4 Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) 2013 - Resíduos Sólidos.

BBC NATURE: Brinicle - Dedo Gelado da Morte filmado na Antártida.


Este é um vídeo da BBC mostrando o fenômeno. Um brinicle é formado quando salmoura (água salgada saturada - mais densa e mais fria que a água do mar em torno dela) vaza através do gelo da superfície e cai no fundo mar gelado.

No processo, a água em redor congela instantaneamente formando um tubo oco que depois de bater no fundo do mar, forma um leito congelado, paralisando e matando tudo em seu caminho.

Confira o Vídeo - Watch the video


Os lentos ouriços e estrelas do mar são totalmente indefesos à sua ação aniquilante que parece ainda mais dramática quando filmadas através de câmeras de lapso de tempo.

Aí o espetáculo ganha contornos hollywoodianos de extermínio em massa, com um raio criogênico deixando seu rastro de morte. Produzido pela BBC para o título Frozen Planet com o tipo de produção que você pode conferir na foto.
  

A propósito, brinicle é um termo em inglês formado pela contração de duas palavras (brine + icicle) que poderiam ser traduzida como "salmoura" e "pendente de gelo", respectivamente.

Livro: Guerras Climáticas: Por que mataremos e seremos mortos no Século 21.

UM BARCO NO MEIO DO DESERTO:
O PASSADO E O FUTURO DA VIOLÊNCIA


"Um leve tinir atrás de mim fez com que virasse a cabeça. Seis negros caminhavam em fila, percorrendo penosamente a senda estreita, Eles avançavam eretos e devagar, balançando pequenos cestos cheios de terra nas cabeças, e o ruído acompanhava cada um de seus passos, (...) Eu podia con­tar-lhes as costelas, as articulações de seus membros lembra­vam os nós de uma corda; cada um deles trazia uma golilha, um anel de ferro soldado ao redor do pescoço, todos interli­gados por uma corrente frouxa, cujos elos excedentes pen­diam entre eles: era seu avanço compassado que fazia com que os elos tilintassem em um ritmo regular," Esta cena, des­crita por Joseph Conrad em seu romance Intitulado "O Cora­ção das Trevas", descrevia a época de maior florescência do colonialismo europeu, distando dos dias de hoje pouco mais de cem anos.

A brutalidade impiedosa, com a qual os primeiros países industrializados buscavam satisfazer sua fome de matérias-primas, de terras e de poder, e que deixou as suas marcas sobre os demais continentes, não é mais aceita pelas condições vigentes nos países ocidentais. A memória da exploração, da escra­vidão e do extermínio tornou-se a vítima de uma amnésia democrática de que estão afetados todos os estados do Ocidente, que não querem recordar que sua riqueza, do mesmo modo que seu poderio e progresso, foram construídos ao longo de uma história mortífera.

Em vez disso, o que se encontra é um orgulho pela descoberta, observância e defesa dos direitos humanos, pela prática do politicamente correto, pela par­ticipação em atividades humanitárias, sempre que em algum lugar da África ou da Ásia uma guerra civil, uma inundação ou uma seca compromete as necessi­dades fundamentais de sobrevivência dos povos. Determinam-se intervenções militares para ampliar os domínios da democracia, esquecendo que a maioria das democracias ocidentais foi edificada sobre uma história de guerras de fron­teiras, limpeza étnica e genocídios. Enquanto se reescrevia a história assimétri­ca dos séculos 19 e 20 dentro das condições de vida confortáveis e mesmo luxuosas das sociedades ocidentais, muitos habitantes de países do segundo e do terceiro-mundo mal suportam ouvir falar em tal história, porque foram dominados violentamente através dela: poucos dos países pós-coloniais foram conduzidos a uma soberania estável, muito menos a condições de bem-estar social; em muitas dessas nações, a história da espoliação continua a ser escrita sob diferentes disfarces e, em numerosas sociedades frágeis, não se encontram hoje sinais de progresso, mas sim de maior regressão.

O aquecimento progressivo do clima, um produto da fome inextinguível por mais energia fóssil dominante nas terras que primeiro se industrializaram, prejudica com maior rigor as regiões mais pobres do mundo; uma amarga iro­nia, que escarnece toda a esperança de que a vida se possa tornar algum dia mais justa. A capa deste livro mostra o vapor "Eduard Bohlen", antigamente encarregado de serviços postais, cujos destroços permanecem há quase cem anos recobertos pela areia do deserto da Namíbia. Ele desempenhou um pe­queno papel na história das grandes injustiças. A 5 de setembro de 1909, no meio do nevoeiro, o barco encalhou diante da costa do território que na época se denominava África do Sudoeste Alemã. Hoje em dia, os restos do navio se en­contram duzentos metros terra adentro; durante o século transcorrido, o de­serto se ampliou oceano adentro. O "Eduard Bohlen", que percorria desde 1891 a linha comercial oceânica da companhia Woermann, sediada em Hamburgo, regularmente transportava correspondência para a África do Sudoeste Alemã. Durante a guerra de extermínio travada pela administração colonial alemã contra as tribos Hereros e Namas, serviu ocasionalmente como navio negreiro.

Durante esta guerra genocida, travada no princípio do século 20, uma boa parte da população indígena da África do Sudoeste não foi exterminada; foi conduzida a campos de concentração ou levada para campos de trabalhos forçados, em que os prisioneiros de guerra eram vendidos como trabalhadores escravos. Bem no começo da guerra, a administração colonial alemã enviou a um comerciante sul-africano chamado Hewitt 282 prisioneiros, que foram alojados precariamente nos porões do "Eduard Bohlen", sem que lhes encon­trassem melhores possibilidades de acomodação, e com os quais não se sabia exatamente o que fazer, enquanto os Hereros não fossem completamente derrotados. Hewitt ficou entusiasmado com essa possibilidade e barganhou para que o preço fosse reduzido para 20 marcos por cabeça, com o argumento, considerado justo, de que os homens já estavam embarcados e ele não estava preparado para pagar pelas mercadorias despachadas o preço normal, além dos direitos alfandegários correspondentes.

Ele obteve os prisioneiros em con­dições mais favoráveis e o "Eduard Bohlen" partiu do porto de Swakopmund, a 20 de janeiro de 1904, em direção à Cidade do Cabo, na África do Sul, de onde os homens foram enviados para trabalhar nas minas.

Na verdade, foram os Hereros que iniciaram a guerra contra a administra­ção colonial alemã, durante a noite de 11 para 12 de janeiro de 1904, começan­do por destruir uma estrada de ferro e derrubar grande quantidade de postes telegráficos e continuando pelo massacre de surpresa de 123 trabalhadores alemães ainda adormecidos nas fazendas.Após algumas tentativas inúteis de apaziguamento da luta, o governo real de Berlim enviou o general-de-divisão Lothar von Trotha para comandar as tropas coloniais alemãs. Von Trotha ado­tou desde o início o conceito de uma guerra de extermínio, de acordo com o qual ele não procurou simplesmente vencer os Hereros por meios militares, mas os impeliu para o extermínio no deserto de Omaheke, onde ocupou todas as nascentes de água, provocando pura e simplesmente a morte de seus adver­sários pela sede. Esta estratégia foi tão bem-sucedida quanto fora cruel; foi re­latado que os sedentos cortavam as gargantas de seus animais para beber-lheso sangue e que finalmente esmagavam seus intestinos para deles retirar os úl­timos restos de umidade. Não obstante, acabaram morrendo.

Mas a guerra prosseguiu, mesmo depois de os Hereros terem sido aniqui­lados; determinou-se que os Namas, uma outra etnia, deveriam ser desarma­dos e subjugados enquanto as tropas alemãs ainda se encontrassem no território. Diferentemente dos Hereros, os Namas não ofereceram combate aberto, mas se limitaram a um combate de guerrilhas, que se tornou um grave problema para as tropas coloniais, que adotaram, por sua vez, uma estratégia diferente, a qual logo seria imitada com frequência ao longo do mortífero sé­culo 20: para retirar dos guerreiros os recursos sobre os quais se apoiavam, os alemães assassinaram as mulheres e filhos dos Namas ou os encerraram em campos de concentração.

A violência foi realizada sob a pressão das circunstâncias e produziu suas consequências. Estas permaneceram, originaram novos meios de aplicação da violência, que se foram tornando tanto mais amplos quanto mais eficientes se demonstravam. Isto porque a violência é inovadora: ela gera novos meios e encontra novas proporções. As tropas coloniais alemãs, não obstante, tiveram de combater os Namas durante mais de três anos. Além disso, nem todos os campos de concentração permaneceram sob controle do governo; também empresários privados, como a empresa de linhas marítimas Woermann, esta­beleceram seus próprios campos de trabalhos forçados.

Esta guerra de extermínio não foi somente um exemplo da impiedade da violência colonial, como um modelo para os genocídios futuros - por meio de seu propósito de total eliminação, cumprido pelo internamento nos campos estabelecidos, que significavam uma estratégia de extermínio por meio dos trabalhos forçados. Todos já ouvimos contar a história de suas consequências; o Departamento I dos escritórios do Estado-Maior, encarregado de redigir a história da guerra, escreveu orgulhosamente, em 1907, que nenhum esforço, nenhuma privação foram poupados "para que os inimigos fossem privados dos últimos vestígios de sua capacidade de resistência, pois metade deles foi morta nas regiões desérticas pela captura progressiva de todos os poços de água, até que, finalmente, sem mais energia, eles fossem sacrificados pela na­tureza de sua própria terra. 

O deserto sem água de Omaheke completou o que as armas alemãs haviam iniciado: a aniquilação da tribo dos Hereros." Isto se passou há cem anos; desde então, as formas de violência se modificaram, nem tanto em sua forma e aspecto, mas na maneira segundo a qual são refe­ridas. O Ocidente não costuma mais, salvo em casos excepcionais, empregar violência direta contra outros estados; as guerras são hoje empreendimentos realizados por longas cadeias de ação e numerosos atores, por meio dos quais a violência é delegada e se torna informe e invisível. As guerras do século 21 são pós-heróicas e apresentadas como sendo conduzidas de má-vontade pelas nações que as empreendem. E no que se refere ao orgulho nacional por ter sido alcançada a aniquilação de tribos selvagens... isto é coisa que, desde o holocausto dos judeus, se tornou impossível mencionar.

O "Eduard Bohlen" se enferruja hoje, semi-enterrado na areia do deserto da Namíbia e talvez tenha chegado o momento em que o modelo completo das sociedades ocidentais, com todas as suas conquistas de democracia, di­reitos humanos, liberdade, liberalidade, arte e cultura, sob o ponto de vista de um historiador do século 22, se demonstre tão irremediavelmente deslo­cado como nos parece hoje a visão do velho navio negreiro nadando no meio do deserto, um corpo estranho peculiar que dá a impressão de se ter originado em outro mundo. Isso no caso de ainda haver historiadores quan­do chegar o século 22.

Nota do Autor:

Esse é apenas um trecho do livro. Eu ainda não terminei de ler, mais é um livro muito interessante. Eu recomendo. Se gostou e deseja obter o livro, deixe o seu e-mail que enviarei.

Rios da Cidade de Salvador: Atraso e Contramão da História.

No momento, nos é vendida a ideia de que uma Salvador melhor, uma cidade do futuro, com infraestrutura eficiente e adequada está por ser construída, num curtíssimo espaço de tempo, visando o atendimento aos requisitos exigidos às cidades-sedes dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Porém, essa estratégia falaciosa não pode sanar o caos urbano instalado em nossa cidade, fruto de um déficit já histórico de planejamento e de investimentos em questões-chaves ao desenvolvimento urbano, e, ao qual se somam a pobreza e a marginalidade de imensa parcela dos soteropolitanos.

Salvador teve um período de planejamento, no qual as avenidas de fundo de vale foram concebidas, visando estruturar o sistema de deslocamento da população. Estas são ainda hoje as principais vias nas quais escoam (lentamente) carros, ônibus, caminhões e, atualmente, uma grande quantidade de motocicletas e bem poucas bicicletas.

Tais avenidas, assim como outros aspectos do tipo de crescimento urbano adotado em Salvador, causaram impactos ao escoamento dos rios, que outrora proporcionaram não só a fundação da cidade, como nela desempenhavam inúmeras funções urbanas.

Atualmente, os rios, constrangidos em suas larguras de cheia, têm ainda que dar conta de enormes volumes de águas que não tem mais como penetrar nos solos em função do rápido desaparecimento das áreas livres, especialmente as áreas verdes. E esses volumes, cada vez mais, incluem esgotos, sedimentos e lixo. Dessas relações, entre os nossos rios e a ocupação intensa e inadequada dos solos da cidade os problemas emergem: alagamentos, poluição, riscos de diversas ordens, incluindo à saúde pública, dentre outros.

Grandes cidades mundo a fora, incluindo algumas brasileiras, hoje buscam reverter o caos resultante dessa má conduta, insustentável sob o ponto de vista ambiental, social e econômico. Soluções ambientalmente  mais corretas passam por gerenciar integradamente a infraestrutura urbana, iniciando-se pela definição da ocupação do espaço com preservação de funções naturais como a infiltração e a rede natural de escoamento (os rios!), e a redução e controle das fontes de poluição.

Como alguns exemplos, nos EUA este tipo de desenvolvimento tem sido adotado e denominado Low Impact Development, ou Desenvolvimento de Baixo Impacto. Na Austrália tem sido denominado Water Sensitive Urban Design, algo como, Desenho Urbano Associado à Água. Na Europa um projeto denominado SWITCH (Sustainable Water Management in Cities of the Future) reflete essa tendência de mudança de rumo no trato das águas no meio urbano.

A remoção de represas obsoletas, a retirada do revestimento do fundo e das margens dos rios canalizados, o reordenamento das faixas laterais aos rios, com o replantio de vegetação para a criação de espaços livres para lazer, mas também para que o rio encha ocasionalmente, têm sido algumas das iniciativas visando a ‘renaturalização’ de áreas das cidades.

Essas ações visam a melhoria da qualidade paisagística e ambiental urbana, a restauração da função social dos rios e a melhoria da drenagem de águas das chuvas, além de outros benefícios.

Têm sido emblemáticas as iniciativas para despoluição e reintegração às cidades dos rios Tâmisa à Londres, Sena à Paris, Cheonggyecheon à Seul, dentre outros, e no Brasil os casos dos rios das Velhas à Belo Horizonte, rio Barigui à Curitiba, além de ações iniciais para melhoria do Tietê em São Paulo.

Salvador tem caminhado na contramão dessa tendência. Sob a égide da ganância imobiliária tem-se avançado desenfreadamente sobre áreas remanescentes de vegetação, aterrado lagoas e cursos d’água, na pressa em aproveitar o momento econômico de uma população de classe média que se endivida avidamente, e sem os limites de um efetivo e consequente ordenamento e controle do uso do solo urbano por parte do Poder Público.

Nesse contexto insustentável, a cobertura de rios em Salvador se tornou regra. Parece ser a única solução existente para esgotos nas águas, para os problemas de captação e destino dos esgotos e dos resíduos sólidos (lixo), e finalmente para o caso da presença de odores e de mosquitos. Esconder esses problemas sob tampões de concreto é a forma mais simples encontrada pela Administração Municipal, subsidiada por gordos recursos públicos federais (Ministério da Integração) e com a conivência da maioria dos membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente.

A cobertura do Rio dos Seixos, na Avenida Centenário, foi o início dessa nova fase da tecnologia anacrônica adotada em Salvador, a um custo de quase 30 milhões de reais. A seguir, no Imbuí, a um custo de 57 milhões de reais, um parque linear árido e cheio de edificações surge, não ao longo do rio, como vem ocorrendo em tantos lugares, mas sobre o rio das Pedras. Intervenções como essa denunciam a forma fragmentada e pontual de atuar sobre os rios, que, paradoxalmente, como corredores de água e matéria orgânica, são verdadeiros símbolos de continuidade e interdependência entre os seus diversos segmentos e trechos.

Neste momento, obras avançam para esconder o trecho do Rio Lucaia, confinado entre as pistas da Avenida Vasco da Gama (fotos), a um custo previsto de 49,84 milhões de reais! E outras obras similares estão anunciadas, enterrando nossos rios, e ‘rios’ de dinheiro público. Ressalte-se que no linguajar dos atuais administradores do Município, não temos ‘rios’, mas apenas ‘canais de esgoto’. Uma enorme miopia!

A falta de investimentos em infraestrutura viária, a entrega do solo urbano ao capital imobiliário, que não distingue elementos importantes da paisagem, tem gerado também enormes déficits no sistema de mobilidade e de espaços públicos em Salvador. Assim, esses aspectos da cidade, fundamentais para a qualidade de vida urbana, e que deveriam ser prioritários no processo de desenvolvimento urbano, servem agora também como argumentos para a destruição dos rios.

  

Por fim, é importante ressaltar, que alternativas técnicas para os problemas da cidade existem. A ‘solução única’ imposta pelos atuais administradores públicos segue uma lógica cega, de interesses econômicos (e políticos) e nega a participação social e a ação para um futuro mais responsável e com qualidade ambiental para Salvador. Temos a certeza que não há uma única solução para nossos problemas, e que estas também podem ser mais sustentáveis e inteligentes, e principalmente, fruto de discussões e aprofundamentos.

Salvador, 24 de outubro de 2011

Andrea Sousa Fontes (Profa. Dra. do CETEC/UFRB)
Angela Lühning (Prof. Titular da UFBA e Diretora da Fundação Pierre Verger)
Antonio Emilson A. de Carvalho (Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania)
Aruane Garzedin (Profa. Dra. da Faculdade de Arquitetura/UFBA)
Breno de Souza Pessoa (Técnico de Turismo do Programa de Turismo Sustentável do Pangea)
Catarina S. Camargo (Eng. Florestal) 
Catherine Prost (Profa. Dra. do Instituto de GeociÇencias/UFBA)
Cláudio Mascarenha (GERMEN)
Coletivo Socioambiental ORGANISMO
Cristina Maria Alves de Jesus (Condomínio do Empreendedor Cultural, Salvador-BA)
Cristina Maria Macêdo de Alencar (Profa. Dra. da UCSAL)
Edson Barreto de Almeida (Economista)
Elaine Aparecida Rodrigues (Fórum Pró Cidadania)
Eratóstenes de Almeida Fraga Lima (Engo. Sanitarista, Ambientalista)
Evanildo P. Lima (EMBASA)
Everaldo Magalhães Santos (Associação Comunitária Eldorado, Castro Alves-BA)
Fernando Martins Carvalho (Prof. Titular da Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA)
Fórum PRÓ CIDADANIA
Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBÁ)
GERMEN-Grupo de Defesa e Promoção Social
Hamilton M. de Assis (APS-BA; DN-PSOL; Círculo Palmarino Intersindical-BA)
Iara Brandão de Oliveira (Profa. Dra., Departamento de Engenharia Ambiental-UFBA)
INSTITUTO BÚZIOS
Jacira Azevedo Cancio (Engª. Sanitarista)
José Carlos Zanetti (Economista, Assessor de Projetos da CESE)
Juca Ulhôa Cintra Paes da Cunha (Economista)
Jussara Rocha Nascimento (Associação Movimento Paulo Jackson - Ética, Justiça, Cidadania)
Lafayette Dantas da Luz (Prof. Dr. da Escola Politécnica/UFBA)
Lavínia Adriana Soares Bomsucesso (Professora)
Léa Corrêa Pinto (Terrae Organização da Sociedade Civil e Movimento da Cidadania pelas Águas Florestas e Montanhas Iguassu Iterei)
Luiz Roberto Santos Moraes (Prof. Titular da Escola Politécnica/UFBA)
Marcele Silva do Valle (Advogada, Mestranda em Desenvolvimento
Regional e Meio Ambiente)
Marcelo Fernandes Pereira (Eng.º Civil, Sindicalista)
Marco Antônio Tomasoni (Prof. Dr. do Instituto de Geociências/UFBA)
Marcos Mendes (Geólogo, Mestre em Geologia Ambiental, Presidente
Estadual do PSOL BA)
Marcus Góes Dantas (Nutricionista do Hospital Aliança)
Maria Ângela Barreiros Cardoso (Arquiteta)
Maria Aparecida Santos de Aguiar (Professora da UESC)
Maria Cristina Nascimento Vieira (Educadora Ambiental - Rede de Educação Ambiental da Bahia)
Maria Elisabete Pereira dos Santos (Prof. Dra. da Escola de Administração/UFBA)
Maria Lúcia Politano Álvares (Engenheira Civil, MSc)
Maria Suzana Moura (Profa. Dra. da Escola de Administração/UFBA)
Maria Teresa Chenaud Sá de Oliveira (Engenheira Civil, MSc)
Movimento da Cidadania pelas Águas Florestas e Montanhas Iguassu Iterei
Nair Floresta Andrade Neta
Organização Sócio-Ambientalista JOGUELIMPO
Paulo Romero Guimarães Serrano de Andrade (Prof. Dr. do CETEC/UFRB)
Paulo Sergio Mettig Rocha (Diretor Acadêmico das FAMETTIG) 
Patrícia Campos Borja (Profa. Dra. da Escola Politécnica/UFBA)
Projeto Reh Nascer
Renato Paes Pegas da Cunha (Engo. Mecânico, Ambientalista)
Rogério Horlle (Engenheiro, Conselheiro do COMAM de Salvador, representando a AFA)
Sandra Bandeira Caria de Almeida ( Pedagoga)
Severino Soares Agra Filho (Prof. Dr. da Escola Politécnica/UFBA)
Sílvio Roberto Magalhães Orrico (Prof. Dr. de Saneamento da UEFS)
Sindicato de Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado da Bahia (SINDAE)
Stella Maris Miranda Sampaio
Tereza Moura (Profa. MSc. da UFBA)
TERRAE Organização da Sociedade Civil
Thiago Guimarães Siqueira (Psicólogo Ambiental, Professor e Pesquisador)
Vanessa Britto Silveira Cardoso (Engª Sanitarista e Ambiental e Conselheira da ABES/BA)
Waldeck Barretto D´Almeida(Psiquiatra e Psicodramatista)
Yvonilde Medeiros (Profa. Dra. da  Escola Politécnica/UFBA)
Zoraide Vilasboas (Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania)

Universidade Federal da Bahia - http://www.portal.ufba.br


Texto: Ativo, Passivo e Patrimônio Ambiental.

Ativo Ambiental
Os Ativos Ambientais representam os estoques dos insumos, peças, acessórios, etc. utilizados no processo de eliminação ou redução dos níveis de poluição; os investimentos em máquinas, equipamentos, instalações, etc., adquiridos ou produzidos com intenção de amenizar os impactos causados ao meio ambiente; os gastos com pesquisas, visando o desenvolvimento de tecnologias modernas, de médio e longo prazo, desde que constituam benefícios ou ações que irão refletir nos exercícios seguintes.

Ativos Ambientais são os bens adquiridos pela companhia que têm como finalidade controle, preservação e recuperação do meio ambiente. Neste sentido, RIBEIRO & GRATÃO (2000; p.4) dizem que recebem tal classificação parte dos estoques, especificamente aqueles destinados à finalidade referida. Tais estoques podem ser compostos por insumos que serão utilizados diretamente no processo produtivo, principalmente pelos que serão utilizados diretamente no processo produtivo, para eliminar, durante os procedimentos operacionais, o surgimento de resíduos poluentes. Podem ser itens que serão consumidos pós-operação, de forma a realizar a limpeza dos locais afetados ou a purificar os resíduos produtivos, como as águas, os gases, os resíduos sólidos que serão depostos, de alguma forma, no meio ambiente natural.

Existem algumas polêmicas na identificação dos ativos ambientais, devido o surgimento das "tecnologias limpas". Para RIBEIRO & GRATÃO (2000; p.4), essas tecnologias compreendem novos meios de produção, dotados de mecanismos que impedem a produção de refugos. Tratando-se de meios de produção e transformação, são ativos operacionais propriamente ditos e não ativos ambientais.

Os ativos operacionais podem sofrer desgaste acelerado em função de sua exposição obrigatória ao meio ambiente poluído. Nesse caso, de acordo com RIBEIRO & GRATÃO (2000; p.4), os efeitos do diferencial de vida útil, provocado por tal exposição, deve ser considerado como custo ambiental, dado que reflete as perdas decorrentes do meio ambiente poluído. Essa situação ficará patente nos casos em que os ativos possam ser comprados, com seus pares instalados, em ambientes menos afetados pela poluição.

As características dos ativos ambientais são diferentes de uma organização para outra, pois a diferença entre os vários processos operacionais das distintas atividades econômicas devem compreender todos os bens utilizados no processo de proteção, controle, conservação e preservação do meio ambiente.

Os Ativos Ambientais, todos decorrentes de investimentos na área do meio ambiente, deverão ser classificados em títulos contábeis específicos, identificando, de forma adequada, os estoques ambientais, o ativo permanente imobilizado ambiental e o diferido ambiental.

Os bens, cuja classificação se der no ativo permanente imobilizado ambiental e ativo permanente diferido ambiental, exceto aqueles de vida útil inferior a 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias, cujos valores serão excluídos, quando da apuração do Lucro Real, estão sujeitos à depreciação/amortização.

Passivo Ambiental

Passivo Ambiental representa toda e qualquer obrigação de curto e longos prazos, destinados única e exclusivamente a promover investimentos em prol de ações relacionadas a extinção ou amenização dos danos causados ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do exercício, com destinação compulsória, direcionado a investimentos na área ambiental.
SPROUSE & MOONITZ, apud KRAEMER (2000; p. 22) afirmam que “passivos são obrigações que exigem a entrega de ativos ou prestação de serviços em um momento futuro, em decorrência de transações passadas ou presentes”.

Passivos ambientais, referem-se segundo MARTINS & DE LUCA (1994; p.27), a benefícios econômicos, que serão sacrificados em função de obrigações contraídas perante terceiros, para preservação e proteção ao meio ambiente. Têm origem em gastos relativos ao meio ambiente, que podem se constituir em despesas do período atual ou anteriores, aquisição de bens permanentes, ou na existência de riscos de esses gastos virem a se efetivar (contingências).

Os Passivos Ambientais, conforme RIBEIRO & GRATÃO (2000; p.5), ficaram amplamente conhecidos pela sua conotação mais negativa, ou seja, as empresas que o possuem agrediram significativamente o meio ambiente e, dessa forma, têm que pagar vultosas quantias a título de indenização de terceiros, de multas e para a recuperação de áreas danificadas.

As autoras colocam como exemplo: a) os gastos assumidos pela Exxon, no caso do acidente com o petroleiro Valdez, no Alaska; b) o caso da Petrobrás, na década de 80, no qual a região de Cubatão, no interior do Estado de São Paulo, foi seriamente afetada pelo vazamento de óleo, que culminou com a explosão de várias moradias; e c) mais recente, em janeiro de 2000, o vazamento nas instalações da mesma empresa que provocou o derramamento de milhares de litros do óleo no mar na Baía da Guanabara, causando a morte de várias espécies de aves e peixes, além de afetar seriamente a vida das populações locais que viviam da atividade pesqueira. Tais situações exigiram enormes gastos dessas empresas e, o que é pior, gastos imediatos, sem qualquer forma de planejamento, o que afeta drasticamente qualquer programação de fluxo de disponibilidades, independentemente do porte da organização. Tão alto quanto os custos dos recursos físicos necessários para a reparação dos danos provocados pelas referidas situações, ou até mais, são os gastos requeridos para retração da imagem da empresa e de seus produtos, essencialmente, quando tais eventos são alvo da mídia e da atenção dos ambientalistas e ONGs.

Deve-se ressaltar que os passivos ambientais, como dizem as autoras, não têm origem apenas em fatos de conotação tão negativa. Eles podem ser originários de atitudes ambientalmente responsáveis como os decorrentes da manutenção de sistema de gerenciamento ambiental, os quais requerem pessoas (que recebem uma remuneração) para a sua operacionalização. Tais sistemas exigem ainda a aquisição de insumos. Máquinas, equipamentos, instalações para funcionamento, o que, muitas vezes, será feito na forma de financiamento direto dos fornecedores ou por meio de instituição de crédito.

Esses são os passivos que devem dar origem aos custos ambientais, já que são inerentes à manutenção normal do processo operacional da companhia. Para JUNIOR (1999; p.6), um Passivo Ambiental deve ser reconhecido, quando existe uma obrigação por parte da empresa que incorreu em um custo ambiental ainda não desembolsado, desde que atenda ao critério de reconhecimento como uma obrigação. Portanto, esse tipo de passivo é definido como sendo ma obrigação presente que surgiu de eventos passados.

Patrimônio Ambiental

O patrimônio ambiental é composto pelo conjunto dos ativos e passivos ambientais. De acordo com RIBEIRO & GRATÃO (2000; p.7), não há que se pensar em sua identificação física, já que os recursos próprios são formados ao longo da existência da companhia e são utilizados indistintamente nas mais variadas necessidades apresentadas pelo processo operacional da empresa, não cabendo, portanto, a identificação do capital ambiental ou das reservas de lucros ambientais.

Há sim, a possibilidade de identificação de uma Reserva de Lucros para Contingências Ambientais, sendo, contudo, decorrente de uma situação muito específica em que seja prevista a existência de uma significativa e inevitável perda no futuro.

Assim, o patrimônio ambiental embora existente, não é passível de segregação dos elementos que compõem o patrimônio líquido na sua forma tradicional.

 Fonte: Aulas sobre Patrimônio Ambiental.

Estiagem na Amazônia em 2010.

A grave seca que assolou a região amazônica nos últimos meses deixou diversas comunidades isoladas devido à falta de navegabilidade dos rios.  O Rio Negro, um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, registrou o nível  mais baixo dos últimos 40 anos.

São várias imagens registradas: Barco no meio do leito seco do Rio Negro, em Manaus. Amazonas, 25 de outubro de 2010, Ribeirinho enfrenta a seca que atinge o Rio Negro, em Manaus. A seca castiga a população ribeirinha de quatro municípios banhados pelo rio. Amazonas, 21 de outubro de 2010, Peixe morto no leito do Rio Solimões. Amazonas, 3 de novembro de 2010 e muito mais.

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Fonte: Especiais IG

Geleiras: Um espetáculo no Planeta Terra!

As geleiras são os maiores objetos móveis que existem no mundo. São imensos rios de gelo que se formam em áreas em que o volume de neve que cai a cada inverno é maior do que o que derrete a cada verão. A escala das geleiras é realmente gigantesca - as que formam a cobertura de gelo que existe sobre a Groenlândia detêm gelo suficiente para envolver toda a Terra em um manto nevado de cinco metros de espessura. As geleiras da Antártida são tão pesadas que efetivamente alteram a forma do planeta. E, talvez o mais importante, 3/4 do suprimento total de água fresca do mundo estão congelados em forma de geleira.

A força inexorável das geleiras escava lagos, desgasta montanhas, dispersa estranhas formações rochosas pelo campo e reduz rochas a uma poeira fina. As águas geradas pelo derretimento de geleiras criaram as mais espetaculares inundações na história do planeta. Algumas geleiras represam rios, criando lagos por trás delas. Algumas se formam sob vulcões adormecidos - caso estes entrem em erupção, o magma quente explodirá o gelo e torrentes de água geradas pelo derretimento deslizarão encosta abaixo. Existe uma boa chance de que a paisagem na qual você hoje vive tenha sido moldada por geleiras milhares de anos atrás, durante as chamadas eras glaciais, quando as geleiras recobriam superfícies três vezes maiores do que as atuais.

Curiosidades sobre as geleiras

Geleiras alpinas podem ter de 10 a centenas de metros de espessura. Em alguns lugares, a camada de gelo da Antártida tem quatro quilômetros de espessura.

Cerca de 10% da massa terrestre do planeta está recoberta por geleiras.

Durante a mais recente era glacial, as geleiras recobriam cerca de 1/3 do planeta.

Cerca de 75% da água doce do mundo está congelada em geleiras.

A Antártida está coberta por quase 25 milhões de km3 de gelo.


Manter toda essa água congelada tem imenso efeito sobre o nível do mar. No fim da última era glacial, o nível do mar era 120 metros mais baixo.

Se todas as atuais geleiras derretessem (incluindo o gelo da Antártida, do Ártico e da Groenlândia), o nível do mar subiria cerca de 200 metros.


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Nota do Autor:

Cenas incríveis não? Fico impressionado e até sem palavras. 
 E você o que achou das imagens?

Fonte: Adrenaline Uol

Os Maiores Desertos da Terra!

Deserto, em geografia, é uma região que recebe pouca precipitação pluviométrica. Como conseqüência, os desertos têm a reputação de serem capazes de sustentar pouca vida. Comparando-se com regiões mais úmidas isto pode ser verdade, porém, examinando-se mais detalhadamente, os desertos freqüentemente abrigam uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida (especialmente durante o dia) para conservar umidade. Aproximadamente 20% da superfície continental da Terra são desérticos.

As paisagens desérticas têm alguns elementos em comum. O solo do deserto é principalmente composto de areia, e dunas podem estar presentes. Paisagens de solo rochoso são típicas, e refletem o reduzido desenvolvimento do solo e a escassez de vegetação. As terras baixas podem ser planícies cobertas com sal. Os processos de erosão eólica (isto é, provocados pelo vento) são importantes fatores na formação de paisagens desérticas.

Os desertos algumas vezes contêm depósitos minerais valiosos que foram formados no ambiente árido ou que foram expostos pela erosão. Por serem locais secos, os desertos são locais ideais para a preservação de artefatos humanos e fósseis. Sua vegetação é constituída por gramíneos e pequenos arbustos, é rala e espaçada, ocupando apenas lugares em que a pouca água existente pode se acumular (fendas do solo ou debaixo das rochas). As maiores regiões desérticas do globo situam-se na África (deserto do Saara) e na Ásia (deserto de Gobi).

A fauna predominante no deserto é composta por animais roedores (ratos-cangurus), por répteis (serpentes e lagartos), e por insetos. Os animais e plantas têm marcantes adaptações à falta de água. Muitos animais saem das tocas somente à noite, e outros podem passar a vida inteira sem beber água, extraindo-a do alimento que ingerem.

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Os 10 maiores desertos da Terra

01) Antarctic Desert (Antarctica) - 13,829,430 km²
02) Arctic - 13,700,000 km²
03) Sahara (Africa) - 9,100,000 km²
04) Arabian Desert (Middle East) - 2,330,000 km²
05) Gobi Desert (Asia) - 1,300,000 km²
06) Kalahari Desert (Africa) - 900,000 km²
07) Patagonian Desert (South America) - 670,000 km²
08) Great Victoria Desert (Australia) - 647,000 km²
09) Syrian Desert (Middle East) - 520,000 km²
10) Great Basin Desert (North America) - 492,000 km²


Nota do Autor:

Cenas incríveis não? Fico impressionado e até sem palavras. 
 E você o que achou das imagens?

Fonte: Adrenaline Uol

Indústria de Processos Químicos: A Indústria dos Plásticos

Esse trabalho foi apresentado para a disciplina de Processos Industriais e Sustentabilidade. O tema do meu grupo foi: A Indústria de Processos Químicos - A Indústria do Plástico. Na apresentação abordamos os seguintes tópicos:

O que é o plástico?, Histórico, Fluxograma para obter a Matéria-Prima, Fluxograma do Processo de Extrusão, Fluxograma do Processo do Sopro, Fluxograma do Processo de Injeção, Parte 1- Petróleo, Parte 2 - Cadeias de Hidrocarbonetos, Parte 3 - Refinaria de Petróleo, Parte 4 - A Nafta, e muito mais. Confira na apresentação abaixo.

Sou Ecológico - Muito Mais Eco
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