Saiba como funciona um aterro sanitário em SP

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10 abril 2012

O lixo da cidade de São Paulo é despejado em dois aterros sanitários. Os resíduos das zonas Sul e Leste são levados para um aterro sanitário que fica no Parque São Rafael, no extremo da Zona Leste. Contudo, não há mais espaço para enterrar lixo na capital. O resto de resíduo – do Centro, zonas Norte e Oeste – vai para um aterro em Caieiras, na região metropolitana.

Todos os dias, 700 caminhões chegam ao centro de tratamento de resíduos de Caieiras e despejam 6 mil toneladas de lixo coletadas na capital. O aterro começou a operar em 2002 e já recebeu 15 milhões de toneladas de lixo. O local funciona de domingo a domingo, 24 horas por dia e o vai e vem deve continuar por mais 20 anos.

Antes de receber as camadas de resíduos, o terreno precisa ser impermeabilizado e ter um sistema de drenagem. Só então o lixo é depositado, compactado e aterrado. Debaixo da terra, ele se decompõe. Gera um gás poluente - o metano -, e um líquido que pode contaminar o solo - o chorume.

De Caieiras, o chorume é levado para a Sabesp. Lá ele é tratado para ser despejado no Rio Tietê. Já o metano passa por canos e é queimado, uma maneira de reduzir o impacto ao meio ambiente. “O gás metano é 21 vezes mais poluidor que o gás carbônico. Quando encaminhamos para a queima em chaminés, eles são destruídos e são transformados e se aproximam ao gás carbônico”, explica Fábio Zorzi Leme.

Em vez de ser jogado na atmosfera, ou simplesmente queimado, o metano pode ser reaproveitado. Isso acontece nos aterros desativados São João, na Zona Leste, e no Bandeirantes, Zona Oeste. O gás é o combustível para geradores de energia elétrica.

Com o passar dos anos, a produção de gás dos aterros diminui, até que a geração de energia para. O que não vai acabar é a necessidade de monitoramento desses locais.

“Assim que finaliza a destinação dos resíduos nas áreas de aterro ainda não pode ser feito nenhum trabalho de ocupação em cima dela. Ainda existirão decomposição de resíduos que ainda gerarão líquidos e gases para que devem ser tratados. Nós monitoraremos a área por aproximadamente 50 anos. Ninguém pode ocupar o lugar”, completa Fábio.

Vale lembrar que 60% do que é levado para os aterros é material orgânico, que poderia virar adubo, e 30%, material reciclável. Segundo o Movimento Nossa São Paulo, quando o lixo é enterrado sem fazer a reciclagem, são desperdiçados R$ 750 milhões todos os anos.


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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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