Resíduos Eletroeletrônicos: Conhecendo os perigos - Parte 1

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14 março 2012

Benéficos e também maléficos, os equipamentos eletroeletrônicos da mesma forma que contribuem para facilitar o dia a dia e satisfaz as necessidades da população, também podem trazer muitos prejuízos. A cada ano as indústrias desenvolvem novos aparelhos, e por ter mais funções ou uma tecnologia mais avançada do que os anteriores, estes são simplesmente substituídos, o aumenta cada vez mais o consumo e o descarte de resíduos eletroeletrônicos. Consideram-se resíduos eletroeletrônicos tudo o que é proveniente de equipamentos eletro-eletrônicos, incluindo celulares, computadores, impressoras, etc. (INSTITUTO GEA, 2011).

Devido o avanço da tecnologia, hoje a população conta com uma série equipamentos eletroeletrônicos, tais como: aparelhos de televisão, rádios, eletrodomésticos, telefones celulares, computadores e seus periféricos, filmadoras, ferramentas elétricas, aparelhos DVD’S, lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, brinquedos eletrônicos, dentre outros. Muitos destes equipamentos sempre existiram e à medida que surgiam outros mais avançados, os antigos foram se tornando obsoletos e simplesmente descartados pela população em qualquer local ou senão encaminhados aos aterros sanitários ou lixões das cidades sem nenhum tratamento para estes resíduos.

Grande parte dos equipamentos ditos acima, em seu processo de produção são inseridos metais pesados e metais preciosos, quando descartados inadequadamente no meio ambiente o efeito destas substâncias causam grandes alterações na fauna e flora, levando a extinção e mutação de várias espécies, além de reações químicas que emitem gases tóxicos, a contaminação do solo e a perda de seus nutrientes, tornando o solo infértil para quaisquer outras atividades, como também causam sérios problemas para a saúde da população. Segundo o vídeo “A História dos Eletrônicos (The Story of Electronics)”, produzido por Annie Leonard, criadora também do famoso vídeo A História das Coisa, nos Estados Unidos dados da International Business Machines - IBM revelam que suas trabalhadoras que faziam chips de computadores tinham 40% (quarenta por cento) mais abortos e mais chance de morrer de leucemia, câncer no cérebro ou nos rins.

Os eletrônicos de hoje são difíceis de atualizar, fáceis de quebrar e inviáveis de reparar. O conserto ou reparo também é dificultado pela não disponibilização de peças de reposição, obrigando a população comprar novos aparelhos aumentando a taxa de consumo. De acordo com o site Lixo Eletrônico (2010), o mais recente estudo da ONU, revela que seguido do México e da China (0.4 kg/cap·ano), o Brasil (0.5 kg/cap.ano) é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre os países emergentes. Os equipamentos eletrônicos são compostos por substâncias nocivas ao ser humano e precisam ser manuseados com equipamentos adequados para cada tipo de substância, estes equipamentos são chamados de EPI (Equipamentos de Proteção Individual). Sendo assim, a tabela 2 apresenta a relação de equipamentos de segurança necessários para o manuseio destes resíduos.


O uso obrigatório dos equipamentos de proteção individual – EPI está presente na Norma Regulamentadora - NR6 pela lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1977, que altera o Capítulo V do Titulo II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo a segurança e medicina do trabalho. A falta destes equipamentos torna tanto o ambiente da empresa como também o trabalhador totalmente vulneráveis às substâncias tóxicas que, se em contato direto pode provocar grandes alterações no organismo, podendo a depender da quantidade da substância causar mutações genéticas e até óbitos. Segundo Moreira & Moreira (2004), são muitos os efeitos gerados pelo contato direto ou indireto com os metais pesados, que podem causar danos a toda e qualquer atividade biológica. Algumas respostas são predominantes, às vezes agudas outras crônicas. Muitas vezes as respostas são tardias, o que dificulta o diagnóstico da patogênese por perder a relação direta. A tabela 3 é composta pelos principais metais presentes em aparelhos eletroeletrônicos e os efeitos que estes metais provocam aos seres humanos.
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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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