4 Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) 2013 - Resíduos Sólidos.
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Peixe de Fukushima tem radiação 2.500 vezes maior que limite legal.


Espécime foi capturado para monitoramento em área de desastre.
Tsunami atingiu usina no Japão em 2011, dispersando material nuclear.

Um peixe capturado com a finalidade de realizar um monitoramento próximo da central nuclear de Fukushima, onde aconteceu o acidente nuclear em 2011, apresenta um nível impressionante de contaminação radioativa, quase 2.500 vezes superior ao limite legal fixado pelo Japão, anunciou nesta sexta-feira (18) a operadora da usina.

A companhia Tokyo Electric Power (TEPCO) declarou que mediu o nível de contaminação em um peixe conhecido como 'murasoi', encontrando uma quantidade de césio radioativo igual a 254.000 becquereles por quilo, ou seja 2.540 vezes o limite de 100 becquereles/kg definido para os produtos marinhos pelo governo.

Esse animal, da família dos peixes escorpião, foi capturado na baía próxima à central Fukushima Daiichi, situada na costa noroeste do Japão, na beira do Pacífico. Este complexo nuclear foi atingido em 11 de março de 2011 por um tsunami provocado por um terremoto, que devastou quatro de seus seis reatores, dispersando na natureza grandes quantidades de sustâncias radioativas. A TEPCO instalará novas redes em volta da usina para evitar que peixes altamente contaminados fiquem no local e sejam devorados por outras espécies.

Borboletas mutantes são encontradas na região de Fukushima.


O desastre nuclear de Fukushima após o terremoto de 11 de março de 2011 já deixa marcas na fauna local do nordeste japonês. Cientistas encontraram borboletas que sofreram mutações devido à radiação liberada pelos reatores danificados da usina, segundo o site Scientific Reports, ligado à revista Nature.
Os exemplares encontrados apresentavam mutações nas patas, antenas, abdômen e olhos. As asas, porém, parecem ter sido a parte mais afetada das borboletas – foram encontradas alterações de tamanho, pigmentação, cor e outras anormalidades.

Das cem borboletas coletadas, 12% tinham mutações. Quando esses animais procriavam, as anormalidades subiram para 18% do total das crias. Mas quando os insetos afetados acasalavam com os saudáveis, a taxa de espécimes mutantes subia para 34%, o que indica que os genes alterados podem ser passados mesmo quando um dos genitores não sofreu mutações.

Isso tudo apenas dois meses após o desastre nuclear, o segundo pior da história, atrás apenas do caso de 1986 em Chernobyl, na Ucrânia. Uma nova coleta em setembro de 2011 mostrou que 28% das borboletas haviam sofrido mutações. Entre as crias destas, as mutantes eram 52%.

As borboletas logo levantaram questionamentos sobre os efeitos sobre humanos, mas Joji Otaki, um dos pesquisadores, tratou de tranquilizar os receosos. “A sensibilidade à radiação varia de espécie para espécie, então temos que pesquisar os efeitos em outros animais. Humanos são totalmente diferentes de borboletas e são muito mais resistentes”, disse ele ao jornal Japan Times.

Fonte: CNN

Acidente de Fukushima pode causar até 2.500 casos de câncer, diz estudo.


A radiação proveniente da explosão da usina da Fukushima Daiichi, afetada pelo forte terremoto e tsunami que atingiram o Japão em março de 2011, pode causar entre 15 e 1.300 mortes em qualquer parte do mundo, além de 24 a 2.500 casos de câncer, sendo que a maioria poderá ocorrer em solo japonês, afirma estudo realizado por pesquisadores da Universidade Stanford, dos Estados Unidos.

De acordo com pesquisa publicada nesta terça-feira (17) no jornal “Energy and Environmental Science”, as estimativas têm grandes faixas de incerteza, porém contrastam com afirmações anteriores de que a libertação de substâncias radioativas da usina não causariam efeitos graves à saúde global. É a primeira vez que os impactos à saúde por conta do desastre natural são medidos.

O desastre de Fukushima foi o pior acidente nuclear desde a explosão do reator de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Segundo o estudo, a liberação de radiação contaminou uma área chamada de “zona morta”, que reúne várias centenas de quilômetros quadrados ao redor da planta atômica. Baixos níveis de radiação foram encontrados na América do Norte e na Europa.

Mas a maior parte da radiação foi despejada no Oceano Pacífico (apenas 19% do material liberado afetou o solo), o que manteve a população relativamente menos exposta.

Análise – Os pesquisadores de Stanford utilizaram um modelo atmosférico global em 3D, desenvolvido ao longo de 20 anos de pesquisa, para estimar o transporte de material radioativo. Um modelo padrão de efeitos na saúde também foi aplicado para estimar a exposição humana ao material.

Com isso, os pesquisadores descobriram um número estimado de mortes, grande parte ocasionada pelo câncer. Pelo modelo, a maior parte dos afetados está no Japão, com efeitos notáveis na Ásia e na América do Norte. Nos Estados Unidos, por exemplo, haveriam 12 mortes devido à radiação e até 30 óbitos devido ao câncer provocado pelo contato com a radiação.

De acordo com Tem Hoeve, um dos autores do estudo, os valores são relativamente baixos em todo o mundo, o que deve gerenciar o medo do impacto do desastre em outros países. (Fonte: G1)

Acidente de Fukushima causa mutação em borboletas.


Mutações genéticas foram detectadas em três gerações de borboletas nos arredores da central nuclear japonesa de Fukushima, informaram cientistas japoneses, o que aumenta os temores de que a radioatividade possa afetar outras espécies.

Quase 12% das pequenas borboletas azuis da família das Lycaenidae expostas à radioatividade ainda em estado de larva durante a catástrofe nuclear de março de 2011 desenvolveram anomalias, em especial asas menores e uma má-formação dos olhos, explicaram os cientistas.

Insetos presos em uma área próxima da central de Fukushima Daiichi dois meses depois do acidente foram transportados a um laboratório para fins de reprodução. No total, 18% da geração seguinte desenvolveu problemas semelhantes, afirmou Joji Otaki, professor da Universidade Ryukyu de Okinawa.

A proporção aumentou ainda mais, a 34%, na terceira geração, apesar dos cientistas terem utilizado borboletas saudáveis de outra região para acasalar com os insetos de Fukushima.

Seis meses depois do desastre, um novo lote de borboletas foi preso nas proximidades de Fukushima Daiichi e desta vez a taxa de anomalia da geração seguinte foi medida em 52%, informou Otaki.

Os cientistas japoneses também fizeram um experimento com uma população de borboletas não afetadas, que foram expostas em laboratório a doses muito baixas de radioatividade, e constataram a mesma proporção de anomalias registrada na primeira geração de borboletas de Fukushima.

Os resultados do estudo foram publicados no periódico Scientific Reports.

“Chegamos à conclusão clara de que a radiação emitida pela central de Fukushima Daiichi afetou os genes das borboletas”, disse Otaki.

O cientista, no entanto, advertiu que os resultados devem ser considerados com precaução porque o efeito observado foi comprovado, até o momento, apenas nas borboletas, e não sobre outras espécies animais ou humanos.

A equipe pretende realizar novos experimentos com outros animais.

Nenhuma pessoa morreu por ação direta da radiação liberada pelo acidente de Fukushima, mas os habitantes da região temem os efeitos a longo prazo.

Muitos lembram que os efeitos da radioatividade foram transmitidos a várias gerações em Hiroshima e Nagasaki, depois do lançamento das bombas atômicas pelos Estados Unidos em agosto de 1945, nos últimos dias da segunda Guerra Mundial. (Fonte: Portal iG)

Após blecaute nuclear, Japão prepara reativação dos primeiros reatores.


País planeja ligar reatores 3 e 4 da usina de Oi, em Fukui. Crise nuclear levou governo a desligar seus 54 reatores.

O Japão planeja reativar os primeiros reatores nucleares do país na próxima semana, após ter interrompido as atividades em todas as suas centrais atômicas em maio, na esteira da crise de Fukushima, informou nesta quinta-feira (31) o diário "Nikkei".

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, irá autorizar a reativação dos reatores 3 e 4 da usina de Oi, na província de Fukui, após ter recebido o apoio da associação de governos da região. "Pelo bem da prosperidade da economia japonesa e da sociedade, a geração de energia nuclear continua sendo importante", disse Noda.

Ainda pendente de um anúncio oficial por parte de Noda, a reabertura dos reatores de Oi representará a primeira desde que, por revisão ou manutenção, foram suspensas as atividades dos 54 reatores do país após o início da crise nuclear em Fukushima, em março de 2011.

Desde que o Japão se viu em um blecaute nuclear, em 5 de maio, fato ocorrido pela primeira vez em 42 anos, o governo exerceu pressão para reativar os reatores de Oi, para o que superou a firme oposição dos governos locais e diante do temor de não poder garantir a demanda elétrica no verão.

O primeiro-ministro quer anunciar a reabertura da central de Oi na semana que vem, para que, após um processo de reativação que dura entre quatro e seis semanas, a região de Kansai possa contar novamente com o fornecimento de energia nuclear até meados de julho, quando a demanda elétrica deverá chegar a seu máximo.

O blecaute nuclear forçou as operadoras elétricas japonesas a potencializarem o uso das usinas térmicas, o que aumenta as importações de petróleo e de gás liquefeito, afetando consideravelmente a balança comercial japonesa.

Fonte: G1 Globo

Cidade japonesa pretende religar seus reatores nucleares.

Ato é inédito no país desde a paralisação de todas as usinas atômicas. Paralisação foi fruto do tsunami que destruiu reatores em Fukushima.

A assembleia de uma pequena cidade do oeste do Japão aprovou nesta segunda-feira (14) o religamento de dois reatores nucleares instalados no local, algo inédito no país desde a paralisação de todas as usinas atômicas japonesas em decorrência do acidente de Fukushima. O governo japonês busca a aprovação de governos municipais e regionais para reativar as usinas antes da chegada do verão, época de maior demanda energética. Todos os 50 reatores do país estão desligados desde que o último foi colocado em manutenção, em 5 de maio.

Reatores 1, 2, 3 e 4 da planta nuclear de Kansai Electric Power Co são vistos em Ohi, no Japão.
 (Foto de arquivo. 26/01/2012 Reuters/Issei Kato)

A imprensa disse que o governo central deve pedir a empresas e consumidores no oeste do Japão, área de atuação da empresa Kansai Electric Power, que reduzam voluntariamente seu consumo energético em 15% durante o verão. O diário econômico Nikkei informou, no entanto, que o governo também cogita impor um racionamento, com um apagão em sistema de rodízio, se for necessário.

No ano passado, três reatores da usina de Fukushima foram gravemente atingidos por um terremoto e um tsunami. Restrições ao consumo energético foram implementadas em algumas regiões depois disso. O governo disse no mês passado que os reatores 3 e 4 da usina da Kansai em Ohi, 360 quilômetros a oeste de Tóquio, estão seguros para serem religados. A população dos arredores, no entanto, ainda reluta em aceitar isso.

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França interrompe vazamento de água radioativa em central nuclear

Incidente ocorreu na planta de Penly, no oeste do país. Empresa descartou risco ambiental.

Um vazamento de água radioativa registrado em um circuito de resfriamento da central nuclear de Penly, na região oeste da França, foi contido na madrugada desta sexta-feira (6), anunciou a empresa EDF, que descartou qualquer impacto negativo para o meio ambiente. De acordo com a empresa, o retorno à normalidade no circuito de resfriamento permitiu suspender o plano de mobilização dos funcionários.

A Electricité de France (EDF) havia anunciado o vazamento na quinta-feira. De acordo com a empresa, a água radioativa foi "recolhida em depósitos previstos para tal efeito, sem nenhuma consequência para o meio ambiente".

Usina nuclear de Penly é vista nesta sexta-feira (6) (Foto: AFP)

O incidente aconteceu depois de dois princípios de incêndio no edifício do reator, controlados no início da tarde de quinta-feira pelos bombeiros, depois da ativação do alarme que provocou a paralisação automática de um dos reatores.

Participe - Corrente Humana Contra a Energia Nuclear no Mundo.



Um ano após o desastre de Fukushima, no Japão, o mundo ainda não aprendeu a lição. Um relatório produzido pelo Greenpeace mostra que milhares de pessoas em todo o mundo ainda correm o risco de enfrentar acidentes nucleares. Intitulado “Lições de Fukushima”, o documento aponta que o acidente não foi causado por um desastre natural, mas por uma série de falhas do governo japonês, de órgãos reguladores e da indústria nuclear.

“Embora causado pelo tsunami de 11 de março, o desastre de Fukushima foi, em última instância, culpa das autoridades japonesas, que optaram por ignorar os riscos e fazer dos negócios uma prioridade mais alta que a segurança”, disse Jan Vande Putte, da campanha de energia nuclear do Greenpeace Internacional.

“Este relatório demonstra que a energia nuclear é insegura e que os governos são rápidos em aprovar reatores, mas continuam mal preparados para lidar com problemas e proteger as pessoas de desastres nucleares. Esta situação não mudou desde o desastre de Fukushima e é por isso que milhares de pessoas continuam expostas a riscos nucleares.”
O relatório chega a três importantes conclusões para explicar a tragédia e suas consequências. A primeira delas é que as autoridades japonesas e a empresa que operava a planta nuclear de Fukushima conheciam, mas ignoraram, os riscos de um sério acidente.

Em segundo lugar, ficou claro que, mesmo um país preparado para desastres de grandes proporções, como o Japão, ficam de mãos atadas diante da magnitude de um desastre nuclear. Os planos de emergência nuclear e de evacuação falharam em proteger os cidadãos.

Por fim, centenas de milhares de pessoas ainda não puderam refazer suas vidas devido à falta de apoio e compensação financeira. O Japão é um dos poucos países onde, por lei, as empresas que operam as plantas nucleares são responsáveis por bancar os custos de um desastre. Na prática, após um ano da tragédia, os afetados pela tragédia continuam desamparados. Os contribuintes japoneses é que terminarão arcando com todos os custos.Corrente humana contra a energia nuclear

O próximo domingo, 11 de março, marca o primeiro ano do desastre nuclear de Fukushima. O acidente promoveu uma revisão global dos padrões de segurança das usinas nucleares. Países como a Alemanha anunciaram um plano de desligamento de suas usinas. Na contramão deste processo, o Brasil dá continuidade à construção do terceiro reator do complexo de Angra e prevê a construção de mais plantas nucleares por todo o país. É por isso que o Greenpeace, juntamente com outras organizações e ativistas antinucleares, participa da Corrente Humana Contra a Energia Nuclear.

O evento ocorrerá  no próximo domingo e conta com participantes em mais de cem cidades do mundo. Em São Paulo, a concentração será no vão livre do MASP a partir das 9h30. No Rio de Janeiro, no Posto 9 de Ipanema, no mesmo horário. Em Salvador a concentração será ás 09H30, no Dique do Tororó. Você também pode fazer parte desta corrente. Compartilhe esta informação com seus amigos e junte forças por um Brasil livre da energia nuclear.

Aos moradores da cidade do Salvador e cidades próximas, marque a sua presença no Facebook. 

Fonte da notícia: Greenpeace.org
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