4 Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) 2013 - Resíduos Sólidos.
Mostrando postagens com marcador Notícias Ambientais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias Ambientais. Mostrar todas as postagens

Lagoa seca e milhares de peixes morrem em Paramirim, na Bahia.

'Neste ano as chuvas foram escassas e a lagoa secou', diz prefeito.
Cidade é um dos 259 municípios que se encontra em situação de emergência.

   Do G1 BA
Seca causa morte de peixes em Paramirim 
(Foto: Luiz Carlos Cardoso/ Blog Focado em você)

Centenas de peixes foram encontrados mortos na Lagoa de Paramirim, situada na cidade de Paramirim, localizada a cerca de 742 km de Salvador. As mortes acontecem desde a semana passada na região. A cidade passa por situação de emergência ocasionada por conta da seca que afeta a região desde 2008 e de acordo com informações do prefeito do município, Júlio Bernardo Bitencourt, a seca é o motivo da mortandade dos animais.

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (CORDEC) informou ao G1 que atualmente  dos 417 municípios baianos, 259 encontram-se em situação de emergência por conta da seca. Paramirim é uma delas.

"Os peixes sofrem porque a lagoa é abastecida quase que em sua totalidade por um riacho, que está vazio por causa da seca. Neste ano as chuvas foram escassas e a lagoa secou. Os peixes morreram por falta de água e oxigenação", afirmou o gestor.

Cidade é um dos 226 municípios baianos que decretaram situação de emergência por conta da seca (Foto: Luiz Carlos Cardoso/ Blog Focado em você)

Em entrevista ao G1 o prefeito contou que a lagoa fica localizada na sede do município, em uma área utilizada pela população para prática de exercícios e lazer. "A população ficou bastante assustada com a quantidade de peixes, além de ficar descontente com o cheiro causado pela morte dos animais", disse. Ele informou ainda que a prefeitura vem fazendo o aterramento dos bichos. "Estamos removendo os peixes mortos e fazendo um aterramento. O único meio para poder salvar a lagoa é através da água da chuva", disse.

De acordo com informações de Bitencourt, a Barragem do Zabumbão, localizada na região, está apenas com água para alimentar o consumo humano no municípios, em mais 60 comunidades rural e nas cidades de Tanque Novo, Caturama e Botuporã. "Não podemos desviar a água utilizada para o recurso humano para enchermos a lagoa", relatou.

Petrobras realiza oficinas gratuitas de elaboração de projetos sociais e ambientais pelo país.


A Petrobras abrirá inscrições este ano para patrocínio a projetos sociais e ambientais. Para isto, 29 cidades de todo o País receberão a Caravana Social e Ambiental da Petrobras, previstas para serem realizadas entre setembro e outubro. Em cada cidade, serão promovidas duas oficinas gratuitas e abertas ao público, com objetivo de capacitar e esclarecer dúvidas dos interessados na elaboração de projetos sociais e ambientais.

No primeiro dia, será apresentado o roteiro de elaboração de projetos do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, destinado ao patrocínio de projetos de geração de renda e oportunidade de trabalho, educação para a qualificação profissional e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

No dia seguinte, serão apresentadas as informações sobre o Programa Petrobras Ambiental. Com o tema Água e Clima: contribuições para o desenvolvimento sustentável, o Programa possui três linhas de atuação: gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos; recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce; e fixação de carbono e emissões evitadas.

A Petrobras promoverá as caravanas em todos os estados brasileiros para divulgar os programas e seus critérios, permitindo assim a igualdade de acesso aos interessados. As inscrições para a seleção pública de projetos sociais e ambientais da Petrobras estão previstas para começar ainda no segundo semestre de 2012.

Como forma de democratizar o acesso aos recursos e garantir a transparência do processo de patrocínio, a Petrobras realiza seleções públicas nacionais a cada dois anos. Em 2010, a seleção do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania recebeu 5183 inscrições e selecionou 113 projetos sociais. Na seleção do Programa Petrobras Ambiental - PPA, foram inscritos 928 projetos, dos quais 44 foram contemplados.

Cronograma previsto das caravanas: 03 e 04 de Setembro: Belo Horizonte |10 e 11 de Setembro: Manaus |13 e 14 de Setembro: Boa Vista | 13 e 14 de Setembro: Santos |17 e 18 de Setembro: Porto Velho | 17 e 18 de Setembro: Salvador | 17 e 18 de Setembro: Porto Alegre | 20 e 21 de Setembro: Curitiba | 20 e 21 De Setembro: Aracaju | 20 e 21 de Setembro: Palmas | 24 E 25 de Setembro: Teresina | 24 e 25 De Setembro: Florianópolis | 25 e 26 de Setembro: Rio Branco | 27 e 28 de Setembro: Recife | 01 e 02 de Outubro: Brasília | 01 e 02 de Outubro: São Paulo | 01 e 02 de Outubro: São Luis | 03 e 04 de Outubro: Goiânia | 04 e 05 de Outubro: Fortaleza | 04 e 05 De Outubro: Vitória |08 e 09 De Outubro: Macaé | 08 e 09 de Outubro: Macapá | 09 e 10 de Outubro: Maceió 10 e 11 de Outubro: São Gonçalo | 10 e 11 de Outubro: Belém | 15 e 16 de Outubro: João Pessoa | 15 e 16 de Outubro: Cuiabá.

Fonte: Fator Brasil
Fonte: Aneam

Lápis Ecológico: nasce uma planta quando você o joga fora.


Por Eder Fritsch

Imagine se de a cada toco de lápis que você jogou fora até hoje nascesse uma planta. Isso pode acontecer a partir de agora, com lápis que tem sementes no lugar da borracha. Uma empresa chamada Democratech lançou no mercado americano o Sprout. Em uma das extremidades ele tem o grafite, para escrever. Na outra, ficam cápsulas com sementes variadas.

Quando o novo lápis é jogado na terra, começa o processo de germinação: nascem brotos de tomate, coentro, salsa, alecrim e até flores, como margaridas, a escolha da semente depende do comprador. A idéia nasceu do curso de design do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, Estados Unidos.

Os alunos foram convidados a criar um produto sustentável para o escritório do futuro e acabaram também estimulando crianças a praticar a reciclagem através da jardinagem. Tão bacana quanto a ideia, é o vídeo abaixo, que mostra as plantinhas nascendo, graças à tecnologia do novo lápis ecológico. Com informações da Exame.

CONFIRAM O VÍDEO

Fonte: Kick Starter

Planeta 'engolido' por estrela alimenta hipóteses sobre possível fim da Terra.

Cientistas registraram indícios da incorporação do corpo celeste a uma estrela gigante vermelha - algo que poderia ocorrer com nosso mundo dentro de bilhões de anos.

Astrônomos encontraram evidências de um planeta que teria sido "devorado" por sua estrela, dando fôlego a hipóteses sobre qual poderia ser o destino da Terra dentro de bilhões de anos.

Nasa
Após análise sobre a composição química da estrela hospedeira, planeta teria sido 'engolido'

A equipe descobriu indícios de um planeta que teria sido "engolido" ao fazer uma análise sobre a composição química da estrela hospedeira.

Eles também acreditam que um planeta sobrevivente que ainda gira em torno dessa estrela poderia ter sido lançado a uma órbita incomum pela destruição do planeta vizinho.

Os detalhes do estudo estão na publicação científica Astrophysical Journal Letters.

A equipe, formada por americanos, poloneses e espanhóis fez a descoberta quando estava estudando a estrela BD 48 740 - que é um de uma classe estelar conhecida como gigantes vermelhas.

As observações foram feitas com o telescópio Hobby Eberly, no Observatório McDonald, no Texas.

Concentração de lítio

O aumento das temperaturas próximas aos núcleos das gigantes vermelhas faz com que essas estrelas se expandam, destruindo planetas próximos.

"Um destino semelhante pode aguardar os planetas do nosso sistema solar, quando o Sol se tornar uma gigante vermelha e se expandir em direção à órbita da Terra, dentro de cerca de cinco bilhões de anos", disseo professor Alexander Wolszczan, da Pennsylvania State University, nos EUA, co-autor do estudo.

A primeira evidência de que um planeta teria sido "engolido" pela estrela foi encontrada na composição química peculiar do astro.

A BD 48 740 continha uma quantidade anormalmente elevada de lítio, um material raro criado principalmente durante o Big Bang, há 14 bilhões de anos.

O lítio é facilmente destruído no interior das estrelas, por isso é incomum encontrar esse material em altas concentrações em uma estrela antiga.

"Além do Big Bang, há poucas situações identificadas por especialistas nas quais o lítio pode ser sintetizado em uma estrela", explica Wolszczan.

"No caso da BD 48 740, é provável que o processo de produção de lítio tenha sido desatado depois que uma massa do tamanho de um planeta foi engolida pela estrela, em um processo que levou ao aquecimento do astro."

Órbita incomum

A segunda evidência identificada pelos astrônomos está relacionada a um planeta recém-descoberto que estaria desenvolvendo uma órbita elíptica em torno da estrela gigante vermelha.

Esse planeta tem pelo menos 1,6 vezes a massa de Júpiter. Segundo Andrzej Niedzielski, co-autor do estudo da Nicolaus Copernicus University em Torun, na Polônia, órbitas com tal configuração não são comuns nos sistemas planetários formados em torno de estrelas antigas.

"Na verdade, a órbita desse planeta em torno da BD 48 740 é a mais elíptica já detectada até agora", disse Niedzielski.

Como as interações gravitacionais entre planetas são em geral responsáveis por órbitas incomuns como essa, os astrônomos suspeitam que a incorporação da massa do planeta "engolido" à estrela poderia ter dado a esse outro planeta uma sobrecarga de energia que o lançou em uma órbita pouco comum.

"Flagrar um planeta quando ele está sendo devorado por uma estrela é improvável por causa da rapidez com a qual esse processo ocorre", explicou Eva Villaver da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, uma das integrantes da equipe de pesquisadores. "Mas a ocorrência de tal colisão pode ser deduzida a partir das alterações químicas que ela provoca na estrela."

"A órbita muito alongada do planeta recém-descoberto girando em torno dessa estrela gigante vermelha e a sua alta concentração de lítio são exatamente os tipos de evidências da destruição de um planeta." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Estadão

Butantan batiza 17 novas aranhas em homenagem ao filme 'Predador'.

Novas espécies têm mandíbula diferenciada e são pequenas, diz biólogo. Pesquisa integra projeto internacional que começou em 2006.

Rafael Sampaio
Do Globo Natureza, em São Paulo

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram 17 novas espécies de aranha nativas da Mata Atlântica. Os animais têm estrutura de quelícera (mandíbula) diferente de outras espécies, se assemelhando aos vilões do filme "Predador", segundo o biólogo Antonio Brescovit, um dos responsáveis pela descoberta.

As quelíceras das novas aranhas são modificadas e os animais têm as faces cheias de protuberâncias, diz Brescovit. O nome dado ao novo gênero descoberto a partir das espécies, Predatornoops, é inclusive uma homenagem ao filme "Predador". Entre as novas espécies, há várias que foram batizadas relembrando personagens e atores do filme. A aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, por exemplo, é uma homenagem ao ator Arnold Schwarzenegger, que atua na produção de Hollywood.

IMAGEM 1: Predatoroonops schwarzeneggeri, aranha batizada em homenagem a ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Espécies pequenas

As espécies descobertas são pequenas e têm entre 1,8 e 2,1 milímetros, segundo Brescovit. "Elas aparecem no solo, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, até em Sergipe e no Sul, em Santa Catarina. O importante é que haja vegetação, mesmo que seja de uma área alterada [onde um dia houve Mata Atlântica]", pondera o pesquisador. Ele explica que alguns exemplares das 17 espécies foram encontrados até no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o instituto.

As quelíceras modificadas ocorrem basicamente nos machos das espécies. Algumas hipóteses, segundo Brescovit, é que as estruturas sirvam para a cópula ou defesa dos machos."Outra hipótese é que o macho da aranha seguraria a fêmea com as quelíceras para a reprodução", diz o pesquisador.

Ele avalia que o incêndio ocorrido no Instituto Butantan fez a pesquisa demorar para sair. "Levou dois anos e meio para publicar, um pouco atrasado por causa do incêndio. Já era para estar publicado no ano passado", reflete.

Imagem mostra face de aranha recém-descoberta no Brasil 
(Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)

Brescovit ressalta, no entanto, que nenhum material do estudo foi perdido com o ocorrido. "Nossos escritórios não foram afetados. O que foi perdido foi muito da coleção [de animais], que ficava no fundo do prédio."

A descoberta faz parte de um projeto internacional, o Inventário Planetário da Biodiversidade (PBI, na tradução do inglês), afirma o pesquisador. Seis cientistas brasileiros fazem parte do grupo, sendo dois de São Paulo, dois do Pará, um do Rio Grande do Sul e outro de Minas Gerais.

Brescovit ressalta que o grupo brasileiro já identificou cerca de 70 espécies dentro do PBI, que começou em 2006. O estudo das 17 novas espécies de aranhas foi publicado no boletim do Museu Americano de História Natural.

MMA traça o perfil de consumo dos brasileiros, com foco no comportamento feminino.


MMA traça o perfil de consumo dos brasileiros, com foco no comportamento feminino.

Letícia Verdi

Já está disponível para consulta no portal do Ministério do Meio Ambiente (MMA) a íntegra da pesquisa qualitativa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável - Mulheres e tendências atuais e futuras de consumo no Brasil". Coordenado pela secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo, o estudo foi realizado pela primeira vez em 1991 e este ano chega à sua quinta edição.

Cada edição da pesquisa (1992, 1997, 2002, 2006 e 2012) manteve um número de questões iguais. Mas, para acompanhar os avanços da agenda ambiental, o foco de cada uma foi mudando ao longo dos anos e algumas questões foram atualizadas. A primeira edição focou na agenda de 1992; a segunda, na Agenda 21; a terceira, no consumo sustentável; e a quarta, nas questões da biodiversidade. Em 2012, a pesquisa voltou ao consumo sustentável pela importância do tema nas discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

MAGNITUDE

Na apresentação do trabalho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chama a atenção de governantes, gestores, setor produtivo e organizações sociais: o aumento do consumo é de uma magnitude ainda não dimensionada. "Não só temos que lidar com o aumento real, de volume, em todos os itens que as populações consomem no Brasil e no mundo, como temos que produzir tecnologias para o descarte e reciclagem", diz.

A questão de gênero norteou esta edição, já que, segundo a pesquisa "As poderosas da classe média", realizada pelo Instituto Data Popular e pela Editora Abril em 2011, são as mulheres principais responsáveis pelas decisões de compra nas famílias ou individualmente, além de serem propagadoras de novos comportamentos nas comunidades.

Com o aquecimento da economia, a nova classe média brasileira é formada por 100 milhões de pessoas. Deste modo, mudar os padrões de consumo no Brasil é uma questão de vida ou morte para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. "Nesta pesquisa, buscamos elos entre sustentabilidade e consumo para poder promover, no Brasil, políticas robustas e eficazes de consumo consciente e responsável no Brasil", afirmou a secretária Samyra Crespo.

ASPIRAÇÕES

Os principais dados mostram um retrato da mulher brasileira e seu papel na sociedade: a percepção das mulheres sobre seu lugar no mundo atual, o reconhecimento de seu poder, as "tipologias" de mulheres, suas aspirações em relação ao futuro, hábitos de consumo, disposição para mudar padrões, além de avaliação sobre o papel que produtos verdes, mercado ético e empresas cidadãs têm sobre suas decisões de compra.

A pesquisa qualitativa ouviu 67 formadores de opinião, residentes em várias partes do país, atuantes em setores ligados ao consumo e ao tema de gênero - jornalistas, publicitários, sociólogos, antropólogos, psicólogos, biólogos, economistas, gestores, engenheiros, marqueteiros, entre outros. 

A pesquisa é uma realização do MMA em parceria com as empresas Unilever, Pepsico e Walmart. O estudo qualitativo da pesquisa foi realizado pela empresa Overview, do Rio de Janeiro.

Muito triste: Golfinho é visto carregando o corpo de filhote em 'ritual de luto' na China.

Um golfinho foi fotografado carregando o corpo de seu filhote no mar em uma espécie de "ritual de luto". A cena foi presenciada por turistas em uma região autônoma da China chamada Guangxi Zhuang, famosa por concentrar esses animais. O mamífero adulto levantou o filhote morto várias vezes até a superfície, como se estivesse tentando ajudá-lo a respirar. Depois, empurrou o bebê da costa em direção a águas mais profundas.

Golfinho adulto traz filhote morto até a superfície do mar para ajudá-lo a respirar 
(Foto: Daily Mail/Reprodução)

Um corte profundo foi observado na barriga do filhote, o que pode ter sido feito pela hélice de um barco. Muitas embarcações frequentam o local para levar turistas.

Anteriormente, pesquisadores já observaram golfinhos carregando ou empurrando filhotes que nasceram mortos ou morreram ainda jovens. Os animais demonstram angústia e ficam até vários dias com o corpo do bebê por perto.

"Rituais de luto" no reino animal já foram vistos entre baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas. Embora os especialistas relutem em atribuir emoções humanas aos bichos, esse comportamento dos golfinhos parece mostrar que eles têm, pelo menos, consciência sobre sua mortalidade e podem até "contemplar" uma eventual morte. Outros indivíduos parecem incapazes de aceitar o fato.

Fonte: G1 Natureza

Tubarão-baleia 'suga' rede de pesca e engole pílula que rastreia animais.

Ambientalistas da organização ambiental Conservação Internacional (CI) divulgaram nesta terça-feira (17) imagens feitas em junho de um espécime de tubarão-baleia (Rhincodon typus) sugando pequenos peixes que estavam em uma rede de pesca, em Papua, uma província da Indonésia. De acordo com os pesquisadores, que disponibilizaram um vídeo no YouTube sobre o fato, esse hábito dos tubarões-baleia, classificado como "único", facilitou um trabalho de monitoramento realizado por integrantes da CI e do WWF-Indonésia.

Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na 
costa da província de Papua, na Indonésia. 
(Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)
Juntamente com os peixes, foram colocados pequenos radiotransmissores em formato de pílulas, que, após ingeridos, vão fornecer informações aos ambientalistas sobre o tamanho da população desta espécie na região de Papua e, ao mesmo tempo, sobre o movimento desses indivíduos ao longo dos próximos anos. Em junho, 30 exemplares foram "marcados", ou seja, engoliram os transmissores. De acordo com os pesquisadores, a maioria desses tubarões eram do sexo masculino e mediam entre 3 e 8 metros de comprimento.

A espécie costuma viver em mares quentes e pode chegar a medir até 20 metros e pesar 13 toneladas. Identificado em 1828, o tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, além de invertebrados e pequenos polvos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), este animal é classificado como vulnerável na natureza.

Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades do arquipélago de São Pedro e 
São Paulo, na costa brasileira 
(Foto: Divulgação/Projeto Tubarão-baleia)

Pesquisa também é feita no Brasil

Um dos projetos científicos desenvolvidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a 1.100 km da costa brasileira, é a observação de exemplares desta espécie. Desde 1998, quando a estação científica no conjunto de ilhas foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presença desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do “Projeto Tubarão-baleia”, conduzido pelos cientistas Fábio Hazim e Bruno Macena.

A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de satélites. Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares e vão contribuir no mapeamento da espécie na costa brasileira, além de identificar áreas importantes no ciclo de vida de tubarões-baleia jovens e adultos.

O tubarão-baleia se alimenta principalmente de zooplâncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, além de lulas, também fazem parte de sua dieta. Tudo isso é encontrado em abundância nesta região brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em São Pedro e São Paulo já foram registrados 150 espécimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos.

Entre fevereiro e março deste ano, o G1 esteve na região considerada mais inóspita do país, onde é possível se chegar apenas por navio e que é classificada por cientistas como uma das áreas mais promissoras para a pesquisa, devido à diversidade de espécies e de informações geológicas.

Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades.

Fonte: G1 Natureza

Migrações ambientais, o novo desafio internacional.


Lampedusa (Itália) – Um barco repleto de imigrantes chega à ilha de Lampedusa (Itália). Os fluxos migratórios de diferentes países subsaarianos se dirigem rumo ao sul, ou para o norte, ou seja, os países do sul do Mediterrâneo.

O relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, Olivier De Schutter, em seu relatório do ano 2011, advertiu que, daqui até o ano 2050, poderia haver cerca de 600 milhões de pessoas afetadas pela fome devido à mudança climática na agricultura.

Segundo as Nações Unidas, em 2050 teremos cerca de 200 milhões de refugiados climáticos embora Tom Kucharz, porta-voz da organização Ecologistas em Ação, ressalte que "o nível de população afetada seja muito maior. Um dos processos mais graves é o da desertificação".

Para o porta-voz desta ONG, "a construção de represas causa um dos mais amplos grupos de deslocamentos ambientais. É o caso do Brasil e Índia, como também outros muitos países africanos, onde há dezenas de milhares de deslocados de comunidades camponesas indígenas que têm que deixar suas terras porque estão sendo inundadas".

Segundo as Nações Unidas, atualmente existem mais de 25 milhões de refugiados ambientais, a maioria deles vinculados a diferentes consequências de mudança climática como secas, inundações ou problemas meteorológicos, que também incluem outros impactos menos visíveis como o aumento de doenças tropicais e a perda de biodiversidade.

O relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, Olivier De Schutter, em seu relatório do ano 2011, advertiu que, daqui até o ano 2050, poderia haver cerca de 600 milhões de pessoas afetadas pela fome devido à mudança climática na agricultura. A isto é preciso somar o um bilhão que já sofre diferentes situações de desnutrição ou falta de alimentação no mundo.

Fonte: Verde MSN.

O Sou Ecológico é contra - Comissão autoriza a caça de ao menos 1.104 baleias até 2018.


Durante a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que acontece desde o dia 16 junho, no Panamá, os Estados Unidos, a Rússia e o arquipélago de São Vicente e Granadinas foram autorizados a caçar 1.104 baleias de três diferentes espécies entre 2013 e 2018, como quotas de captura aborígene de subsistência. A autorização foi dada pela maioria, mesmo após terem sido apresentadas contestações de que o arquipélago não respeita as determinações da CBI.

Junto a isso, os japoneses tentam obter uma exceção à moratória que proíbe a captura, e a Coreia do Sul solicitou autorização para a caça científica - o que deve acontecer na próxima reunião. O Japão é visto por ambientalistas como o grande vilão na proteção das baleias, já que conta com o apoio de outros países para impedir medidas de preservação. A vitória dos conservacionistas foi a proibição da Groelândia de continuar as capturas após completar sua quota em 2012.

Segundo a presidente do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, que participa da reunião, as quotas dos EUA e da Rússia foram aprovadas porque são países que respeitam as determinações, realizando relatórios anuais que atestam que se trata de subsistência para a população humana. Já em relação ao arquipélago de São Vicente e Granadinas, foram feitas várias contestações sobre se existiriam mesmo registros históricos que comprovem que a caça faz parte da subsistência da comunidade local.

Segundo a ambientalista, uma organização não governamental (ONG) sediada no arquipélago, comprovou que a caça não é de subsistência, e que teria sido introduzida por baleeiros americanos e europeus, sem evidências históricas de caça aborígene. "A maioria da carne não é consumida pela população local, somente 39% já consumiram carne de baleia", disse Márcia.

Vários países questionaram se a quota para o arquipélago não poderia ser rejeitada separadamente, proposta rechaçada pelos EUA, que falou em nome dos países propositores. Mesmo assim, foi aprovada a medida, com 48 votos a favor, 10 contrários, duas abstenções e uma ausência.

Caça Científica

Também foi discutida a autorização para a caça científica, que é permitida pela CBI. O Japão apresentou seu plano de trabalho, já que não precisa de autorização para esta prática, e a Coreia do Sul também apresentou sua proposta, justificando que precisa investigar os hábitos alimentares das baleias para avaliar os impactos nos estoques pesqueiros. O plano deve ser apresentado na próxima reunião para que o País possa iniciar as pesquisas.

O Japão também apresentou um pedido de exceção à moratória para caça costeira em pequena escala, com regulação própria (o que já havia sido rejeitado em 2010), justificando que se trata de proposta similar à caça aborígene praticada por EUA, Rússia e arquipélago de São Vicente. Coreia, São Vicente, Guiné, Rússia e Islândia apoiaram o pedido, mesmo sem os japoneses responderem a indagação feita pela Dinamarca sobre se a caça científica faz parte da proposta ou se será somada aos números propostos para a caça costeira.

Austrália, Costa Rica, Nova Zelândia, Mônaco Colômbia, EUA, Chipre, União Europeia, México, Equador, Argentina, Chile e Brasil foram contra, alegando que se tratava de uma tentativa de legitimar a caça por motivações comerciais. No entanto, o martelo não foi batido sobre a questão.

Para a presidente do Instituto Baleia Jubarte, a CBI precisa ser modernizada, já que países como o Japão têm conseguido, com o apoio de seus aliados, impedir a votação de itens importantes como a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, no ano passado.

"A delegação do Japão, seguida de seus aliados, simplesmente se levantou da plenária antes da votação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul para que a falta de quórum inviabilizasse a votação. Foi uma atitude antidemocrática cuja sanção deveria estar claramente prevista. O chair (presidente) ficou sem saber o que fazer, e a votação passou para este ano como o primeiro ponto da agenda", lembra.

Já neste ano, a criação do santuário não conseguiu o número de votos suficientes para a aprovação da proposta. No entanto, Márcia considerou o resultado positivo, já que o número de fotos favoráveis foi maior neste ano do que em anos anteriores, e com o apoio de países que mudaram de lado pelo bom relacionamento comercial que tem com o Brasil, como foi o caso do Gabão.

Ela diz que, apesar dos avanços como a criação do Comitê Internacional de Conservação, "as discussões são extremamente polarizadas e, de forma geral, nenhum dos lados (caçadores e conservacionistas) consegue avançar significativamente com suas propostas".

Nesta quinta feira, foi rejeitada também a proposta feita pela Dinamarca de estender os direitos de caça para povos aborígenes da Groelândia. Com isso, a captura não poderá continuar após o término da quota em 2012.

"Os dinamarqueses perderam por 25 votos a favor, 34 contra e três abstenções. O surpreendente foi o voto contrário de todos os países da União Europeia. Esperávamos como estratégia que os dinamarqueses tentassem renegociar, reduzindo as quotas de captura, buscando assim aprovar a proposta por consenso, mas isso não aconteceu e provavelmente custou o apoio da Europa", disse Márcia, ao sustentar que o Grupo de Buenos Aires - composto por países latino americanos - manteve a posição contrária.

NÃO QUEREMOS VER ISSO NEM COMO UMA TRADIÇÃO



Fonte da imagem: Google
Fonte do texto: Terra Ciência
Fonte do vídeo: You Tube

Homem-Aranha? Não, Agama mwanzae (um lagarto bicolor).

Essas fotos você pode ver diferentes indivíduos das espécies de lagarto Agama mwanzae, pertencentes à família Agamidae.


Seu habitat natural é na Tanzânia, Ruanda e Quênia.


Nos machos parte superior do corpo é vermelho brilhante ou púrpura, o resto do corpo de um azul escuro.


As fêmeas são castanho e são, ao contrário dos machos, que são difíceis de distinguir de outras espécies.


O macho colorido tem uma função sexual e hierarquia dentro da espécie, o mais colorido geralmente tomam o lugar do macho dominante no grupo.


Infelizmente, cor e semelhança de Homem-Aranha fez se tornar um animal de estimação na moda em muitas partes do mundo.


Mulher agride cachorro com golpe de facão na cabeça.


Mais uma vez nos deparamos com seres humanos irracionais. Acabo de assistir no programa Se Liga Boção uma mulher do bairro Cidade Nova que agrediu o seu cachorro com vários golpes de fação na cabeção e em todo o corpo do cachorro. Segundo vizinhos o motivo da agressão é devido o cachorro ter partido uma corda que estava com uma roupa e rasgado uma bolsa. O Cachorro não chegou a ser morto graças a um vizinho que impediu a mulher de matá-lo.

CONFIRA A REPORTAGEM ABAIXO


O Blog Sou Ecológico mais uma vez denuncia e é contra a qualquer tipo de agressões aos animais. Se você também sabe de alguma agressão envie para o Sou Ecológico.

Fonte: Itapoan Online





 

CURTA O SOU ECOLÓGICO E FAÇA PARTE DESSA FAMÍLIA VOCÊ TAMBÉM

Escondido por um século, relato de comportamento sexual 'depravado' de pinguins é divulgado.

Comportamento sexual dos pinguins-de-adélia 
foi considerado 'depravado' na época
Matt McGrath
Da BBC News

O médico e biólogo George Murray Levick, que observou o comportamento dos animais, era um membro da famosa expedição do capitão Robert Falcon Scott ao Polo Sul, entre 1910 e 1913.

Os detalhes das observações feitas por Levick, incluindo "coerção sexual", necrofilia e comportamento homossexual, foram considerados "depravados" e retirados dos relatos oficiais da expedição. Segundo o Museu de História Natural de Londres, que manteve os documentos originais e decidiu divulgá-los, muitos dos comportamentos supostamente "depravados" observados por Levick já foram posteriormente explicados cientificamente por pesquisadores.

Levick era o médico oficial da malsucedida expedição Terra Nova, comandada pelo capitão Scott, que partiu para o Polo Sul em 1910. Ele era um pioneiro no estudo dos pinguins e foi a primeira pessoa a acompanhar in loco um período de acasalamento completo de pinguins em uma colônia em Cabo Adare, na Antártida. Ele registrou muitos detalhes das vidas dos pinguins-de-adélia, mas algumas das atividades dos animais foram consideradas fortes demais pela sensibilidade da época.

Levick ficou chocado com o que descreveu como "atos sexuais depravados" de machos "arruaceiros" que copulavam com fêmeas mortas. Ele ficou tão perturbado com o que viu que registrou as atividades "pervertidas" em seu caderno de anotações em grego, e não em inglês, para limitar o acesso aos registros.

Cópias restritas

Originais das observações de Levick foram encontrados 
por acaso no Museu de História Natural

Ao retornar à Grã-Bretanha, Levick tentou publicar um artigo intitulado "A história natural do pinguim-de-adélia", mas segundo Douglas Russell, curador do setor de ovos e ninhos do Museu de História Natural, o relato foi considerado forte demais para a época.

"Ele submeteu essa descrição gráfica extraordinária do comportamento sexual dos pinguins-de-adélia, que o mundo acadêmico daquela época considerou um pouco difícil demais para ser publicado", diz Russell.

A seção do comportamento sexual não foi incluída no artigo oficial, mas o curador de zoologia do museu, Sidney Harmer, decidiu circular apenas cem cópias das descrições gráficas para um seleto grupo de cientistas. Segundo Russell, a comunidade acadêmica da época simplesmente não tinha o conhecimento científico para explicar os relatos do que Levick considerou necrofilia.

"O que acontece lá não é de maneira nenhuma análogo à necrofilia em um contexto humano", afirma Russell. "É só uma reação sexual dos machos ao ver as fêmeas em determinada posição", diz.

"Eles não conseguem distinguir entre fêmeas vivas que estão esperando o acasalamento na colônia e pinguins mortos no ano anterior que estão na mesma posição", explica.

Descoberta acidental

Apenas duas das cem cópias originais dos relatos de Levick sobreviveram ao tempo. Russell e seus colegas do museu publicaram agora uma reinterpretação das observações de Levick para a revista especializada Polar Record.

Russell diz ter descoberto uma das cópias por acidente.

"Estava olhando o arquivo sobre George Murray Levick quando mexi em alguns papéis e encontrei embaixo esse artigo extraordinário intitulado "Os hábitos sexuais do pinguim-de-adélia", com um "Não para publicação" em corpo tipográfico grande.

"Ele está cheio de relatos de coerção sexual, abuso sexual e físico de filhotes, sexo sem fins de procriação e finaliza com o relato do que ele ele considera comportamento homossexual. É fascinante", diz.

O documento e as anotações originais de próprio punho de Levick estão agora em exibição no Museu de História Natural pela primeira vez. Para Russell, as anotações mostram um homem que teve dificuldades em entender o que os pinguins realmente são.

"Ele estava completamente chocado. De certa maneira, ele caiu na mesma armadilha que um monte de gente que via os pinguins como pássaros bípedes ou como pessoas pequenas. Eles não são isso. São pássaros e devem ser interpretados como tal", afirma.

Fonte: BBC

Estudo revela como insetos minúsculos sobrevivem à chuva.

Pequenos insetos são capazes de sobreviver ao impacto 
com gotas de chuva, segundo experimento

Victoria Gill
BBC Nature

O corpo minúsculo e extremamente leve do mosquito cumpre papel chave para a sobrevivência do inseto quando voa na chuva, segundo cientistas americanos.

A equipe, do Georgia Institute of Technology, na Georgia, Estados Unidos, filmou colisões entre insetos e gotas de chuva.

O filme mostrou que seus corpos oferecem tão pouca resistência que, em vez de a gota de água parar repentinamente, o mosquito simplesmente 'pega carona' na gota e os dois continuam a cair juntos. Os pesquisadores descrevem sua investigação na revista científica Proceedings of the National Academy of Science, PNAS. Além de ajudar a explicar como insetos sobrevivem em ambientes molhados, o estudo pode, no futuro, ajudar pesquisadores a projetar minúsculos robôs voadores que são tão impermeáveis aos elementos quanto os insetos.

"Espero que isso faça as pessoas pensarem sobre a chuva de forma um pouco diferente", disse o líder da equipe, David Hu.

"Se você é pequeno, ela pode ser muito perigosa. Mas parece que esses mosquitos são tão pequenos que estão seguros".

Tai Chi

Hu quer entender todos os "truques" que insetos minúsculos usam para sobreviver. Após várias tentativas do que ele descreve como o jogo de dardos mais difícil da história, ele e seus colegas conseguiram atingir mosquitos voadores com gotas de água e filmar o resultado. Cada gota tinha entre duas e 50 vezes o peso de um mosquito, então o que os cientistas viram os deixou surpresos. Descrevendo os resultados, Hu citou a arte marcial chinesa Tai Chi.

"Existe a filosofia de que se você não resiste à força do seu oponente, você não vai senti-la", ele explicou.

"É por isso que eles não sentem a força, simplesmente se unem à gota, (os dois) tornam-se um e viajam juntos".

Quando um objeto em movimento se choca contra outro, a interrupção repentina do movimento produz a força destruidora. Por exemplo, quando um carro viajando a 50 km por hora atinge uma parede, a parede e o carro têm de absorver toda a energia carregada pelo carro em movimento, provocando estragos. O truque, para um mosquito, é que ele provoca pouquíssima ou praticamente nenhuma diminuição na velocidade da gota e absorve quase nada de sua energia.

Para o pequenino mosquito, no entanto, o drama não termina quando ele sobrevive à colisão com a gota. Ele ainda tem de escapar do casulo de água antes dele se arrebente contra o chão, a mais de 32 km por hora. Nesse ponto, entra em ação uma outra técnica de sobrevivência do inseto: os pelos que cobrem seu corpo são impermeáveis à água. Todos os mosquitos estudados pela equipe americana conseguiram se separar da gota de água antes de ela atingir o solo.

Fonte: BBC

Telescópio Kepler dá pistas sobre impacto de explosão solar sobre a Terra.


O telescópio espacial Kepler vem fornecendo novas descobertas sobre as colossais explosões que podem afligir algumas estrelas. Estes lançamentos enormes de energia magnética - conhecidos como "super flares" (super chamas, na tradução literal) - podem danificar a atmosfera de um planeta em órbita nas proximidades, colocando em risco as formas de vida que eventualmente residam ali. Felizmente o Kepler mostra que as "super flares" são muito menos frequentes em estrelas de baixa rotação, como nosso Sol. O telescópio da agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, observa 100 mil estrelas em um pedaço de céu entre 600 e 3 mil anos-luz da Terra. As novas observações foram relatadas na revista Nature. A maior explosão solar registrada foi provavelmente o evento conhecido como "Carrington", em 1º de Setembro de 1859.

Pontos escuros identificados no sol são áreas de menor temperatura

Descrito pelo astrônomo inglês Richard Carrington, essa explosão enviou uma onda de radiação eletromagnética e partículas carregadas em direção à Terra. Os campos magnéticos embutidos na bolha de matéria atingiram o próprio campo magnético da Terra, produzindo luzes espetaculares, semelhantes à aurora boreal. Os campos elétricos gerados interromperam as comunicações por telégrafo na época. Surpreendentemente, a explosão solar Carrington é insignificante se comparada a alguns dos eventos observados pelo Kepler. Os super flares podem ser 10 mil vezes mais fortes.

Interações magnéticas

O Kepler busca rastrear mudanças na luz gerada pelas explosões que possam indicar se planetas em órbita mudaram de posição em relação a estas estrelas. Mas, ao fazer essas observações, o Kepler também está reunindo informações sobre o brilho repentino associado às super flares.

Hiroyuki Maehara, da Universidade de Kyoto, no Japão, e seus colegas revisaram estes dados para compilar estatísticas sobre a frequência e o tamanho dos super flares. O Kepler observou um total de 365 super flares durante 120 dias. Os números confirmam que muito poucas (0,2%) estrelas semelhantes ao Sol apresentam explosões desta magnitude.

Isso pode ser explicado por padrões que indicam que as super flares podem ser causadas por interações magnéticas entre planetas gigantes e as estrelas - algo diferente do que vemos em nosso sistema solar, no qual Júpiter e Saturno orbitam longe do Sol. Uma outra observação interessante do Kepler é de que as estrelas que têm super flares exibem áreas de baixa temperatura extremamente grandes, em contraposição às altas temperaturas em seu entorno.

Carrington identificou um conjunto de pontos de baixa temperatura associados à famosa explosão solar de 1859. No entanto, estes pontos seriam ínfimos se comparados com os associados às super flares vistas por Kepler. Os cientistas há muito especulam sobre o impacto que uma super flare em nosso sol pode ter na Terra. A expectativa é de que o fenômeno iria varrer a camada de ozônio, levando ao aumento da radiação ao nível do solo. Extinções generalizadas poderiam acontecer.

Há um outro lado disso, no entanto. Em alguns sistemas planetários distantes, super flares podem gerar condições para existência de vida, fornecendo energia suficiente às atmosferas desses mundos para iniciar a química necessária para o desenvolvimento biológico.

1 milhão de espécies na Enciclopédia da Vida.

A MAIOR ENCICLOPÉDIA de espécies biológicas do mundo atingiu neste mês mais de 1 milhão de verbetes, após cinco anos de trabalho. Graças um aporte de dados do Museu Nacional de História Natural, da Instituição Smithsonian, a Enciclopédia da Vida (EOL, na sigla em inglês) conseguiu agora passar da metade de sua meta final, que é a de catalogar as cerca de 1,9 milhões de espécies conhecidas no mundo. Inspirada em um manifesto do biólogo E.O. Wilson em 2007, a iniciativa saiu do papel pouco depois, bancada por um consórcio de instituições americanas.

O projeto começou listando apenas 30 mil espécies, mas cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Apesar de ter sido inspirada na Wikipédia, a EOL não dependeu tanto de contribuições voluntárias isoladas. Seu sucesso veio mais com o investimento pesado que entidades como o Museu Field, a Universidade Harvard e a Fundação MacArthur colocaram no projeto.

A fundação Wikimedia mantém hoje a Wikispecies, que está interligado à Enciclopédia da Vida, mas que vinha tendo dificuldade para se expandir com segurança. O sistema de livre colaboração “wiki” permite um crescimento rápido no número de verbetes, mas esbarra no problema da confiabilidade da informação, pois não há uma forma sistematizada para revisão de todo o conteúdo. Enciclopédias criadas isoladamente por museus e institições de pesquisa, por outro lado, têm o problema inverso: falta massa crítica para crescer.

Conversei anteontem com Erick Mata, diretor executivo da EOL, que resumiu para mim qual é a fórmula do projeto. “Nós tentamos obter o melhor dos dois mundos”, disse. “Queremos a participação do maior número possível de colaboradores, mas, para garantir a qualidade, contamos com o trabalho de mais de 800 curadores cuidando da informação.”

Parcerias internacionais também ajudaram a turbinar o projeto, que já reúne colaboradores de peso, como a Academia Chinesa de Ciências, o Instituto Nacional de Biodiversidade da África do Sul e a Conabio (México). O Brasil, país mais biodiverso do mundo, ainda não faz parte da inciativa, mas deve fazer em breve. Mata diz já estar em conversação com o Museu de Zoologia da USP e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro para adquirir o primeiro pacote de dados ainda neste ano.

Já ouvi alguns biólogos e paleontólogos no Brasil reclamarem da dificuldades para manter as coleções biológicas e da falta de recursos para disponibilizar coleções online. O Museu Goeldi, de Belém, está dando um bom exemplo de como fazer isso agora, como conta Reinaldo José Lopes em reportagem hoje. Mas a entrada de instituições brasileiras na EOL também é um passo importante para cobrir essa lacuna.

Mata está se esforçando para internacionalizar o projeto e já providenciou ferramentas de navegação em oito línguas no site. O português deve ser a próxima. Segundo o diretor da EOL, o Cria, centro brasileiro que desenvolveu as ferramentas para o atlas do programa Biota, de São Paulo, já possui know-how para integrar os dados brasileiros com os americanos, e não existe mais barreira técnica para que se dê um passo à frente.

“Agora, é mais uma questão de definir as políticas para compartilhamento de dados e, talvez, alguns aspectos legais”, diz Mata. “Em geral o acesso a informações é a parte mais difícil de resolver. Às vezes fotógrafos fornecem imagens sob políticas de licenciamento muito restritas, por exemplo, e não sabemos quão abertas elas são. A EOL é conhecida por dar acesso amplo à informação, e queremos compartilhar tudo via Creative Commons, então sempre temos de certificar que nossos novos parceiros se encaixem nessa política.”

O sistema de licenciamento aberto, acredito, se encaixa dentro do espírito da pesquisa brasileira, que é feita quase que exclusivamente com dinheiro público. Creative Commons, então, deveria ser a regra. Sabemos, porém, que algumas instituições de pesquisa brasileiras são extremamente burocráticas. Espero que isso não seja obstáculo para uma causa maior.

Pessoalmente, acho que faz sentido o esforço para concentrar dados sobre espécies conhecidas numa única enciclopédia, como propõe Wilson. Vale lembrar também que os 1,9 milhões de espécies que a EOL quer catalogar não representam todas aquelas que existem no planeta. O número total é estimado grosseiramente em 8,7 milhões hoje, só para seres eucariontes (de células com núcleo), o que exclui todas as bactérias.

Em seu manifesto original pela criação da Enciclopédia da Vida, E.O. Wilson compara-a a iniciativas como o Projeto Genoma, uma ferramenta que contribuiu enormemente para acelerar o ritmo da pesquisa em biologia molecular. A EOL, além disso, tem uma missão educacional muito mais bem delineada, e pode se tornar um recurso extraordinário para auxiliar esforços de conservação, algo que deveria deixar o Brasil ainda mais interessado em participar.

ONU lista 56 recomendações para um mundo sustentável.

A ONU lançou na sexta (18), no Rio, a versão em português de um relatório com 56 recomendações para que o mundo avance em direção ao desenvolvimento sustentável.

O documento, elaborado por 22 especialistas ao longo de um ano e meio, traz sugestões mais ousadas do que aquelas que devem ser acordadas na Rio+20, a conferência da ONU sobre o tema que ocorre em junho na cidade. Entre as propostas estão o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e a precificação do carbono, com a cobrança, por exemplo, de impostos sobre as emissões de gases do efeito estufa.

Espera-se assim estimular a disseminação de tecnologias verdes. "É um relatório com frases e recomendações muito diretas", diz o embaixador André Corrêa do Lago, negociador-chefe do Brasil para a Rio+20. Para ele, o documento final do encontro de cúpula da ONU deverá trazer formulações "mais sóbrias".

Outras medidas sugeridas são a criação de um fundo apoiado por governos, ONGs e empresas para garantir acesso universal à educação primária até 2015 e a inclusão dos temas consumo e desenvolvimento sustentáveis nos currículos escolares.

As recomendações são divididas em três grupos, de acordo com seus objetivos principais. O primeiro visa a capacitar as pessoas a fazerem escolhas sustentáveis; o segundo, a tornar a economia sustentável; e o terceiro, a fortalecer a governança institucional para o desenvolvimento sustentável.

"As pessoas participaram desse painel a título pessoal, ou seja, elas não estavam representando governos. Isso dá mais força [ao documento], porque o painel pode dizer certas coisas que não são consenso [entre os mais de 190 países da ONU]", diz Corrêa do Lago. O coordenador do relatório, porém, disse esperar que as recomendações sejam levadas em consideração pelos negociadores da Rio+20.

Janos Pasztor citou o estabelecimento de metas numéricas para o desenvolvimento sustentável como uma sugestão que pode ser adotada no curto prazo. O tema está em discussão na Rio+20. A ex-primeira-ministra da Noruega Gro Brundtland, considerada "mãe" do conceito de desenvolvimento sustentável, participou da elaboração do relatório.

O documento completo pode ser acessado pelo site www.onu.org.br/docs/gsp-integra.pdf.

Fonte: Folha

Brasileiro cria a primeira cerveja para cães e gatos do país nos sabores carne, frango e peixe.


Foto/Lionel Falcon

Não-alcoólica, a primeira cerveja brasileira desenvolvida especialmente para o paladar dos bichos é fabricada nos mesmos moldes da bebida para humanos e é encontrada nos sabores já utilizados em petiscos sólidos para animais, como carne e frango para cães e peixes para gatos.  “A Dog Beer possui formulação a base de malte, que faz muito bem para os rins, e é uma fonte rica em Vitamina B”, conta Marco Melo, idealizador da cerveja brasileira.

De acordo com Melo a ideia de criar as bebidas Dog Beer e Cat Beer surgiu do desejo em oferecer algo novo e diferenciado para o mercado pet.  “ Inicialmente tentei importar, mas encontrei barreiras e limitações das cervejas americana, européia e australiana. Foi então que decidi desenvolver a primeira fórmula brasileira de cerveja para animais, seguindo o padrão de produção de uma cervejaria convencional, com capacidade de produção em larga escala”, revela.

Para viabilizar o projeto Melo procurou o SENAI, que possui o único Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas da America Latina, dentro do qual são formados todos os mestres cervejeiros do Brasil. “O case foi aceito e então começamos a desenvolver a legítima cerveja para animais, sem álcool, lúpulo e CO2, que são letais aos animais”, explica.

De acordo com o produtor a recomendação de consumo para animais com até 4 Kg é ½  garrafa ao dia; cães acima desse peso e gatos podem consumir uma garrafa  ao dia. A cerveja para bichos chega ao mercado com preço próximo ao das cervejas importadas, em torno de U$ 5,00 a garrafa de 355ml.


DÊ UM CURTIR E AJUDE A DIVULGAR A NOTÍCIA.

Cidade japonesa pretende religar seus reatores nucleares.

Ato é inédito no país desde a paralisação de todas as usinas atômicas. Paralisação foi fruto do tsunami que destruiu reatores em Fukushima.

A assembleia de uma pequena cidade do oeste do Japão aprovou nesta segunda-feira (14) o religamento de dois reatores nucleares instalados no local, algo inédito no país desde a paralisação de todas as usinas atômicas japonesas em decorrência do acidente de Fukushima. O governo japonês busca a aprovação de governos municipais e regionais para reativar as usinas antes da chegada do verão, época de maior demanda energética. Todos os 50 reatores do país estão desligados desde que o último foi colocado em manutenção, em 5 de maio.

Reatores 1, 2, 3 e 4 da planta nuclear de Kansai Electric Power Co são vistos em Ohi, no Japão.
 (Foto de arquivo. 26/01/2012 Reuters/Issei Kato)

A imprensa disse que o governo central deve pedir a empresas e consumidores no oeste do Japão, área de atuação da empresa Kansai Electric Power, que reduzam voluntariamente seu consumo energético em 15% durante o verão. O diário econômico Nikkei informou, no entanto, que o governo também cogita impor um racionamento, com um apagão em sistema de rodízio, se for necessário.

No ano passado, três reatores da usina de Fukushima foram gravemente atingidos por um terremoto e um tsunami. Restrições ao consumo energético foram implementadas em algumas regiões depois disso. O governo disse no mês passado que os reatores 3 e 4 da usina da Kansai em Ohi, 360 quilômetros a oeste de Tóquio, estão seguros para serem religados. A população dos arredores, no entanto, ainda reluta em aceitar isso.

DÊ UM CURTIR E AJUDE A DIVULGAR ESSA NOTÍCIA

Grupo de vândalos invade zoológico na Polônia e provoca morte de girafas.

Baderneiros destruíram placas e esculturas e jogaram pedaços nos animais. Duas girafas fêmeas morreram em decorrência do estresse, diz diretor.

Duas girafas de um zoológico na cidade polonesa de Lodz morreram de estresse depois que um grupo de vândalos invadiu o local e provocou baderna na madrugada do último domingo (13), informou a administração. Dentro do zoo, o grupo destruiu cercas, sinalizações e esculturas, e ainda jogou nos animais os pedaços das peças destruídas.

O local não possui câmeras de vigilância, o que deve dificultar a identificação dos responsáveis. Os guardas do zoológico disseram não ter percebido nada fora do comum. Uma das girafas morreu horas depois do incidente, e a outra foi encontrada morta no domingo, já durante a manhã.

"A autópsia da primeira girafa, uma fêmea de 3 anos de idade, encontrou uma ruptura na válvula do coração e machucados, sinais de uma séria reação de estresse", afirmou o diretor Wlodzimierz Stanislawski. Segundo ele, a segunda girafa, uma fêmea de 6 anos, já estava um pouco adoentada antes da invasão, e parece que o estresse agravou suas condições."Girafas são extremamente tímidas. O estresse causa uma resposta imediata nelas, elas reagem da mesma forma a qualquer barulho diferente do normal", disse Stanislawski.


DÊ UM CURTIR E AJUDE A DIVULGAR ESSA NOTÍCIA
Sou Ecológico - Muito Mais Eco
▲