Semana sobre Sustentabilidade e Resíduos Sólidos - Resíduos Eletroeletrônicos e seus efeitos.

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27 julho 2012

Essa postagem faz parte de um projeto que fiz para uma empresa aqui na região onde moro. Trata-se de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Eletroeletrônicos Simplificado. Nessa postagem você irá conferir como os eletroeletrônicos ao mesmo tempo que são benéficos para a população, podem causar grandes prejuízos a saúde humana e principalmente ao meio ambiente. Leia com muita atenção.


RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS E SEUS EFEITOS

Benéficos e também maléficos, os equipamentos eletroeletrônicos da mesma forma que contribuem para facilitar o dia a dia e satisfaz as necessidades da população, também podem trazer muitos prejuízos. A cada ano as indústrias desenvolvem novos aparelhos, e por ter mais funções ou uma tecnologia mais avançada do que os anteriores, estes são simplesmente substituídos, o aumenta cada vez mais o consumo e o descarte de resíduos eletroeletrônicos. Consideram-se resíduos eletroeletrônicos tudo o que é proveniente de equipamentos eletro-eletrônicos, incluindo celulares, computadores, impressoras, etc. (INSTITUTO GEA, 2011).

Devido o avanço da tecnologia, hoje a população conta com uma série equipamentos eletroeletrônicos, tais como: aparelhos de televisão, rádios, eletrodomésticos, telefones celulares, computadores e seus periféricos, filmadoras, ferramentas elétricas, aparelhos DVD’S, lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, brinquedos eletrônicos, dentre outros. Muitos destes equipamentos sempre existiram e à medida que surgiam outros mais avançados, os antigos foram se tornando obsoletos e simplesmente descartados pela população em qualquer local ou senão encaminhados aos aterros sanitários ou lixões das cidades sem nenhum tratamento para estes resíduos. 

Grande parte dos equipamentos ditos acima, em seu processo de produção são inseridos metais pesados e metais preciosos, quando descartados inadequadamente no meio ambiente o efeito destas substâncias causam grandes alterações na fauna e flora, levando a extinção e mutação de várias espécies, além de reações químicas que emitem gases tóxicos, a contaminação do solo e a perda de seus nutrientes, tornando o solo infértil para quaisquer outras atividades, como também causam sérios problemas para a saúde da população.

Segundo o vídeo “A História dos Eletrônicos (The Story of Electronics)”, produzido por Annie Leonard, criadora também do famoso vídeo “A História das Coisas”, nos Estados Unidos dados da International Business Machines - IBM revelam que suas trabalhadoras que faziam chips de computadores tinham 40% (quarenta por cento) mais abortos e mais chance de morrer de leucemia, câncer no cérebro ou nos rins.

Os eletrônicos de hoje são difíceis de atualizar, fáceis de quebrar e inviáveis de reparar, diz: Annie Leonard. O conserto ou reparo também é dificultado pela não disponibilização de peças de reposição, obrigando a população comprar novos aparelhos aumentando a taxa de consumo. De acordo com o site Lixo Eletrônico (2010), o mais recente estudo da ONU, revela que seguido do México e da China (0.4 kg/cap•ano), o Brasil (0.5 kg/cap.ano) é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre os países emergentes.

Os equipamentos eletrônicos são compostos por substâncias nocivas ao ser humano e precisam ser manuseados com equipamentos adequados para cada tipo de substância, estes equipamentos são chamados de EPI (Equipamentos de Proteção Individual). Sendo assim, a tabela 2 apresenta a relação de equipamentos de segurança necessários para o manuseio destes resíduos.


O uso obrigatório dos equipamentos de proteção individual – EPI está presente na Norma Regulamentadora - NR6 pela lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1977, que altera o Capítulo V do Titulo II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo a segurança e medicina do trabalho. A falta destes equipamentos torna tanto o ambiente da empresa como também o trabalhador totalmente vulneráveis as substâncias tóxicas que, se em contato direto pode provocar grandes alterações no organismo, podendo a depender da quantidade da substância causar mutações genéticas e até óbitos. 

Segundo Moreira & Moreira (2004), são muitos os efeitos gerados pelo contato direto ou indireto com os metais pesados, que podem causar danos a toda e qualquer atividade biológica. Algumas respostas são predominantes, às vezes agudas outras crônicas. Muitas vezes as respostas são tardias, o que dificulta o diagnóstico da patogênese por perder a relação direta. A tabela 3* é composta pelos principais metais presentes em aparelhos eletroeletrônicos e os efeitos que estes metais provocam aos seres humanos.

Como pôde ser visto na tabela 3, os metais presentes nos diversos aparelhos eletroeletrônicos, principalmente em computadores, são extremamente nocivos aos seres humanos, sendo assim, é necessário que as empresas possuam um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, para que haja o manejo adequado destes resíduos, como também disponibilizem os Equipamentos de Proteção Individual para a proteção dos seus funcionários.

Os equipamentos eletroeletrônicos já citados no início desde capítulo normalmente são compostos por diversos materiais que podem ou não ser recicláveis e causar ou não danos ao meio ambiente e à saúde da população. Levando em consideração estes resíduos, segundo a norma NBR 10.004/04, podem ser classificados como Resíduos de Classe I – Perigosos, pois apresentam riscos á saúde da população e ao meio ambiente, Resíduos de Classe II – Não Perigosos, muitos destes resíduos se não forem ser recicláveis e reaproveitáveis são considerados como sucatas de metais ferrosos, não ferrosos e resíduos de plásticos polimerizados. Esta é apenas uma pequena classificação dos resíduos eletroeletrônicos, pois a NBR 10.004/04 não possui maiores detalhes sobre estes resíduos e para uma melhor classificação é necessários conhecer cada substância contidas em cada resíduo o que dificulta ainda mais o manejo e tratamento destes resíduos.

* Confira a tabela 3 e o projeto completo diretamente no (arquivo PDF)
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Franklin Oliveira

Técnico em Meio Ambiente, Gestor Ambiental, Consultor Ambiental Autônomo, Auditor Interno de Sistema de Gestão Integrado nas normas ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007, atua na elaboração, implementação e acompanhamento de projetos e programas ambientais voltados à sustentabilidade, educação ambiental, impactos ambientais, gestão de riscos ambientais e gerenciamento de resíduos sólidos.

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