sua foz, o Joanes tem grande variação na qualidade da água ao longo dos seus 75 quilômetros de extensão. Nos outros quatro trechos onde o Inema faz a coleta, o único local onde há um histórico de boa qualidade da água é em um dos trechos analisados, numa estrada de terra que liga Simões Filho a Camaçari. Ali, apenas duas amostras das 16 coletadas pelo instituto aparecem com o índice regular. As demais são boas. 

O lugar é afastado da ocupação urbana e são poucas as pessoas que aproveitam o que o rio tem a oferecer. O caldeireiro Geraldo Figueiredo, 46, é um dos poucos que aproveitam o tempo livre para pescar no local. “Aqui não é poluído. A gente vem sempre e pega tilápia”, conta. Apesar da aparente paz, sem casas ao redor, iluminação e difícil acesso, o local é perigoso. “É bom não ficar aqui por muito tempo não”, alerta Geraldo.

A falta de habitação contribui para a conservação desse trecho, como explica o coordenador do Inema, Eduardo Topázio. “Se as áreas não têm acesso, se não são ocupadas, têm menos problemas também. Não tem ninguém ali para poluir”, diz.  Já em outro ponto de Camaçari, cercado por ocupação urbana, os índices da qualidade das águas são ruins. No primeiro semestre do ano passado, o índice da qualidade da água, que vai até 100, chegou a 20. Do total de amostras coletadas pelo Inema, em cinco a água aparece como ruim e em quatro, como regular. Veja no topo da página todos os resultados desde 2008.

Poluição motivou criação de ONG pela preservação

A degradação do Rio Joanes, em Lauro de Freitas, motivou um grupo a formar a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Rio Limpo, em 2009. O diretor da organização, Fernando Borba, conta que foram os pescadores da Colônia de Buraquinho que o procuraram para denunciar e pedir apoio na recuperação do rio. 

“Como eu era cliente deles, os pescadores me procuraram para contar o que estava acontecendo. Um deles me dizia que não sabia mais o que fazer porque o rio está morto depois da barragem”, lembra Fernando, referindo-se à barragem da Ponte do Rio Joanes, em Lauro de Freitas. De lá para cá, a organização criou a campanha “Uma corrente para salvar o Joanes”. “Reuni alguns vizinhos e começamos a divulgar informações sobre a degradação do rio e informações tecnológicas de recuperação”, explica Borba.

O diretor diz ainda que a esperança de quem apoia a campanha é a retomada das obras da rede esgotamento sanitário. “Nós estamos torcendo por isso, sabemos que um problema desses atravessa várias gestões e que os municípios não conseguem resolver sozinhos, mas esperamos que a obra da Embasa acelere”, afirma.

Fonte: Correio
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