Exposição retrata cães que embarcaram no Titanic há 100 anos

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22 abril 2012

Por Natalia Cesana e Robson Fernando de Souza (da Redação)

Antes de completar 24 anos, Margaret Hays e suas amigas fugiram da cabine do navio Titanic enquanto ele começava a afundar no oceano. Neste momento ela teve certeza de que tinha um tesouro: Lily, seu cachorro spitz alemão.

De pé no convés, 100 anos atrás, as pessoas colocavam seus coletes salva-vidas antes de embarcar nos botes. Um passageiro comentou: “Acho melhor colocarmos um desses para preservar a vida do cachorrinho, que é pequeno demais.”

Quando Margaret entrou no bote salva-vidas, ela segurou firme Lily, que estava enrolada em um cobertor. As duas sobreviveram ao desastre marítimo mais célebre da história.

Nos arquivos do Titanic, poucos sabem que 12 cães embarcaram em Southampton, naquele abril de 1912. E, miraculosamente, três sobreviveram.

Os cães do Titanic estão sendo apresentados na exposição, RMS Titanic: 100 Years , na Widener Art Gallery, na Universidade de Widener, na Pensilvânia (EUA).

“Não se sabe muito sobre os cachorros, mas todos estavam com os passageiros da primeira classe. Quando os ricos e famosos viajavam, eles costumavam levar os cachorros junto”, explica o curador da mostra, Joseph J. Edgette, professor emérito da educação e folclore.

Uma vez que os cães eram considerados ‘carga’, não havia uma lista oficial daqueles que estavam a bordo. Edgette, porém, a partir de extensa pesquisa em documentos pessoas dos passageiros, criou sua própria lista com os cães, nomes, raças e tutores.

Todos os objetos expostos vieram da coleção particular de Edgette, inclusive a fotografia de um grupo de cães, tirada no convés superior do Titanic pelo Padre Francis Browne.

O padre fotografou poucos sobreviventes e apenas de conhecidos no interior do navio. “A Kodak iria tirar fotos quando o navio chegasse em Nova York”, disse o curador.

Entre os outros passageiros caninos estava Airedale, Kitty, cujo tutor era John Jacob Astor. Nenhum dos dois sobreviveu.

Outros artigos em exposição incluem jornais originais, réplicas do serviço de prata do Titanic…

“Existe uma ligação especial entre as pessoas e os animais. Para muitas, eles são considerados membros da família. Eu não acho que qualquer outra exposição sobre o Titanic retrate e reconheça o trabalho e o amor que estes animais tiveram para perder suas vidas em um cruzeiro”, finaliza Edgette.

As vítimas animais do naufrágio

Havia não apenas os mais de dois mil humanos a bordo no Titanic: havia uma quantidade de animais domésticos impossível de se contar. O navio tinha como mascote o gato Jenny, que ficou no navio “trabalhando” como caçador de roedores. Havia inúmeros cães trazidos como bichos de estimação dos passageiros, e a maioria deles foi mantida em canis dentro do deck F do navio, enquanto alguns passageiros da primeira classe ficaram com os animais em suas próprias cabines, provavlemente sem o consentimento da tripulação.

Alguns cães foram melhor descritos por sobreviventes do naufrágio, como um cão da raça king-charles-spaniel e um airedale-terrier tutelados por William Carter; um chow-chow tutelado por Harry Anderson; o buldogue francês Gamin De Pycombe, tutelado por Robert W. Daniel; um lulu-da-pomerânia; e o cachorro Fru-Fru, tutelado por Helen Bishop e permitido a ficar na cabine com sua tutora.

Também havia aves a bordo, como pássaros, canários e mesmo galináceos – o caso mais emblemático foram quatro galos e galinhas levados por Ella Holmes White. Assim como uma quantidade substancial de ratos, visto que era comum a existência de ratos nos navios da época.

O destino dos animais não humanos a bordo do Titanic foi proporcionalmente ainda mais trágico do que o dos humanos, uma vez que, de todos os animais, apenas três cães sobreviveram e foram levados nos botes salva-vidas por seus tutores: o lulu-da-pomerânia de Margaret Hays, o cão de Elizabeth Rothschild e o pequinês de Henry e Myra Harper.

Um caso dramático melhor descrito foi o de Fru-Fru, o cão de Helen Bishop. Bishop, a contragosto, abandonou o cão em sua cabine, e ele ainda tentou impedi-la de sair sem ele, mordendo-a pelo vestido até que este rasgou. A sobrevivente ainda falou depois: “A perda do meu cãozinho me machucou demais. Jamais vou esquecer como ele se agarrava a minhas roupas. Ele queria tanto me acompanhar!”

Nenhum outro animal além dos três cães sobreviveu. Afirma-se que alguém, num ato compassivo mas vão, libertou os cães dos canis, o que desencadeou uma debandada de cães a correr rumo ao convés. Uma passageira vítima do naufrágio foi encontrada, dias depois da tragédia, morta abraçando seu cão. O cão Gamin De Pycombe foi visto pela última vez tentando nadar na hipotérmica água do local onde o Titanic afundou.

Com informações da Wikipedia em inglês

Fonte: Anda

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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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