4 Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) 2013 - Resíduos Sólidos.
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China se recusa a pagar por emissões de CO2 de aviões na Europa.

Todas as companhias aéreas, europeias ou estrangeiras, cujos voos têm partida ou chegada nos países do continente europeu, terão de pagar pela poluição atmosférica que produzem na Europa 
Foto: Kossy@FINEDAYS

A Comissão Europeia (CE) anunciou no sábado, 18 de maio, que oito empresas aéreas da China e duas da Índia correm o risco de receber multas de mais de US$ 3 milhões (cerca de R$ 6 milhões) por conta do não pagamento correspondente a suas emissões de gases que provocam o efeito estufa (GEE) dentro do bloco europeu. O EcoD mostrou em dezembro de 2011 que todas as companhias aéreas, europeias ou estrangeiras, cujos voos têm partida ou chegada nos países do continente europeu, terão de pagar pela poluição atmosférica que produzem na Europa a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE).

No entanto, o gigante asiático não pagará pelas emissões de dióxido de carbono de seus aviões na Europa, afirmou uma fonte da aviação civil chinesa ao jornal China Daily. "O governo chinês não aceitará nenhuma medida unilateral e obrigatória", adiantou Yan Mingchi, vice-diretor geral do departamento de regulamentação na Administração da Aviação Civil. A UE incluiu em 2012 as empresas aéreas no ETS, o que motivou reclamações dos Estados Unidos e da China, que afirmam que a taxa viola o direito internacional.

"As aeronaves em países em desenvolvimento deveriam receber suporte financeiro e tecnológico em seus esforços para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas", defendeu Mingchi.

De acordo com a CE, os países-membros podem aplicar multas às empresas aéreas sob os termos do Sistema de Negociação de Emissões (ETS) da UE, elaborado para reduzir a emissão de dióxido de carbono.

Medida polêmica

Em uma iniciativa que gerou muita controvérsia, a UE incluiu em 2012 as empresas aéreas no ETS, o que motivou reclamações dos Estados Unidos e da China, que afirmam que a taxa viola o direito internacional. Segundo a CE, quase todas as empresas aéreas assumiram as obrigações pelo ETS, mas oito empresas chinesas e duas indianas decidiram não pagar. A dívida das empresas chinesas chegaria a 2,4 milhões de euros (mais de R$ 5 milhões).

O objetivo da UE é aliviar o impacto da aviação no aquecimento global, uma vez que as emissões do setor representam 3% dos gases de efeito estufa gerados pelo bloco formado por 27 países, e são as que mais crescem no continente. A taxa de carbono obriga as companhias que voam em território da UE a pagar pelo equivalente a 15% de suas emissões de dióxido de carbono, ou 32 milhões de toneladas de CO2. A Comissão Europeia calcula que a taxa vai obrigar as companhias a acrescentar entre 4 e 24 euros no preço dos voos de longo percurso.

E você, qual é a sua opinião a respeito? Os países do Mercosul (entre eles o Brasil) deveriam tomar medida semelhante a da União Europeia?

Fonte: iBahia

'O aquecimento global é uma mentira', é o que afirma o Climatologista Ricardo Augusto.

Confiram a entrevista realizada com o Climatologista Ricardo Augusto (Prof.Departamento de Geografia da USP que Estuda Climatologia) no Programa do Jô exibida no dia 02/05/2012. O mesmo defendeu com toda garra que esse negócio de aquecimento global não existe, no entanto não chegou a citar e nem mesmo a comentar sobre alguns dos documentários mais conhecidos pelo mundo: (Uma Verdade Inconveniente (Al Gore)), (Uma Verdade mais que Inconveniente (Karen Soeters)) e nem mesmo um outro bastante conhecimento (A Grande farsa do Aquecimento Global - Exibido no canal britânico). No meu ponto de vista falta muito conhecimento para ele falar sobre aquecimento global.

Confira algumas frases ditas pelo Climatologista destacadas por mim:

  1. Aquecimento Global não tem provas científicas;
  2. Se cortasse árvores não ia mudar o clima do planeta;
  3. O homem mexe no planeta e não mexe nada;
  4. O nível do mar não está subindo;
  5. Efeito estufa é uma física impossível;
  6. Efeito estufa Conceito científico que não exite;
  7. Afirma que não há o efeito estufa;
  8. Camada de ozônio é uma coisa que não existe;
  9. CFCs não destrói a camada de ozônio;
  10. A influência do desmatamento no clima global não existe;

ASSISTAM A ENTREVISTA



Depois dessa entrevista eu não sei se fico mais aliviado ou mais preocupado.

Para quem quer baixar os documentários que citei acima acesse o meu blog. No final do blog tem vários documentários. Vou publicar esse vídeo em meu blog vai ser um ótimo debate.


E PARA VOCÊ O AQUECIMENTO GLOBAL EXISTE OU NÃO EXISTE? COMENTE!


Texto escrito por: Franklin Oliveira
Citações: Retiradas da entrevista
Fonte da entrevista: Programa do Jô

A Hora do Planeta é hoje e já começou: O Blog Sou Ecológico apoia essa ação

A Hora do Planeta é hoje. Apague suas luzes às 20h30.

A Ilha de Samoa foi a primeira a apagar suas luzes pela Hora do Planeta, às 5:30 do horário de Brasília. Aqui no Brasil, todas as capitais estaduais e Brasília aderiram formalmente à Hora do Planeta.  130 cidades apagarão as luzes de mais de 550 monumentos e pontos turísticos ou históricos significativos. 

A Ilha de Samoa foi a primeira a apagar suas luzes pela Hora do Planeta, às 5:30 do horário de Brasília. O Aeroporto Internacional de Faleolo ficou escuro e a comunidade se reuniu no local para lançar uma série de atividades sustentáveis que realizarão no próximo ano, ilustrando o seu compromisso para um futuro mais limpo e seguro.

Até o ano passado, Samoa era o último recanto da terra a apagar as luzes pela Hora do Planeta. A ilha tinha seu horário diferenciado dos vizinhos Asiáticos desde 1892, quando foram convencidos pelos negociantes americanos a mudar seu horário para coincidir com o do leste da linha internacional de fusos horários, de forma a facilitar os negócios com a costa oeste dos Estados Unidos.

Com a mudança, o último lugar a apagar suas luzes após a onda global da Hora do Planeta será as Ilhas Cook, também no Oceano Pacífico.

Um dos primeiros monumentos do mundo a ficar no escuro foi o Auckland Sky Tower, o edifício mais alto da Nova Zelândia. Os mercados noturnos na cidade de Tauranga, também na Nova Zelândia, também reuniram uma grande multidão. Em Fiji, apesar das inundações devastadoras, as luzes também já foram apagadas.  

Este ano, 150 países e territórios já estão enviando e ainda enviarão a mensagem de alerta a todo o mundo para o combate às mudanças climáticas.  6.494 cidades apagarão suas luzes exatamente às 20h30, hora local.

A Hora do Planeta começou em 2007 com uma iniciativa da cidade de Sidney, na Austrália, e vem crescendo para se tornar a maior ação voluntária pelo planeta da terra. 

"Com o apagar das luzes em todo o mundo, queremos que todos se lembrem que esta hora de escuridão é a inspiração para o que está por vir - um compromisso de todos nós para fazer mudanças ambientais positivas em nossas vidas. Comece por fazer o seu próprio compromisso e incentive aqueles ao seu redor a fazer o mesmo ", disse o co-fundador e diretor-executivo da Hora do Planeta, Andy Ridley.

O apagar das luzes é um ato simbólico – simples e factível – que a campanha Hora do Planeta estabeleceu para sinalizar aos governantes do mundo sobre a necessidade de que providências sejam tomadas agora para minimizar as mudanças climáticas.

Brasil: está chegando a Hora 
Aqui no Brasil, todas as capitais estaduais e Brasília aderiram formalmente à Hora do Planeta.  130 cidades apagarão as luzes de mais de 550 monumentos e pontos turísticos ou históricos significativos.  

No Rio de Janeiro, cidade-âncora do evento deste ano, serão apagados o Arpoador, a Igreja da Penha, o Cristo Redentor, o Jockey Club, entre outros monumentos. O evento organizado pelo WWF-Brasil acontecerá no Arpoador com atrações musicais e artísticas e iluminação de LED.

“Queremos que todos venham participar conosco da Hora do Planeta para assumirmos celebramos esse movimento mundial e reforçarmos o compromisso de fazermos as mudanças que queremos no país e no mundo por um futuro mais sustentável”, afirmou Regina Cavini, superintendente de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil.

Fonte: WWF BRASIL

Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: O papel do carbono

De acordo com a publicação Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global (PDF 3.044 KB - Baixar Arquivo), do Ipam, as duas principais fontes antropogênicas que contribuem para as emissões de gases de efeito estufa são a queima de combustíveis fósseis (gás natural, carvão mineral e especialmente petróleo) e o desmatamento.

A queima dos combustíveis fósseis ocorre principalmente devido ao setor de produção de energia (termelétricas), industrial e de transporte (automóveis, ônibus, aviões, etc.). Além disso, os reservatórios naturais de carbono e os ecossistemas com a capacidade de absorver CO2, chamados de sumidouros, também estão sendo afetados por ações antrópicas.

Já as florestas, que representam um importante estoque natural de carbono, estão cada vez mais sofrendo desmatamentos e queimadas. Essas ações humanas liberam o carbono armazenado na biomassa florestal para a atmosfera, na forma de CO2, contribuindo para o aumento do efeito estufa.

O clima na imprensa
45% dos textos sobre mudanças climáticas publicados em 50 periódicos, no período 2005-2007, mencionaram gases geradores do efeito estufa. Porém menos da metade desse material explicita as fontes de emissão desses gases.
Já 6% de todos os artigos, editoriais, entrevistas, colunas e matérias veiculados – independentemente de mencionarem gases ou não – salientam a importância do desmatamento para o efeito estufa, especialmente no caso brasileiro.
Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.


Ainda de acordo com a publicação, a concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar a partir da revolução industrial (final do século XVIII), que demandou a queima de carvão mineral e petróleo como fontes de energia.

Desde então houve um aumento de 280ppm (partes por milhão) no ano de 1750 para uma média de 379ppm em 2005, o que representa um incremento de aproximadamente 31%. “Este acréscimo implica o aumento da capacidade da atmosfera em reter calor e, conseqüentemente, da temperatura do planeta”, diz o texto.

A concentração de CO2 na atmosfera até 2100 pode alcançar valores de 540 a 970ppm – entre 90% e 250% acima do nível de 1750. Esse cenário de emissões representa um futuro preocupante para os habitantes do planeta. O nível de CO2 na atmosfera deve ser mantido entre 350 e 400ppm para que o aumento da temperatura global não ultrapasse 2°C em relação aos níveis do período pré-industrial evitando, assim, uma interferência perigosa no clima.


O ciclo do carbono


Ainda de acordo com a publicação Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global, elaborada pelo Ipam, o carbono é um elemento básico na composição dos organismos, indispensável para a vida no planeta. Ele é estocado na atmosfera, nos oceanos, nos solos, nas rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural).

Contudo, diz a publicação, o carbono não permanece fixo em nenhum desses estoques. Existe uma série de interações por meio das quais ocorre a transferência de carbono de um estoque para outro (fluxos), como se pode ver na figura 6, a seguir. Muitos organismos nos ecossistemas terrestres e nos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2). São os chamados sumidouros de carbono. Eles atuam como ralos, retirando da atmosfera mais carbono do que emitem.




Por outro lado, os vários organismos, tanto plantas como animais, emitem carbono para a atmosfera mediante o processo de respiração. Além disso, devemos levar em conta o importante intercâmbio de carbono entre os oceanos e a atmosfera.

Nesse cenário, o fator problemático, como vimos anteriormente, está na liberação de carbono via queima de combustíveis fósseis e por mudanças no uso da terra (desmatamentos e queimadas, principalmente). Desenvolvidas de forma consciente pelo ser humano, essas atividades alteram os fluxos naturais entre os estoques de carbono e têm um papel fundamental na mudança do clima do planeta.

As emissões anuais de carbono pela queima de combustíveis fósseis – que contribui com a maior parte das emissões globais – foram de aproximadamente 7,2 bilhões de toneladas (média de 2000 a 2005). Já as emissões por mudança de uso do solo atingiram 1,6 bilhão de toneladas (vale lembrar que 1 tonelada de carbono é igual a 3,67 toneladas de CO2).

* A seção Ciência do Clima foi construída com base no paper Mudanças Climáticas Globais: Conceitos e Implicações, produzido para a ANDI pelo físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo.


Fonte: Mudanças Climáticas


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Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: A Terra aquece de forma incessante


Segundo o relatório da Nasa, a temperatura média no mundo todo em 2011 foi de 0,51º C mais quente que a linha de base de meados do século XX, e é uma tendência contínua. Assim, os primeiros 11 anos do atual século tiveram temperaturas notavelmente mais altas em comparação com o século XX.

Para Ángel Rivera, porta-voz da Agência Estatal de Meteorologia da Espanha, "A única causa, e os modelos numéricos o confirmam, é que está muito ligado ao efeito dos gases-estufa. "Os cálculos indicam que são estas emissões de dióxido de carbono, CO2, e não outra causa, a que pode forçar este aumento de temperaturas a se mostrar realmente significativo nos últimos anos".

"A onda de ar quente do sul rumo ao norte está dando lugar a maiores fusões no Ártico. Depois, o aumento de água doce acaba influindo nas correntes de ar e, portanto, na criação de anticiclones e tempestades. Essa fusão do Ártico é um dos sinais mais claros de que o planeta esquenta e, sem dúvida, isso tem repercussões na circulação global do planeta, embora não saibamos exatamente como", destaca Rivera.

O Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da Nasa em Nova York, que supervisiona a temperatura da superfície terrestre de forma permanente, divulgou uma análise atualizada que mostra as temperaturas no mundo todo em 2011, em comparação com a temperatura média global de meados do século XX.

Segundo este relatório, a temperatura média no mundo todo em 2011 foi de 0,92º F (0,51º C) mais quente que a linha de base de meados do século XX, e é uma tendência contínua. Assim, os primeiros 11 anos do atual século tiveram temperaturas notavelmente mais altas em comparação com o século XX.

Fonte: Verde Msn

Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: Meat The Truth - Uma verdade mais que inconveniente (legendado)

 

Meat the Truth é um documentário que faz um adendo aos filmes anteriores sobre as mudanças climáticas. Embora estes filmes têm conseguido chamar a atenção do público para a questão do aquecimento global, têm ignorado repetidamente uma das mais importantes causas da mudança climática por motivos políticos: a pecuária intensiva. Meat the Truth chama a atenção para isso, demonstrando que a criação de gado gera mais emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo que todos os carros, caminhões, trens, barcos e aviões somados.

ASSISTA AO DOCUMENTÁRIO COMPLETO
Fonte do texto/imagens: Cine Players

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Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: Crédito de Carbono


1. O que é o comércio de crédito de carbono?

É um sistema que funciona com a compra e venda de unidades correspondentes à redução da emissão de gases que causam o efeito estufa. Os créditos são obtidos com o corte das emissões por países ou empresas.

2. O que são GEEs?

São os gases do efeito estufa, que contribuem para o fenômeno de aquecimento do planeta. Entre eles estão o dióxido de carbono, o monóxido de carbono, metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio.

3. Como o mercado funciona na prática?

Países ou empresas que conseguem reduzir suas emissões abaixo das metas do Protocolo de Kioto geram créditos por essa redução excedente. Depois, eles podem vender esses créditos aos países que poluem acima de suas metas.

4. Quanto vale cada crédito?

Quando um país ou empresa consegue reduzir sua emissão em uma tonelada de CO2, ganha um crédito. Os créditos de carbono são considerados commodities e podem ser vendidos nos mercados financeiros nacionais e internacionais.

5. Quem lucra com isso?

Além dos vendedores de créditos (ou seja, aqueles que reduzem suas emissões de forma mais eficaz), todos acabam ganhando com o sistema. Quem ainda não consegue cortar suas emissões é incentivado a buscar soluções para deixar de gastar com os créditos.

6. Os créditos de carbono já funcionam no Brasil?

No ano passado, o Brasil já possuía 61 empresas com créditos emitidos, totalizando 11,3 milhões de toneladas de CO2 que deixaram de ir para a atmosfera. Esses créditos produziram uma receita equivalente a 90,4 milhões de euros.

7. De quais setores eram essas empresas?

Papel e celulose, usinas de açúcar, madeireiras e fábricas em geral. A Prefeitura de São Paulo também entrou no mercado, que promoveu dois leilões de créditos de carbono do aterro Sanitário Bandeirantes, na zona norte da cidade, em 2007 e 2008.

ASSISTA A REPORTAGEM SOBRE SEQUESTRO DE CARBONO


Fonte: Veja Abril

Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: A Camada de Ozônio


O que é a camada de ozônio?

Em volta da Terra há uma frágil camada de um gás chamado ozônio (O3), que protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do ar das cidades e a chuva ácida. Mas, nas alturas da estratosfera (entre 25 e 30 km acima da superfície), é um filtro a favor da vida. Sem ele, os raios ultravioleta poderiam aniquilar todas as formas de vida no planeta.
Na atmosfera, a presença da radiação ultravioleta desencadeia um processo natural que leva à contínua formação e fragmentação do ozônio, como na imagem abaixo:

O que está acontecendo com a camada de ozônio?

Há evidências científicas de que substâncias fabricadas pelo homem estão destruindo a camada de ozônio. Em 1977, cientistas britânicos detectaram pela primeira vez a existência de um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. Desde então, têm se acumulado registros de que a camada está se tornando mais fina em várias partes do mundo, especialmente nas regiões próximas do Pólo Sul e, recentemente, do Pólo Norte.

Diversas substâncias químicas acabam destruindo o ozônio quando reagem com ele. Tais substâncias contribuem também para o aquecimento do planeta, conhecido como efeito estufa. A lista negra dos produtos danosos à camada de ozônio inclui os óxidos nítricos e nitrosos expelidos pelos exaustores dos veículos e o CO2 produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Mas, em termos de efeitos destrutivos sobre a camada de ozônio, nada se compara ao grupo de gases chamado clorofluorcarbonos, os CFCs.

Como os CFCs destroem a camada de ozônio?

Depois de liberados no ar, os CFCs (usados como propelentes em aerossóis, como isolantes em equipamentos de refrigeração e para produzir materiais plásticos) levam cerca de oito anos para chegar à estratosfera onde, atingidos pela radiação ultravioleta, se desintegram e liberam cloro. Por sua vez, o cloro reage com o ozônio que, consequentemente, é transformado em oxigênio (O2). O problema é que o oxigênio não é capaz de proteger o planeta dos raios ultravioleta. Uma única molécula de CFC pode destruir 100 mil moléculas de ozônio.

A quebra dos gases CFCs é danosa ao processo natural de formação do ozônio. Quando um desses gases (CFCl3) se fragmenta, um átomo de cloro é liberado e reage com o ozônio. O resultado é a formação de uma molécula de oxigênio e de uma molécula de monóxido de cloro. Mais tarde, depois de uma série de reações, um outro átomo de cloro será liberado e voltará a novamente desencadear a destruição do ozônio.

Quais os problemas causados pelos raios ultravioleta?

Apesar de a camada de ozônio absorver a maior parte da radiação ultravioleta, uma pequena porção atinge a superfície da Terra. É essa radiação que acaba provocando o câncer de pele, que mata milhares de pessoas por ano em todo o mundo. A radiação ultravioleta afeta também o sistema imunológico, minando a resistência humana a doenças como herpes.

Os seres humanos não são os únicos atingidos pelos raios ultravioleta. Todos as formas de vida, inclusive plantas, podem ser debilitadas. Acredita-se que níveis mais altos da radiação podem diminuir a produção agrícola, o que reduziria a oferta de alimentos. A vida marinha também está seriamente ameaçada, especialmente o plâncton (plantas e animais microscópicos) que vive na superfície do mar. Esses organismos minúsculos estão na base da cadeia alimentar marinha e absorvem mais da metade das emissões de dióxido de carbono (CO2) do planeta.

O que é exatamente o buraco na camada de ozônio?

Uma série de fatores climáticos faz da estratosfera sobre a Antártida uma região especialmente suscetível à destruição do ozônio. Toda primavera, no Hemisfério Sul, aparece um buraco na camada de ozônio sobre o continente. Os cientistas observaram que o buraco vem crescendo e que seus efeitos têm se tornado mais evidentes. Médicos da região têm relatado uma ocorrência anormal de pessoas com alergias e problemas de pele e visão.

O Hemisfério Norte também é atingido: os Estados Unidos, a maior parte da Europa, o norte da China e o Japão já perderam 6% da proteção de ozônio. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) calcula que cada 1% de perda da camada de ozônio cause 50 mil novos casos de câncer de pele e 100 mil novos casos de cegueira, causados por catarata, em todo o mundo.

Fonte: WWF Brasil



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Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas

Semana sobre 
Aquecimento Global e Mudanças Climáticas

Seja bem vindo (a) a semana sobre o Aquecimento Global e Mudanças Climáticas. Como prometido, estarei durante toda a semana, publicando diversos assuntos sobre esses temas.

O que é aquecimento global?
 
O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar. 

O que é efeito estufa?
 
O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra.

Quais as causas das mudanças climáticas?
 
As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontece quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver. 

Como são lançados os gases de efeito estufa?
 
Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs). 

Quais os efeitos do aquecimento global?
 
São várias as consequências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas. 

Como o desmatamento influencia na mudança do clima?
 
Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento. 

Quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa?
 
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

O que é eficiência energética?
 
Eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.

O que são energias renováveis não convencionais?
 
São energias que não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos. 

O que é Convenção do Clima?
 
É uma reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) onde os países membros discutem as questões mais importantes sobre mudanças climáticas. A primeira convenção mundial aconteceu em 1992. O nome oficial do evento é Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, sigla em inglês). 

O que é Protocolo de Quioto?

É o único tratado internacional que estipula reduções obrigatórias de emissões causadoras do efeito estufa. O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Quioto. 

O que é Fundo de Adaptação?
 
Um mecanismo financiado pelos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Hoje, cada projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) paga 2% do seu valor para este Fundo, mas o dinheiro ainda não está sendo empregado. 

O que é MDL?

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.


Fonte: WWF Brasil
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