Lagoa seca e milhares de peixes morrem em Paramirim, na Bahia.

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13 novembro 2012

'Neste ano as chuvas foram escassas e a lagoa secou', diz prefeito.
Cidade é um dos 259 municípios que se encontra em situação de emergência.

   Do G1 BA
Seca causa morte de peixes em Paramirim 
(Foto: Luiz Carlos Cardoso/ Blog Focado em você)

Centenas de peixes foram encontrados mortos na Lagoa de Paramirim, situada na cidade de Paramirim, localizada a cerca de 742 km de Salvador. As mortes acontecem desde a semana passada na região. A cidade passa por situação de emergência ocasionada por conta da seca que afeta a região desde 2008 e de acordo com informações do prefeito do município, Júlio Bernardo Bitencourt, a seca é o motivo da mortandade dos animais.

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (CORDEC) informou ao G1 que atualmente  dos 417 municípios baianos, 259 encontram-se em situação de emergência por conta da seca. Paramirim é uma delas.

"Os peixes sofrem porque a lagoa é abastecida quase que em sua totalidade por um riacho, que está vazio por causa da seca. Neste ano as chuvas foram escassas e a lagoa secou. Os peixes morreram por falta de água e oxigenação", afirmou o gestor.

Cidade é um dos 226 municípios baianos que decretaram situação de emergência por conta da seca (Foto: Luiz Carlos Cardoso/ Blog Focado em você)

Em entrevista ao G1 o prefeito contou que a lagoa fica localizada na sede do município, em uma área utilizada pela população para prática de exercícios e lazer. "A população ficou bastante assustada com a quantidade de peixes, além de ficar descontente com o cheiro causado pela morte dos animais", disse. Ele informou ainda que a prefeitura vem fazendo o aterramento dos bichos. "Estamos removendo os peixes mortos e fazendo um aterramento. O único meio para poder salvar a lagoa é através da água da chuva", disse.

De acordo com informações de Bitencourt, a Barragem do Zabumbão, localizada na região, está apenas com água para alimentar o consumo humano no municípios, em mais 60 comunidades rural e nas cidades de Tanque Novo, Caturama e Botuporã. "Não podemos desviar a água utilizada para o recurso humano para enchermos a lagoa", relatou.

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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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