Água potável de 16 capitais contém substâncias nocivas à saúde humana.

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17 junho 2012

A água que você consome pode lhe fazer mal. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concluiu que a água potável fornecida em 16 capitais brasileiras está contaminada por substâncias que podem ser nocivas à saúde humana. Os pesquisadores.


Água potável contém elementos nocivos que não são monitorados pelas concessionárias/Foto: Barefoot Photographers

A água que você consome pode lhe fazer mal. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concluiu que a água potável fornecida em 16 capitais brasileiras está contaminada por substâncias que podem ser nocivas à saúde humana.

Os pesquisadores identificaram, em concentrações variadas, substâncias como cafeína, atrazina (herbicida), fenolftaleína (laxante) e triclosan (contida em produtos de higiene pessoal).

Embora tenham efeitos nocivos comprovados, as substâncias detectadas não fazem parte da lista de compostos que devem ser monitorados pelas concessionárias de água, antes de distribuí-la como potável.

Danos

Segundo os pesquisadores, há estudos científicos que apontam que essas substâncias têm causado sérios danos aos seres aquáticos. “Está comprovado, por exemplo, que eles podem provocar a feminização de peixes, alteração de desenvolvimento de moluscos e anfíbios e decréscimo de fertilidade de aves”, afirmou o professor do Instituto de Química da Unicamp, Wilson Figueredo Jardim, à Agência Brasil.

O pesquisador explicou que os contaminantes não legislados, especialmente hormônios naturais e sintéticos como o estrógeno, podem provocar mudanças no sistema endócrino de homens e mulheres. “Nós não temos nada pesquisado sobre a exposição humana a esses compostos, porque é uma exposição crônica e basicamente leva anos para se ter alguma evidência. A gente então tem de esperar muito tempo”, ressaltou.

Defasagem

A análise da água potável é realizada pelas concessionárias distribuidoras baseado em portaria do Ministério da Saúde, que determina quais substâncias devem ser monitoradas.

A portaria sofre frequentes atualizações, mas, segundo o professor, as mudanças não são feitas na velocidade ideal.

Fonte: iBahia
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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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