4 Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) 2013 - Resíduos Sólidos.
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Governo da Bahia assina Termo de Compromisso para Implementação da Logística Reversa de Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes.


O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) e da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), assinou nesta terça-feira, 11, o Termo de Compromisso para a implementação da Logística Reversa de Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes no estado. Os secretários Manuel Ribeiro (SEDUR) e Eugênio Spengler (SEMA) assinaram o documento ao lado de Jorge Luiz Oliveira, diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e outros representantes da cadeia produtiva.

O Estado da Bahia é o primeiro no Nordeste a oficializar um programa de Logística Reversa. A assinatura do termo permite a implementação do Sistema de Logística Reversa, que integra o Programa Jogue Limpo, e o Sindicom já contratou empresa para a coleta e transporte das embalagens plásticas de óleos lubrificantes nos 417 municípios baianos.

“Esse programa é um passo importante na busca pelo desenvolvimento sustentável no nosso Estado. Os economistas estão cansados de nos lembrar que os recursos naturais são escassos. Nesse intuito, a assinatura desse termo é um aspecto importante na reflexão acerca de um melhor tratamento dos resíduos sólidos e no retorno dos recursos já utilizados sob nova forma, sem exigir mais do ambiente”, observou o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro.

Criado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes após um acordo setorial assinado com o Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2012, o Programa Jogue Limpo assegura um maior índice de retorno e a destinação segura das embalagens de óleos lubrificantes, considerados nocivos ao meio ambiente.

“Esse programa contribui para vencer as dificuldades relacionadas com a questão do manejo dos resíduos sólidos. Isso porque não basta separar o lixo, mas pensar numa lógica de descentralizar o processo produtivo. Do ponto de vista ambiental, existe um passivo muito grande no que se refere a tempo e riscos relacionados a práticas equivocadas, como os lixões. Nesse sentido, cabe parabenizar a todos os setores envolvidos nesse grande desafio”, disse Eugênio Spengler, secretário estadual de Meio Ambiente.

Como a maior parte dos consumidores não leva o produto embalado para casa, a percentagem de retorno do programa tende a ser alta, pois dependerá fundamentalmente da cadeia produtiva. Sempre que o consumidor leva a embalagem fechada, ele é orientado a descartá-la em uma das centrais de abastecimento. A destinação final adequada das embalagens plásticas de óleos lubrificantes está prevista na Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos no país.

Fonte: Ascom/Sedur

Saiba o que rolou na 4ª CNMA. Logística reversa só será possível com muito diálogo, salienta ministra.




Dialogar as divergências. Essa foi a proposta levantada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante o Ciclo de Debates que aconteceu nesta sexta-feira (25/10), na 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), em Brasília (DF).  Um dos temas foi a logística reversa: o caminho de volta que o produto percorre após ser vendido e descartado. A ministra destacou que, se um produto é vendido para qualquer lugar do país, ele também deve ser recolhido após o consumo. “Temos que criar várias alternativas para construir um novo caminho para a logística reversa se concretizar”, disse. “Esse desafio é urgente”.

A ministra enfatizou o papel do Ministério do Meio Ambiente (MMA) como protagonista no diálogo para construir uma estratégia de logística reversa e inclusão social. O vice-prefeito de Niterói (RJ), Axel Grael, reforça a ideia de quem fornece tem a responsabilidade de retirar. “Assumir as responsabilidades é fundamental para que a gente avance nos acordos setoriais”, destacou. Também enfatiza a importância de todos os segmentos participarem desse processo, incluindo o cidadão.

Retorno - “A logística reversa acontece mediante retorno”, afirmou o diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), André Luis Saraiva. Por isso, a importância da mobilização social e a participação do consumidor. Uma das ações apresentada durante o painel foi a do Instituto Jogue Limpo, que está implantando a logística reversa de embalagens plásticas de óleos lubrificantes, primeira cadeia a ser estabelecida já na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ezio Camillo, representante do instituto, aponta que o programa já recolheu 229 mil embalagens.

Outra experiência apresentada foi a do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), que recolhe embalagens de agrotóxicos. Atuação que já acontece antes da lei da PNRS, destaca o representante João Cesar Rando. André Vilhena, do Compromisso Empresarial com a Reciclagem (Cempre), disse que o modelo brasileiro tem um contexto inovador, que é o social, com a inclusão dos catadores de material reciclável. “Desenvolvimento sustentável é pensar em longo prazo”, concluiu. “Todos os setores que compõem a sociedade – consumidores, fabricantes, distribuidores, comerciantes, importadores e governo – são responsáveis pelos produtos desde a sua produção até o descarte do resíduo”.

Fonte: 4ª CNMA

MMA - O que fazer com o lixo.


MMA explica na Câmara as atribuições de todos na gestão adequada dos resíduos sólidos!

TINNA OLIVEIRA.

Em audiência púbica na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (28/05), a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso, explicou como se dá a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei nº 12.350), aprovada em 2010. A regulamentação define o envolvimento de todos segmentos – governo, fabricante, importador, comerciante, distribuidor e a sociedade em geral no descarte e reciclagem do lixo. “Nós estamos tratando de uma lei que ficou quase 20 anos tramitando no Congresso Nacional e não foi à toa”, disse. “Ela traz uma mudança de postura do cidadão comum aos empresários”.

Zilda Veloso: responsabilidade compartilhada.
Paulo de Araújo/MMA

A audiência, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, foi iniciativa do deputado Guilherme Campos (PSB-SP). O parlamentar afirmou que pretende abrir o debate em torno de proposta de sua autoria que prevê a criação de uma comissão especial, onde seriam feitos, eventualmente, ajustes na lei, com base em experiências bem-sucedidas e ouvindo todos os setores. Segundo ele, existem diversos projetos tramitando que interferem na legislação em vigor, o que poderia descaracterizar o que foi aprovado e está vigorando.

LOGÍSTICA REVERSA

O principal tema em debate foi a logística reversa, que consiste em procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. Zilda Veloso lembrou que a lei também é importante para tentar mudar uma cultura histórica de enterrar o lixo, o que ajudaria a reduzir os impactos negativos no meio ambiente e à saúde por conta da gestão inadequada. 

Sobre a responsabilidade compartilhada que a logística reversa exige, a diretora afirma que todos possuem atribuições individualizadas e encadeadas. “Para o consumidor, pede-se o descarte correto dos produtos; aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes o procedimento da logística reversa e aos municípios a limpeza pública e o manejo dos resíduos”, enfatizou.

Pela lei em vigor, a logística reversa até agora é obrigatória nas seguintes cadeias produtivas: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes, além de produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro. 

Para viabilizar e ampliar o procedimento, estão sendo feitos outros acordos setoriais, que são atos contratuais firmados entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. “O acordo é uma oportunidade de negociação”, destacou a representante do MMA durante a audiência. 

Fonte: MMA

Edital para logística reversa de medicamentos deve sair até julho.


O governo federal deve publicar o edital para a implantação da logística reversa de medicamentos até julho. O texto foi concluído na semana passada pelo grupo responsável por esse sistema. A logística reversa é o processo de devolução e de tratamento ambientalmente adequado para os resíduos de alguns setores produtivos, como o de embalagens de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus e óleos lubrificantes. A medida foi incluída na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada quase oito anos depois do sistema para balizar medidas de consumo sustentável, redução dos impactos ambientais e geração de emprego e renda.

Apenas dois setores avançaram mais significativamente. O sistema envolvendo embalagens de agrotóxicos, um dos primeiros a aderir à logística reversa, já coleciona resultados como o recolhimento e o tratamento de 250 mil toneladas de embalagens. O setor de embalagens plásticas de óleos lubrificantes fechou o acordo em dezembro do ano passado, mas a indústria, o comércio e os consumidores ainda não têm resultados consolidados. Os representantes do Comitê Orientador para Implementação da Logística Reversa e da consultoria jurídica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) agora trabalham na expectativa de consolidar, nas próximas semanas, o acordo da gestão pós-consumo dos setores de lâmpadas e de embalagens em geral, que inclui bens de consumo como embalagens de comidas e bebidas.

“Recebemos três ou quatro propostas e vamos negociar com todos (associações representativas de cada setor que apresentaram as propostas). Quando tivermos o texto consolidado, colocamos em consulta pública para que qualquer pessoa possa dar sugestões”, explicou a arquiteta Zilda Veloso, diretora de Ambiente Urbano do MMA. Zilda Veloso lembrou ainda que o edital para a indústria de eletroeletrônicos está em consulta pública desde o último dia 13 de fevereiro. Segundo ela, até o dia 22 de junho qualquer brasileiro pode contribuir com a proposta no site www.sinir.gov.br.

A elaboração desses textos acaba se baseando em experiências positivas, como a do setor de agrotóxicos. Mensalmente o sistema Campo Limpo, formado por fabricantes de agrotóxicos, por representantes do comércio e agricultores, vem batendo recordes de recolhimento de embalagens no campo. Zilda Velos destacou que, hoje, 90% do que é produzido em embalagens pela indústria é recolhido pelo sistema. Segundo o diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), João Cesar Rando, o crescimento acompanha o mesmo ritmo da intensificação do uso de agrotóxicos em função do aumento da atividade agrícola em algumas regiões do país.

“Hoje esse sistema chegou à maturidade e temos nove recicladores distribuídos em alguns estados (Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro) para otimizar a logística e temos o sistema de recolhimento itinerante, que responde por 12% a 15% do total de embalagens recolhidas”, disse ele.

Rando explicou que os outros setores estão avançando, apesar de alguns fabricantes enfrentarem dificuldades para implantar o sistema, principalmente os que envolvem vários itens, como é o caso dos eletroeletrônicos. Ainda assim, o representante do instituto disse que a PNRS impulsionou a logística reversa no país que, até então, era regulada pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Ainda existem pontos que precisam ser trabalhados. “O sistema depende do quanto os governos estão preparados para implantar, por exemplo, o sistema de coleta seletiva, um processo oneroso, que demanda recursos e planejamento. As pontas precisam se encontrar. É um desafio tirar isso tudo do meio ambiente e é um desafio igual encontrar formas sobre o que fazer com esse material”, disse ele, lembrando que cidades como São Paulo produzem mais de 10 mil toneladas de lixo diariamente.

Fonte: iBahia

Resíduos Sólidos no Brasil: como esse desafio será superado até 2014?

Tema reuniu mais de 500 pessoas no Seminário Resíduos Sólidos: Reciclando Ideias, 
realizado pelo SENGE BA e IBAMA

Engº Ubiratan Félix, presidente do Senge/ BA, durante abertura do 
Seminário Resíduos Sólidos: Reciclando Ideias.

Por Tanara Regis
ASCOM/SENGEBA

O ano de 2014 marca o prazo para a conclusão de todas as obras da Copa do Mundo de Futebol. Mas marca também o prazo para que os resíduos sólidos, gerados por esta e por todas as demais atividades da sociedade, tenham uma correta destinação. Até 2014, todos os lixões devem está erradicados. É um dos compromissos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pela lei federal 12.305/2010. Em Salvador, nos últimos dias 21 e 22 de março, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia, em parceria com o IBAMA e o Ministério do Ambiente, trouxe a discussão com o Seminário Resíduos Sólidos: Reciclando Ideias, realizado no Fiesta Bahia Hotel. A destinação dos resíduos sólidos no Brasil será tema da IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que acontece em outubro deste ano.

O evento, que teve entrada gratuita, surpreendeu com a ampla participação do público. Mais de 500 pessoas participaram do Seminário, com a presença de diversos segmentos da sociedade: gestores públicos das esferas municipal, estadual e federal; empresários, pesquisadores, profissionais e estudantes da Engenharia; representantes de movimentos ambientalistas e de cooperativas de catadores de lixo.  

Superintendente do IBAMA, engº Celio Costa Pinto, durante abertura do evento.

“É grave a quantidade crescente de lixo produzido no país. A situação culminou na PNRS que dispõe a seguinte ordem de prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos: a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento dos resíduos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. A proposta é que o evento resulte em iniciativas profícuas, em políticas efetivas de gestão pública”, fala o superintendente do IBAMA, engº Celio Costa Pinto.

“Como todo marco regulatório, a PNRS impõe desafios. A superação deles envolvem mudanças nas ações dos gestores públicos, das empresas, dos catadores de lixo, e de cada cidadão. É também mais um problema social que requer alta demanda dos profissionais da Engenharia. Uma das principais dificuldades apontadas pela União dos Municípios da Bahia (UPB) é a falta de uma equipe técnica qualificada para a elaboração, execução e acompanhamento dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos”, diz o presidente do Senge BA, engº Ubiratan Félix. “Esse debate evidencia uma grande oportunidade de trabalho para os engenheiros, pois é impossível se pensar na superação das questões de resíduos sólidos sem as soluções tecnológicas”, fala o presidente do CREA/BA, engº Marco Antonio Amigo. “O seminário mostra a necessidade de organização social para que o poder público, nas três esferas de poder, consiga implementar a PNRS”, diz a deputada estadual engª Maria del Carmen.

O evento também contou com a participação do chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (SEDUR), José Eduardo Copello, da representante da Secretaria de Planejamento Urbano da Bahia (SEPLAN/BA), Maria de Fátima Torreao Espinheira, do diretor da Escola Politécnica da Ufba engº Luis Edmundo Prado, do presidente do Clube de Engenharia da Bahia, engº Paulo Medeiros, e da representante do Senge Bahia Estudante, Aline Hojron.

Consórcios Municipais é principal saída apontada para a 
implementação dos Planos Municipais de Resíduos Sólidos.

A formação de consórcios municipais é apontada pelos gestores públicos como a principal saída para superar a falta de condições da maioria dos municípios em efetivar a PNRS.  “Até setembro de 2014, temos que acabar com os lixões, mas para isso precisamos de caminhos, de um norte. A maioria dos prefeitos se quer tem um Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, seja por falta de conhecimento, de recursos ou de uma equipe técnica qualificada”, alerta o prefeito de Caetité, José Barreira de Alencar. Engenheiro de formação, José Barreira também é presidente da Associação dos Municípios de Serra Geral e Bacia do São Francisco (AMAVALE) e participou do Seminário como representante da União dos Municípios da Bahia (UPB).

Engº José Barreira - prefeito de Caetité

“A AMAVALE é uma associação de prefeitos do sertão da Bahia, composta por 23 municípios, cuja maioria tem menos de menos de 50 mil habitantes. Um município pequeno não tem recursos suficientes para gerir sozinho um aterro sanitário. A solução é se consorciar. Sabemos que 70% do lixo gerado nas cidades são recicláveis, mas são pouquíssimos municípios baianos que fazem a coleta seletiva. Também carecemos do mínimo de educação ambiental. A maioria dos municípios baianos não tem a menor condição de cumprir o prazo estabelecido pela lei”, acrescenta Alencar. Durante o seminário, o prefeito de Caetité mostrou como já é praticada a coleta seletiva, a educação ambiental nas escolas, e a formalização dos catadores de lixo no seu município e os resultados na melhoria da qualidade de vida da população.

De acordo com o gerente de projeto do Departamento de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ronaldo Hipólito Soares, o PNRS já incentiva financiamentos para soluções consorciadas que implementem o Plano Intermunicipal ou os Planos Microrregionais de Resíduos Sólidos. “A União não pode obrigar os municípios a elaborarem os Planos de Resíduos Sólidos. Mas impede que recebam investimento nesta área na ausência de planos. Em 2012, através de chamadas públicas, já foram repassados R$ 54 milhões para implementação de planos estaduais, intermunicipais e municipais”, diz Soares.

O engº Luis Roberto Moraes, professor titular da Escola Politécnica da UFBA, acredita que é preciso um equilíbrio entre os aspectos técnicos e políticos do planejamento. “A qualidade técnica é muito importante nos planejamentos, mas não é tudo. É preciso também que tenha viabilidade política. Por isso é essencial que sejam elaborados por pessoas que conheçam a realidade local”, alerta o engenheiro. “Os municípios têm dificuldades de entregar os projetos dentro das exigências técnicas e com a documentação necessária. O MMA está oferecendo cursos de educação a distância sobre a elaboração dos planos, voltados para os gestores municipais. No total, três mil já receberam treinamento”, fala Ronaldo Soares.

Bahia: Plano Estadual de Resíduos Sólidos está em fase conclusiva, 
mas tem o desafio da mobilização social e educação ambiental.

Da esquerda para direita: Engº Celio Costa Pinto (IBAMA/BA), 
Eugênio Spengler (SEMA/BA) e Maria Valéria Gaspar (SEDUR/BA)

Na Bahia, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) já está em fase conclusiva de análise técnica jurídica e de encaminhamento à Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA). A informação foi divulgada pela diretora de Resíduos Sólidos e Saneamento Básico da Secretaria de Desenvolvimento Urbanos do Estado (SEDUR/BA), Maria Valéria Gaspar, durante o Seminário. “Além da PNRS e da elaboração da PERS, já contamos com as políticas de Saneamento Básico, nacional e estadual. A captação de recursos para o setor de resíduos sólidos já foi viabilizada através de contratos do PAC Saneamento e do PAC 1  do Ministério das Cidades, atendendo a elaboração de projetos em 56 municípios. Já com o PAC 2 , conseguimos a elaboração de projetos em 222 municípios”, diz a diretora da SEDUR/BA.

Quanto a dificuldade sofrida pelos municípios, Maria Valéria garante que a elaboração do anteprojeto do PERS foi democrática e participativa. “Realizamos reuniões com os municípios, criamos grupos de trabalho sobre o tema, fizemos a divulgação e consulta pública em 2011. Mas ainda precisamos enfrentar os desafios da educação ambiental e da mobilização social”, fala a diretora da SEDUR/BA. Para o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, a PERS caminha também nesse sentido. Além de dispor sobre o recolhimento, o Plano Estadual busca incentivar o consumo de material reciclado. “Ainda existe muito preconceito no reaproveitamento e na comercialização de produtos provenientes do processo de reciclagem. Isso diminui a renda de quem separa e encarece o processo de reciclagem”, afirma o secretário.

De acordo com o deputado estadual engº Marcelino Galo, a ALBA, que já conta com a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, já está instalando uma frente parlamentar ambientalista e um grupo de trabalho voltado para o debate de resíduos sólidos. “O objetivo é permitir maior participação da sociedade e dos movimentos organizados.  Afinal existem interesses violentos que financiam ações de coleta do lixo e que favorecem a concentração de riquezas nessa atividade”, alerta o deputado.

Segundo a promotora de justiça de São Francisco do Conde e coordenadora da Câmara Técnica de Saneamento do Ministério Público do Estado da Bahia, Dra. Karinny Guedes, o MP estará atento nesse processo. “O MP/BA acompanhará a celebração dos compromissos junto aos municípios em seus planos de gestão de resíduos sólidos, a consecução dos Consórcios Públicos, a identificação dos recursos públicos destinados a programas e ações de saneamento e claro, a fiscalização de sua devida aplicação”, afirma Guedes.

PNRS se destaca com o viés social contra as condições 
degradantes de vida dos catadores nos lixões.

Coordenador da CAMAPET, Joilson Santana, 
na mesa de debate do Seminário Resíduos Sólidos.

O PNRS também prioriza a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou de demais formas de associação de catadores. Para Joilson Santana, coordenador da CAMAPET (Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia), ainda há obstáculos a serem enfrentados, entre eles, a dispensa de licitação para a contratação das cooperativas e associação de catadores de materiais recicláveis junto aos municípios. “No Brasil, o problema dos resíduos sólidos não é apenas ambiental, mas também social. Precisamos melhorar as condições de trabalho dos catadores. Ainda há vários desafios nesse sentido: desde a regularização fundiária das cooperativas até a aprovação da Política Estadual de Resíduos Sólidos com inserção social dos empreendimentos econômicos solidários de materiais recicláveis”, ressalta Santana.

“A PNRS não foi pensada apenas pelo viés ambiental que já evidencia os danos dos lixões para o solo, os lençóis freáticos, o ar e até o clima. No Brasil, temos outras nuances em relação aos demais países. São 600 mil catadores que trabalham em reciclagem. Eles são responsáveis pelo Brasil ser campeão mundial na reciclagem de latinhas de alumínio, e um dos maiores em reciclagem de papelão e garrafas pet. Mas eles trabalham em condições insalubres, em cima de lixões. Ou seja, é um problema também de saúde pública e social”, alerta Soares, do MMA.

Logística reversa, proposta no PNRS, será viabilizada através de acordos setoriais.

De esquerda para direita: engº Luis Roberto Moraes, Ronaldo Hipólito Soares, 
engº Celio Costa Pinto, engº Nilton Sampaio (diretor do Senge BA), e Maria de Fátima Torreao  
na mesa de debate do Seminário Resíduos Sólidos.

A PNRS não propõe milagres, nem soluções simplificadas, mas mostra o olhar integrado desde a produção até a destinação dos resíduos sólidos e uma cadeia de responsabilizações nesse processo. A afirmação é do diretor de Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do MMA, Geraldo Vitor de Abreu. “Antes da PNRS, a indústria não tinha nenhuma responsabilidade na forma de descarte do pos consumo sobre o produto que coloca no mercado, isso muda quando a legislação impõe o sistema da logística reversa”, diz Abreu. Segundo Ronaldo Soares, o governo vai regulamentar essa cadeia produtiva através de acordos setoriais entre poder público, os fabricantes e importadores. “Os acordos serão feitos por cadeias de produtos. O governo chama os representantes de cada setor para discutir quais serão as metas, os prazos, quem vai pagar a conta, como os custos serão rateados, quem fará a reciclagem etc”, explica.

Também serão feitos os termos de compromisso, acordos que os estados e municípios vão fazer com o setor privado quando não houver acordo setorial na mesma área de abrangência ou mesmo para fixar metas e compromissos mais exigentes. “A PNRS, ao ser sancionada, mudou todo um ‘status quo’ nos âmbitos econômico, social e político. Por isso o governo federal criou Grupos de Trabalho (GTs), para debater as transformações em cada área. Por exemplo, na área tributária, o Imposto sobre Importação (IP) de uma latinha é cobrado a cada vez que ela retorna. Com o sistema de política reversa, isso tem que ser reavaliado”, fala Soares. A lei também inclui o consumidor nas responsabilidades enquanto gerador de resíduos sólidos. A situação, para o engº Luis Roberto Moraes, requer investimento na formação da ética ambiental. “Atualmente o paradigma do viver humano é de consumir coisas. A maioria das mercadorias consumidas viram resíduos em 6 meses. A geração de resíduos sólidos cresce a taxas maiores que a da população”, diz o professor.

“A PNRS tem que mexer com a cabeça das pessoas: os empresários ao criarem seus produtos terão que considerar a geração dos resíduos sólidos, os catadores terão que se organizar de forma coletiva e enquanto empreendedores, os gestores públicos precisam criar seus planos de gerenciamento de resíduos sólidos e a população terá que realizar seu descarte seletivo em casa”, conclui Ronaldo Soares.

Fonte e apresentações: Senge BA

Podemos ser classificados como “Sociedade lixo” - Entrevista com Renato Binoto.


É rotineiro confundirmos o processo de reciclagem e reuso  Reciclagem parte do principio de geração de um resíduo e esse material descartado entrar em processo de reciclo e se tornar novamente o mesmo material e formato de origem. Já em se tratando de reuso eu posso reutilizar esse material em outras atividades.

Resíduo não é lixo!

Resíduo solido urbano não é lixo, nos produzimos o lixo ao misturar matéria organiza no lixo seco potencial a reuso e reciclagem.

A grande questão problemática desta atividade é a falta de conscientização permanente para destinação adequada de resíduos sólidos. Na maioria das vezes ate separamos nossos resíduos em nossas residências, porem não existe um canal estruturado para coleta e destinação adequada a esses materiais.

Extraímos, produzimos, consumimos e enterramos dinheiro, o ciclo não é fechado!

O que é logística Reversa; Logística reversa se subdivide 
em dois canais, sendo: pós-venda e pós consumo. 

Canal de pós venda, é a estratégia de retorno de produtos que não estão no fim da vida útil e que é necessário dar suporte ou serviço de garantia ao cliente. Já em se tratando do canal de pós-consumo, se trata da estratégia logística que permite viabilizar de forma econômica e ambientalmente de forma correta o retorno de matérias coletados ao termino da vida útil, potencializando a reciclagem e reuso de resíduos transformados em subprodutos objetivando minimização de impactos ambientais e ganho de custos em matéria prima virgem.

O que é a Politica Nacional de Resíduos Sólidos – A politica nacional é lei que regulamenta todas essas atividades reversas permitindo o controle e fiscalização em se tratando de geração e destinação adequada de resíduos sólidos. A lei foi sancionada em 2010, tendo um atraso de 20 anos e agora em 2014 entra em total vigor regulamentando a destinação adequada de resíduos sólidos gerados através de responsabilidade compartilhada e acordos setoriais.



CONFIRA TAMBÉM

Mais uma edição do programa 'Mais Ambiente' com a participação de Renato Binoto, professor, palestrante e consultor, atua nas áreas da Logística Reversa e Empresarial.


Conheça mais sobre: Renato Binoto

Debate sobre Logística Reversa e a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Segundo Guarnieri (2011), a logística reversa é processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico.

Assistam ao debate sobre Logística Reversa e a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O debate é composto por 3 (três) blocos.

Fonte do texto: Patricia Guarnieri
Fonte do vídeo: You Tube - Canal Viletim

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