Semana: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: O papel do carbono

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29 março 2012

De acordo com a publicação Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global (PDF 3.044 KB - Baixar Arquivo), do Ipam, as duas principais fontes antropogênicas que contribuem para as emissões de gases de efeito estufa são a queima de combustíveis fósseis (gás natural, carvão mineral e especialmente petróleo) e o desmatamento.

A queima dos combustíveis fósseis ocorre principalmente devido ao setor de produção de energia (termelétricas), industrial e de transporte (automóveis, ônibus, aviões, etc.). Além disso, os reservatórios naturais de carbono e os ecossistemas com a capacidade de absorver CO2, chamados de sumidouros, também estão sendo afetados por ações antrópicas.

Já as florestas, que representam um importante estoque natural de carbono, estão cada vez mais sofrendo desmatamentos e queimadas. Essas ações humanas liberam o carbono armazenado na biomassa florestal para a atmosfera, na forma de CO2, contribuindo para o aumento do efeito estufa.

O clima na imprensa
45% dos textos sobre mudanças climáticas publicados em 50 periódicos, no período 2005-2007, mencionaram gases geradores do efeito estufa. Porém menos da metade desse material explicita as fontes de emissão desses gases.
Já 6% de todos os artigos, editoriais, entrevistas, colunas e matérias veiculados – independentemente de mencionarem gases ou não – salientam a importância do desmatamento para o efeito estufa, especialmente no caso brasileiro.
Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.


Ainda de acordo com a publicação, a concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar a partir da revolução industrial (final do século XVIII), que demandou a queima de carvão mineral e petróleo como fontes de energia.

Desde então houve um aumento de 280ppm (partes por milhão) no ano de 1750 para uma média de 379ppm em 2005, o que representa um incremento de aproximadamente 31%. “Este acréscimo implica o aumento da capacidade da atmosfera em reter calor e, conseqüentemente, da temperatura do planeta”, diz o texto.

A concentração de CO2 na atmosfera até 2100 pode alcançar valores de 540 a 970ppm – entre 90% e 250% acima do nível de 1750. Esse cenário de emissões representa um futuro preocupante para os habitantes do planeta. O nível de CO2 na atmosfera deve ser mantido entre 350 e 400ppm para que o aumento da temperatura global não ultrapasse 2°C em relação aos níveis do período pré-industrial evitando, assim, uma interferência perigosa no clima.


O ciclo do carbono


Ainda de acordo com a publicação Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global, elaborada pelo Ipam, o carbono é um elemento básico na composição dos organismos, indispensável para a vida no planeta. Ele é estocado na atmosfera, nos oceanos, nos solos, nas rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural).

Contudo, diz a publicação, o carbono não permanece fixo em nenhum desses estoques. Existe uma série de interações por meio das quais ocorre a transferência de carbono de um estoque para outro (fluxos), como se pode ver na figura 6, a seguir. Muitos organismos nos ecossistemas terrestres e nos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2). São os chamados sumidouros de carbono. Eles atuam como ralos, retirando da atmosfera mais carbono do que emitem.




Por outro lado, os vários organismos, tanto plantas como animais, emitem carbono para a atmosfera mediante o processo de respiração. Além disso, devemos levar em conta o importante intercâmbio de carbono entre os oceanos e a atmosfera.

Nesse cenário, o fator problemático, como vimos anteriormente, está na liberação de carbono via queima de combustíveis fósseis e por mudanças no uso da terra (desmatamentos e queimadas, principalmente). Desenvolvidas de forma consciente pelo ser humano, essas atividades alteram os fluxos naturais entre os estoques de carbono e têm um papel fundamental na mudança do clima do planeta.

As emissões anuais de carbono pela queima de combustíveis fósseis – que contribui com a maior parte das emissões globais – foram de aproximadamente 7,2 bilhões de toneladas (média de 2000 a 2005). Já as emissões por mudança de uso do solo atingiram 1,6 bilhão de toneladas (vale lembrar que 1 tonelada de carbono é igual a 3,67 toneladas de CO2).

* A seção Ciência do Clima foi construída com base no paper Mudanças Climáticas Globais: Conceitos e Implicações, produzido para a ANDI pelo físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo.


Fonte: Mudanças Climáticas


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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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